A remoção de tatuagens voltou a ganhar destaque após Anitta surgir com um curativo no braço, sinalizando que estava apagando um desenho antigo. Pouco tempo depois, Virgínia Fonseca compartilhou que também estava passando pelo procedimento, reforçando uma tendência crescente entre celebridades. Estrelas como Megan Fox, Angelina Jolie e Khloé Kardashian já recorreram à remoção, despertando a curiosidade do público sobre como o processo funciona e sua segurança.
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A biomédica Elisangela Ribeiro, especialista em remoção de tatuagens, afirma que o aumento da procura não é coincidência. Segundo ela, a evolução tecnológica e a maior disseminação de informações sobre o laser tornaram o procedimento mais acessível.
“As pessoas descobriram que não precisam conviver para sempre com uma tatuagem que não combina mais com quem elas são. A remoção a laser se tornou muito mais segura e eficaz”, explica.
Como funciona a remoção de tatuagem a laser
Atualmente, as técnicas mais utilizadas são o laser Q Switched e o PicoSure, reconhecidas pela precisão.
“O laser emite pulsos muito rápidos que fragmentam o pigmento da tinta. Depois disso, o próprio sistema imunológico faz a eliminação gradual dessas partículas”, descreve Elisangela.
O processo é realizado em etapas, com sessões espaçadas para permitir que a pele se recupere adequadamente entre cada intervenção.
Um dos receios mais comuns é o aparecimento de cicatrizes. A especialista garante que o risco é baixo quando o procedimento é feito corretamente.
“Quando o profissional é qualificado e o equipamento é apropriado, a chance de cicatriz é mínima. O que pode ocorrer é clareamento da pele ou escurecimento temporário, algo que costuma melhorar com o tempo”, afirma.
A tatuagem desaparece completamente?
O resultado depende da cor, profundidade e tamanho do desenho. “Algumas tatuagens somem por completo, principalmente as pretas e mais superficiais. Cores como verde e azul podem exigir mais sessões e às vezes deixam um sombreado discreto”, detalha a biomédica.
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A remoção prejudica a pele?
Segundo Elisangela, quando feita de forma correta, a remoção não causa danos permanentes. “O que existe é o processo natural de regeneração. Seguir as recomendações de pós-laser é fundamental para garantir que a pele cicatrize bem”, orienta. Isso inclui evitar exposição ao sol, hidratar a região e respeitar os intervalos entre as sessões.
Por que a remoção de tatuagem se tornou tão procurada
Mudanças de estilo, amadurecimento pessoal e até exigências profissionais fazem muitas pessoas reconsiderarem tatuagens antigas. A influência das redes sociais também contribui para essa tendência.
“É importante que as pessoas entendam que tudo bem não se identificar mais com uma tatuagem. A remoção existe para oferecer liberdade e segurança nesse processo”, afirma a especialista.

