Criadas na China durante a pandemia, as novelas verticais (ou microdramas, ou ainda verticals ou short dramas) estão se popularizando pelas bandas de cá. Essas produções, de acordo com a empresa de consultoria Media Partners Asia, movimentaram US$ 1,4 bilhão em 2024, sem contar o território chinês. A previsão é de que, em 2030, essa cifra chegue a US$ 9,5 bilhões. Por isso, gigantes americanas como Fox e Disney também estão verticalizando o olhar, investindo em plataformas voltadas à produção e distribuição desse tipo de programa.
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No Brasil, a TV Globo lança, a partir de terça-feira, sua primeira novelinha do gênero, “Tudo por uma segunda chance”, disponível nas redes sociais da emissora no TikTok, Instagram, Facebook, X, YouTube e também no streaming Globoplay. É a história do triângulo amoroso entre os noivos Lucas e Paula (Daniel Rangel e Débora Ozório) e a vilã Soraia (Jade Picon), direito a envenenamento, casamento cancelado, coma hospitalar e prisão injusta.
No dia 12 de dezembro, é a vez do Globoplay com “Cinderela e o segredo do pobre milionário”, estrelada pelo cantor Gustavo Mioto. Mais dez estão previstas para 2026, além da compra de títulos internacionais e tramas focadas em personagens inesquecíveis de novelas da TV Globo.Bibi Perigosa, interpretada por Juliana Paes em “A força do querer”, ganhará uma novelinha com seus melhores momentos no novelão de 2017. O mesmo acontecerá com Angel (Camila Queiroz), de “Verdades secretas”, de 2015, e o casal Ramiro (Amaury Lorenzo) e Kelvin (Diego Martins), de “Terra e paixão”, de 2023.
Abaixo, explicamos detalhes sobre como, onde e quanto pagar para assistir.
Feitas para o consumo no celular, elas têm capítulos bastante rápidos (é raro ultrapassarem quatro minutos) e sempre terminam com um gancho importante. A duração total é mais curta também: 70 episódios, no máximo. “Um capítulo de uma novela tradicional tem, em média, 40 páginas”, diz Antonio Prata, da Tele Tele. “A título de comparação, nossa primeira novelinha tem 53 páginas totais.”
Os principais apps são ReelShort, Dramabox e GoodShort, todos de origem chinesa, mas com títulos dublados em português e alguns adaptados para cá. As novelinhas originais da TV Globo estarão nas redes sociais da emissora. “Tudo por uma segunda chance” terá, durante cinco terças-feiras, dez capítulos inéditos. “Este é o dia de mais movimento nas nossas redes, mas isso é um primeiro teste, estamos entendendo o consumo”, explica Samantha Almeida, diretora de marketing da TV Globo.
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As da TV Globo, sim. No Globoplay, apenas os sete primeiro capítulos serão grátis, nas redes sociais da plataforma e no aplicativo. Para ver tudo, será preciso pagar o pacote de R$ 9,90. Nos apps chineses, funciona de forma parecida: o início da novela é sempre aberto, mas, para terminar,tem que comprar créditos, a partir de R$ 4,90.
As novelinhas são feitas para o celular, mas não por celular. No Brasil, filma-se com câmeras mais leves, porém profissionais. No caso dos cenários, há uma preocupação maior com o teto e o chão, bem visíveis no formato 16:9. A equipe técnica é mais enxuta do que a de um programa para TV e o elenco, idem. “O que a gente tem de produção cabe numa van”, brinca o diretor de “Tudo por uma segunda chance”, Adriano Melo.

