A Eagle Football Holdings (EFH), dona de 90% da SAF do Botafogo, rebateu os pedidos feitos pela ala social do alvinegro (BFR), na última terça-feira, de que a holding pagasse R$ 155 milhões ao clube-empresa e que fosse nomeado, pela justiça do Rio de Janeiro, um observador nos bastidores da SAF. De acordo com a petição da EFH protocolada nesta quinta-feira, os pleitos do BFR são “descabidos”, tecnicamente errados” e com o “único proposito de tumultuar o andamento do processo.
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Na petição, a Eagle alega que o clube associativo do Botafogo fabricou uma urgência para apresentar os pedidos na segunda instância do processo, no último dia do processo, mesmo na posição de réu, o que a impediria de pedir liminares. Além disso, a EFH lembrou que a ala social do alvinegro sempre apoiou a figura de John Textor, e que por isso o empresário americano não foi retirado do comando da SAF em julho. Assim, a holding alega que o clube social tenta “lavar as mãos”.
A Eagle afirma também que o pedido de que o poder judiciário nomeie um interventor é “descabido”, pois “a única pessoa que pode e deve intervir na SAF Botafogo é a Eagle Bidco, sua legítima controladora”. Por fim, a holding diz que é “ilógico” o pleito de caução de R$ 155 milhões “porque a Eagle Bidco jamais foi condenada a pagar indenização alguma ao Clube Associativo”, adotando também a argumentação de que “passivo não é dano”.
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A Eagle Football Holdings pediu, então, que sejam totalmente indeferidos os pedidos do clube social do Botafogo.
Também nesta quinta-feira, no final da manhã, Desembargador Marcelo Almeida de Moraes Marinho, relator da ação movida pelo clube social, se posicionou em relação aos pleitos realizados. Sem tomar nenhuma decisão definitiva, Marinho pediu que o juiz da 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro responsável pelo caso em primeira instância forneça informações sobre pedidos preliminares apresentados pelo associativo do Botafogo dentro do processo.
A ideia do desembargador é entender se houve algum pedido do BFR dentro do processo decidido em primeira instância e se houve alguma apreciação por parte do juiz. A dúvida surgiu pois os pedidos do clube social foram feitos dentro da segunda instância do processo. Marinho quer evitar tomar uma decisão sem saber se o responsável pelo processo em primeiro grau já tratou do assunto ou se existe alguma base processual para os pleitos realizados.

