O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste sábado que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro se manifeste em 24h sobre a violação da tornozeleira eletrônica dele.
A decisão foi tomada após a Secretaria de Administração Penitenciária (Seape) do Distrito Federal enviar ao STF um relatório técnico e um vídeo que mostram o equipamento danificado e a admissão do próprio Bolsonaro de que tentou abrir o dispositivo com um ferro de solda.
Vídeo mostra tornozeleira de Bolsonaro avariada
A violação da tornozeleira eletrônica foi um dos motivos apontado por Moraes para determinar a prisão preventiva do ex-presidente, realizada neste sábado. Bolsonaro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal (PF).
Em seu despacho, Moraes afirmou que retiraria o sigilo do relatório da Seape e do vídeo de vido a “inúmeras informações errôneas que vem sendo divulgadas sobre a ocorrência da violação”.
No vídeo, Bolsonaro aparece falando com uma agente e afirma que usou “ferro de solda” no equipamento, por “curiosidade”.
Veja abaixo a íntegra do diálogo da gravação:
- Policial: “Equipamento 85916-5. O senhor usou alguma coisa para queimar isso aqui?”
- Bolsonaro: “Meti ferro quente aí. Curiosidade.”
- Policial: “Que ferro foi. Ferro de passar?”
- Bolsonaro: “Não, ferro de solda.”
- Policial: “Aquele que tem uma ponta?
- Bolsonaro confirma.
- Policial: O senhor tentou puxar a pulseira também”.
- Bolsonaro: “Não, não, isso não.”
- Policial: “Pulseira aparentemente intacta, mas o case violado. Que horas o senhor começou a fazer isso, seu Jair?”
- Bolsonaro: “Lá pro final da tarde.”
- Policial: “Final da tarde? Essa tampa chegou a soltar ou não?”
- Bolsonaro: “Não, soltou não.”

