Criado em 1839 e inaugurado por Pedro II em 1851, o Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, guarda a memória de inúmeras figuras importantes do Brasil nas Artes, como Tim Maia, Cartola e Dolores Duran, autoridades históricas como o Barão do Rio Branco, José do Patrocínio, Manuel Deodoro da Fonseca, e grandes referências da religiosidade da população.
O túmulo mais visitado do cemitério é o do médico, escritor, jornalista e um dos principais divulgadores da doutrina espírita no Brasil, Bezerra de Menezes. Durante todo o ano, adeptos do Espiritismo visitam e prestam suas homenagens e agradecimentos. Bezerra de Menezes inspirou a fundação de diversos centros espíritas e hoje os adeptos da doutrina mantém sua memória, agradecendo por curas de enfermidades físicas e espirituais atribuídas a ele. Uma lembrança que não se apaga.
O cemitério foi construído, ainda no Império, para garantir um local digno de sepultamento a pessoas escravizadas e pobres. Por isso, tornou-se também um marco da história do povo negro no Rio de Janeiro.

