A modelo Mariana Weickert usou suas redes sociais para compartilhar uma notícia delicada com os seguidores: foi diagnosticada com carcinoma basocelular, também chamado de BCB. “É um tipo de câncer de pele considerado fraco e leve, mas que ainda assim é um câncer. Quis dividir isso não para causar nenhum alarde, mas para lembrar que a prevenção é sempre o melhor caminho”, relatou.
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O carcinoma basocelular é classificado como câncer de pele não melanoma e, junto com o carcinoma epidermoide, está entre os tumores mais comuns da pele. “O câncer de pele ocorre devido à replicação desordenada das células da pele, levando à formação de um tumor maligno”, explica Ramon Andrade de Mello, oncologista do Centro Médico Paulista High Clinic Brazil e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia.
Apesar de ser mais frequente do que o melanoma, o carcinoma basocelular é geralmente menos agressivo e apresenta alta chance de cura. “Eles representam cerca de 80% dos cânceres de pele e surgem principalmente em regiões constantemente expostas ao sol, como o rosto. Em raras situações, podem se tornar inoperáveis ou evoluir para metástase”, detalha a dermatologista Jade Cury, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional São Paulo (SBD-RESP).
Como o principal fator associado ao desenvolvimento do carcinoma basocelular é ambiental, a fotoproteção diária é essencial para prevenção. Segundo a SBD-RESP, a exposição solar sem proteção é o maior risco prevenível, além de causar envelhecimento precoce, manchas e queimaduras.
“O uso regular de protetor solar é uma medida segura e eficaz para reduzir esses riscos e deve ser incorporado à rotina de cuidados. Os filtros aprovados pela Anvisa e por órgãos internacionais passam por rigorosos testes antes de chegarem ao consumidor”, destaca o dermatologista Daniel Cassiano, diretor da SBD-RESP.
O câncer de pele costuma ser silencioso, mas pode apresentar sinais perceptíveis. “Pode se manifestar por alterações na pele, como pintas desproporcionais ou lesões que mudam de aparência”, diz o Dr. Ramon. Por isso, o autoexame é uma ferramenta importante na detecção precoce. “Para o câncer de pele não melanoma, incluindo o carcinoma basocelular, orientamos atenção a lesões avermelhadas ou róseas, que crescem, não cicatrizam, apresentam crostas persistentes ou sangram com facilidade”, acrescenta Dra. Jade. Detectar a doença cedo aumenta significativamente as chances de cura, que superam 90%.
Ao perceber qualquer sinal suspeito, é fundamental procurar um médico. “A dermatoscopia ajuda a identificar alterações na pele, mas apenas a biópsia confirma o diagnóstico”, afirma o Dr. Ramon. Ele ressalta ainda a importância de check-ups anuais com dermatologista.
Uma vez confirmado o câncer, o tratamento é definido individualmente. “O padrão é a cirurgia, mas quimioterapia, imunoterapia e terapias-alvo também podem ser indicadas. Essas terapias permitem agir diretamente nas células tumorais, impedindo o crescimento do câncer”, conclui o oncologista, lembrando que cada caso requer avaliação especializada.

