Apesar do resgate do motorista Dener Laurito dos Santos e da confirmação de que o artefato encontrado no caminhão era um simulacro de explosivo, o incidente que paralisou o Rodoanel Mário Covas na madrugada e manhã desta quarta-feira (12) ainda tem “pontas soltas”. A Polícia Civil e as autoridades competentes dão prosseguimento à sindicância para apurar a motivação e a identidade dos criminosos, e não descartam nenhuma linha de investigação.
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O caso está sob responsabilidade do Setor de Investigações Gerais (SIG) de Taboão da Serra, que ainda apura todas as circunstâncias relacionadas à ocorrência. A vítima e as pessoas envolvidas no atendimento foram ouvidas ontem, e o caminhão foi apreendido. No veículo, foram realizadas perícia e coleta de impressões digitais. Os agentes também apreenderam três aparelhos celulares, que passarão por perícia.
O motorista foi socorrido a um hospital, onde recebeu atendimento médico e foi liberado. Ele foi submetido ao teste do bafômetro, com resultado negativo, e a exame toxicológico, que está em andamento.
Imagens de câmeras de segurança estão sendo coletadas para análise e esclarecimento dos fatos. No momento, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo não confirma nem descarta nenhuma linha de investigação. O boletim de ocorrência foi registrado como tentativa de roubo.
Entre as informações não confirmadas oficialmente, está a versão de que os criminosos tinham como objetivo usar o caminhão da Sitrex Transportes para transportar armas para o Rio de Janeiro. Segundo apurou O GLOBO, essa informação será investigada mas, até o momento, não há nenhum elemento concreto que corrobore esta teoria.
A versão contrasta com a informação da empresa dona do caminhão, que afirmou que o caminhão retornava vazio para a matriz da Sitrex, em São Bernardo do Campo. A Sitrex também informou que o motorista cumpriu adequadamente todos os procedimentos legais e de segurança, quanto aos horários de descanso, de viagem e à velocidade adequada.
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As informações foram apuradas por meio do serviço de monitoramento eletrônico do veículo. O monitoramento eletrônico mantém vigilância integral via telemetria, rastreamento em tempo real de parâmetros do veículo.
“Qualquer informação que ultrapasse as citadas ainda não possui confirmação oficial, na medida em que as autoridades competentes irão proceder à devida sindicância do evento ocorrido”, disse a Sitrex.
O inquérito policial será crucial para verificar a procedência dessa informação e determinar se a carreta vazia era, de fato, o alvo.
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Três assaltantes seguem foragidos após a manobra que resultou no bloqueio do Rodoanel. O paradeiro do trio é a prioridade da polícia, que busca pistas para sua identificação e captura.
O principal mistério reside na real motivação do crime. Suspeita-se que o alvo fosse o próprio caminhão, que retornava vazio. Se a intenção fosse a carga transportada anteriormente, a ação teria sido inócua. No entanto, a possibilidade de usarem o veículo para transportar materiais ilícitos, como armas, é apurada.
A agressão ao motorista, que foi amarrado e abandonado, também é um ponto de interrogação: teria sido um ato de violência gratuita ou uma forma de forçá-lo a cooperar antes de ser deixado para trás?
A ocorrência, que gerou um congestionamento de mais de 600 km na capital paulista, começou por volta das 5h, quando Dener foi supostamente obrigado por assaltantes a parar o veículo na pista, alegando em seguida que estava com um artefato explosivo. Após o resgate do motorista por volta das 9h20, a polícia confirmou que a suposta bomba era, na verdade, um simulacro, feito de papel alumínio e fios.
De acordo com a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), o motorista foi abordado por três indivíduos e obrigado a realizar uma manobra, posicionando o veículo atravessado na pista. Os assaltantes teriam fugido em seguida.
Ao ser abordado por equipes da concessionária, o motorista recusou-se a sair do caminhão, alegando estar com a bomba caseira. A Polícia Militar Rodoviária foi acionada e, como medida preventiva, a interdição total das pistas foi determinada, segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP).
O resgate foi efetuado pelo Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) da Polícia Militar, com auxílio de drone. Dener, que desmaiou após a ação, foi encaminhado ao hospital geral de Itapecerica da Serra.
Agentes de segurança relataram que o motorista estava com dores na região da costela, indicando que ele pode ter sido agredido pelos criminosos. O comandante do Policiamento de Choque, Valmor Racorti, informou que as forças de segurança aguardavam a recuperação de Dener para que ele pudesse esclarecer o ocorrido, já que ele não estava responsivo. Somente após o resgate, a equipe do GATE confirmou o simulacro de explosivo no veículo, liberando o trecho para o tráfego.

