A temporada está repleta de laços, acabamento em pontas geralmente associado ao romantismo. Porém, nos desfiles internacionais, a amarração provou ter diversas pegadas. Estão fora da caixa: podem ser românticos, sim. Mas também ser rebeldes, fortalecer o power look, aparecer maximalistas e preferir a discrição, numa onda ora minimalista, ora arquitetônica.
Basta conferir as propostas de grifes como a Valentino de Alessandro Michele — que arrematou com laços túnicas, blusas e blazers na coleção de verão 2026, chamada Fireflies (vagalumes). Eles “fecharam” golas de vestidos no estilo boneca em preto e branco, surgiram em bainhas e incrementaram acessórios, como sapatos. Na Dior, Jonathan Anderson criou inclusive silhuetas no formato. Louis Vuitton e Saint Laurent também investiram no adorno, que tem muita história para contar: os primeiros registros históricos do laço como acessório datam de 2.600 a 2.500 anos a.C. e, há exemplares revestidos de ouro expostos no Metropolitan Museum of Art (MoMA), em Nova York.
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A consultora de imagem Mônica Girão acompanha o vaivém de nós e tiras. “Nesta estação, chamaram muita atenção. No desfile da Saint Laurent, por exemplo, as camisas brancas com laços gigantes fizeram alusão à década de 1980”, aponta.
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A estilista Isabela Capeto é eterna apaixonada pelo arremate. “Amo. Minha filha, Francisca, diz que faço os mais lindos no mundo”, diz. “Nas minhas roupas, onde posso colocar uma faixa para finalizar o look com um laço, é comigo mesma. Enfeita, deixa o visual feminino e arrumado. Sou fã.”
Depois do século XVIII, o uso do laço, até então restrito ao gênero masculino, foi incorporado por mulheres, que agora brincam com o seu poder simbólico.

