Desde os primeiros papéis que marcaram sua carreira, Giovanna Antonelli sempre teve a capacidade de transformar personagens em fenômenos culturais. O cinto da delegada Helô, de “Salve Jorge”, ou o esmalte azul de Clara, em “Em Família”, não eram apenas detalhes de figurino: tornaram-se tendências nacionais, refletindo a conexão profunda entre a atriz e o público. Hoje, esse talento se expandiu, consolidando Giovanna não apenas como atriz, mas também como empresária e influenciadora reconhecida.
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Sobre essa relação entre arte e comportamento, ela explica: “O público sente verdade nas minhas personagens. E a verdade vira espelho. Todas essas mulheres que vivi tinham atitude, e se expressavam por inteiro. E isso inspira. A conexão entre arte e comportamento é viva. E a transição para empreendedora veio do mesmo lugar… curiosidade, vontade de criar, realizar. Muito bom transformar talento em legado.”
Atualmente, Giovanna administra uma marca pessoal sólida, com parcerias estratégicas em segmentos que vão de moda e beleza a saúde e tecnologia. Para a artista, a autenticidade é prioridade.
“Eu gosto de estar perto, de ouvir, de somar, quando me deixam… Para mim, autenticidade e resultado caminham juntos. Quando um projeto tem propósito, flui e o público sente. Hoje, mais do que nunca, só entro em algo se fizer sentido para mim e para as pessoas que acompanham o que construo”, afirma à revista ELA.
Nas redes sociais, Antonelli mantém uma presença genuína, equilibrando exposição e privacidade.
“O ‘segredo’ é ser de verdade. Compartilho o que acredito, e vivo. E principalmente o que pode inspirar. Mas guardo o que é sagrado. Não preciso mostrar tudo para ser autêntica! Autenticidade é coerência, não exposição. A troca com a minha comunidade é real, um afeto de duas mãos.”
Além das telas e de sua atuação digital, Giovanna tem levado sua mensagem internacionalmente. Palestras em Portugal, Curaçao e Boston mostram que a força feminina é universal. “Tem sido uma jornada transformadora. Vejo de perto que força feminina é universal. Cada país tem sua cultura, mas a vontade de crescer, de conquistar o próprio espaço, é a mesma. As mulheres lá fora olham nossa trajetória com admiração, porque no Brasil, para ser mulher empreendedora, é preciso coragem, resistência e criar diariamente”, explica.
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No cinema, ela mergulha em novos desafios. Em “Rio de Sangue”, gravado no Pará, interpreta Patrícia Trindade, uma policial que enfrenta o narcotráfico enquanto tenta proteger a filha. O filme está previsto para estrear em 2026.
“Foi um mergulho intenso. Gravar no Pará, no meio da Amazônia, foi uma experiência ‘quase ritual’, em 40 dias. A personagem tem uma densidade enorme, movida por justiça e dor. Eu me preparei com treinamento tático, corpo e mente. O que mais exigiu foi o emocional, para driblar o calor intenso e o dia a dia na mata. Sorte estar com essa nossa equipe brilhante e carinhosa, sempre atenta e um elenco dos sonhos! Grandes talentos”, destaca.
O empoderamento feminino é outro eixo central de sua trajetória: “Primeiro foi o propósito que guiou minha caminhada e me trouxe até o momento que estou vivendo plenamente. E o que me move é ver mulheres acreditando nelas mesmas. Eu vivi o ‘não’, o recomeço e o cansaço. E transformei tudo isso em combustível. Se minhas palavras ou ações ajudam alguém a se levantar, isso é o que vale para mim.”
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Ao longo de quase quatro décadas de carreira, Giovanna aprendeu a escolher parcerias com cuidado. “Tudo que perde o sentido, deixo ir embora. Me envolvo com marcas que falam o que acredito e representam valores que quero compartilhar. Faço isso há quase 40 anos. Já devo ter trabalhado com umas 2 mil marcas ao longo da minha jornada… e sempre entro de corpo e alma. Trabalho com um time criativo potente e gosto construir pontes. Só vendo o que consumo”, pontua.
Questionada sobre o futuro da mulher no mercado, a atriz é firme:
“A mulher do futuro já chegou e quer cada vez mais espaço, e também quer sentido. Precisamos garantir igualdade real, no mercado de trabalho e na liderança. A mudança vem quando a gente entende que não é competição… é colaboração. O mundo precisa de mais força feminina com empatia e menos ego com medo.”
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E para aquelas que buscam inspiração e ferramentas para crescer, Giovanna aponta: “Autoconfiança, visão, resiliência. E acima de tudo, rede de apoio. Ninguém chega sozinha. Tudo tem time envolvido. E a gente pode pedir ajuda e construir juntas. Acredito muito na cooperação entre mulheres. Quando isso acontece somos potência pura.”
Nos próximos anos, Antonelli pretende expandir sua atuação globalmente, mantendo o propósito no centro de seus projetos. “Me vejo expandindo projetos, e propósito. Quero continuar cruzando fronteiras com o que acredito… fé, ação, transformação… se Deus me permitir! Deixo uma lição que aprendi sobre o sucesso: Ele não é um lugar onde a gente chega, ele é um estado de ser. É fazer o que ama, impactar pessoas, e principalmente dormir em paz com quem você é”, conclui.

