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Mesmo sendo fundador, sócio majoritário e presidente da Eagle Football Holdings, Textor foi constantemente criticado pela holding durante o processo que corre no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) envolvendo a SAF do Botafogo e a ala social do alvinegro. A princípio, o entendimento nos bastidores era de que o clima bélico cessaria após a saída de Christopher Mallon do cargo de diretor independente da EFH e a chegada de Stephen Welch, empresário escolhido pelo próprio Textor. Não foi o que aconteceu na prática.
— Já me disseram que os advogados da Eagle Bidco no Brasil recebem instruções diretamente da Ares, embora a Ares não tenha nenhuma relação direta com a SAF do Botafogo. Nos Estados Unidos, isso seria uma violação do código de ética profissional da advocacia. Mas, de alguma forma, isso tem acontecido desde o início desse processo — disse Textor ao GLOBO.
O empresário americano explicou que Welch, escolhido como diretor independente há um mês, ainda está se ambientando no dia a dia da Eagle e sem tanto envolvimento no Brasil. Além disso, Mallon, seu antecessor, teria dado uma procuração aos advogados que os permitem tomar as decisões que achem mais adequadas.
Ao todo, John Textor detém cerca de 60% das ações da Eagle Football Holdings, que, por sua vez, é dona de 90% da SAF do Botafogo. Os outros 40% da holding estão divididos entre os donos das empresas que investiram mais de R$ 1 bilhão na EFH ao longo dos últimos três anos, o que inclui a Ares.
Nas últimas semanas, John Textor tem negociado com a Ares para pagar os valores que foram investidos pela empresa e encerrar a dívida existente.

