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relembre em fotos e vídeos a megaoperação na Penha e no Alemão e a repercussão do caso

BRCOM by BRCOM
novembro 28, 2025
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A megaoperação nos complexos da Penha e Alemão começou por volta das 4h30 do dia 28 de outubro. Logo na chegada às comunidades, policiais encontraram diversas barricadas do tráfico em chamas — Foto: Fabiano Rocha/Reprodução

Nesta sexta-feira, completa-se um mês da megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, onde 122 pessoas morreram — 117 suspeitos e 5 policiais. A ação, organizada pela Polícia Civil do Rio, em parceria com a Polícia Militar, foi planejada para o cumprimento de mandados de prisão e apreensão contra integrantes do Comando Vermelho, incluindo chefes de outros estados escondidos naquela região. Após a ação, o Ministério Público do Rio e o Supremo Tribunal Federal passaram a investigar a alta letalidade policial com base na ADPF 635. Organizações não-governamentais e parentes dos mortos organizaram protestos, pedindo paz às comunidades do Rio. Relembra em fotos e vídeos como se deu a operação em 28 de outubro.

  • Dos sequestros do passado ao domínio territorial do crime hoje: 30 anos depois da passeata Reage, Rio, segurança pública continua no foco
  • Polícia estoura depósito de gás do tráfico no Complexo do Lins; moradores pagavam R$ 300 pelo botijão que custa R$ 100
A megaoperação nos complexos da Penha e Alemão começou por volta das 4h30 do dia 28 de outubro. Logo na chegada às comunidades, policiais encontraram diversas barricadas do tráfico em chamas — Foto: Fabiano Rocha/Reprodução

A resistência dos criminosos à incursão policial chamou atenção dos próprios agentes. Os traficantes revidaram até as 20h, quando ainda era possível ouvir som de disparos

A resistência dos criminosos à incursão policial chamou atenção dos próprios agentes. Os traficantes revidaram até as 20h, quando ainda era possível ouvir som de disparos

Ao menos 2.500 policiais participaram da megaoperação, incluindo os grupos de elite das policais Civil e Militar: a Core e o Bope, respectivavement — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo/	28/10/2025
Ao menos 2.500 policiais participaram da megaoperação, incluindo os grupos de elite das policais Civil e Militar: a Core e o Bope, respectivavement — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo/ 28/10/2025

Além dos cinco policiais mortos, outros 15 ficaram feridos durante a megaoperação — Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo
Além dos cinco policiais mortos, outros 15 ficaram feridos durante a megaoperação — Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

Imagens mostram cenários de guerra na megaoperação no Rio

Imagens mostram cenários de guerra na megaoperação no Rio

  • Relatório encaminhado ao STF sobre megaoperação no Alemão e na Penha mostra novos dados sobre prisões e apreensões
Na megaoperação, 100 criminosos foram presos, entre eles o Thiago do Nascimento Mendes, o Belão, considerado braço direito de Edgard Alves de Andrade, o Doca, apontado como uma das principais chefes do Comando Vermelho (CV) na região — Foto: Guito Moreto/28-10-2025
Na megaoperação, 100 criminosos foram presos, entre eles o Thiago do Nascimento Mendes, o Belão, considerado braço direito de Edgard Alves de Andrade, o Doca, apontado como uma das principais chefes do Comando Vermelho (CV) na região — Foto: Guito Moreto/28-10-2025

Um documento do governo do Rio enviado ao STF expôs que 96 fuzis foram apreendidos na megaoperação — Foto: Mauro Pimentel/AFP
Um documento do governo do Rio enviado ao STF expôs que 96 fuzis foram apreendidos na megaoperação — Foto: Mauro Pimentel/AFP

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  • Retaliações dos criminosos e a cidade refém
  • Corpos retirados da mata e levados para praça no Complexo da Penha
  • O drama dos familiares no IML
  • As reações políticas, jurídicas e sociais
  • Megaoperação na Penha e no Alemão:
      • relembre em fotos e vídeos a megaoperação na Penha e no Alemão e a repercussão do caso

Retaliações dos criminosos e a cidade refém

Ainda no dia 28 de outubro, a cidade do Rio entrou no estágio 2 do nivelador de risco adotado pelo Centro de Operações da prefeitura. Este nível de atenção é atingido quando “há risco de ocorrência de alto impacto” na cidade, de um total de cinco estágios. A medida foi tomada após interdições que impactam diversas vias da cidade, em retaliação de criminosos à megaoperação policial. Vias no entorno dos complexos do Alemão, Penha, Chapadão, São Francisco Xavier, na Zona Norte, Freguesia (Jacarepaguá) e Taquara, na Zona Sudoeste, passaram por interdições temporárias em função de ocorrências policiais. Segundo a Rio Ônibus, mais de 100 linhas tiveram os itinerários alterados.

Naquele dia, 204 linhas foram afetadas e mais de setenta coletivos foram usados como barricadas após a megaoperação — Foto: Marcelo Theobald
Naquele dia, 204 linhas foram afetadas e mais de setenta coletivos foram usados como barricadas após a megaoperação — Foto: Marcelo Theobald

  • Terror em cada esquina: veja as vias e regiões do Rio que foram alvo da retaliação do crime à megaoperação no Alemão
Com a interrupção no funcionamento dos ônibus, pontos de embarque para outros modais da cidade ficaram lotados, como a Central do Brasil, composta por estações de trem e metrô — Foto: Foto Alexandre Cassiano
Com a interrupção no funcionamento dos ônibus, pontos de embarque para outros modais da cidade ficaram lotados, como a Central do Brasil, composta por estações de trem e metrô — Foto: Foto Alexandre Cassiano

Em reação orquestrada, ônibus foram sequestrados para bloquear ruas em todas as regiões da cidade, da Avenida Ayrton Senna, na Barra da Tijuca, às ruas do Riachuelo, no Centro, Dias da Cruz, no Méier, e das Laranjeiras, no bairro de mesmo nome. Os transtornos se estenderam à Região Metropolitana, atingindo Caxias e São Gonçalo — Foto: Foto: reprodução
Em reação orquestrada, ônibus foram sequestrados para bloquear ruas em todas as regiões da cidade, da Avenida Ayrton Senna, na Barra da Tijuca, às ruas do Riachuelo, no Centro, Dias da Cruz, no Méier, e das Laranjeiras, no bairro de mesmo nome. Os transtornos se estenderam à Região Metropolitana, atingindo Caxias e São Gonçalo — Foto: Foto: reprodução

Corpos retirados da mata e levados para praça no Complexo da Penha

Ao menos 60 corpos foram localizados após a megaoperação na região conhecida como Mata da Vacaria, na Vila Cruzeiro, uma das favelas do Complexo da Penha. Boa parte do confronto no dia 28 se concentrou nessa área que, segundo a secretaria de Segurança Pública, era usada por traficantes. Os mortos começaram a ser retirados durante a madrugada pelos próprios moradores e foram expostos na Praça São Lucas, ponto central da comunidade.

A remoção dos corpos foi feita também por adolescentes, e crianças chegaram a ajudar nas buscas — Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress
A remoção dos corpos foi feita também por adolescentes, e crianças chegaram a ajudar nas buscas — Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress

Expostos na Praça São Lucas, no Complexo da Penha, os corpos foram sendo removidos, de quatro e quatro, por rabecões do Corpo de Bombeiros e levados posteriormente para o IML — Foto: Gabriel de Paiva
Expostos na Praça São Lucas, no Complexo da Penha, os corpos foram sendo removidos, de quatro e quatro, por rabecões do Corpo de Bombeiros e levados posteriormente para o IML — Foto: Gabriel de Paiva

Ao todo, 117 criminosos foram contabilizados como mortos. Parte deles era de pessoas de outros estados que estavam escondidos na Penha — Foto: Márcia Foletto
Ao todo, 117 criminosos foram contabilizados como mortos. Parte deles era de pessoas de outros estados que estavam escondidos na Penha — Foto: Márcia Foletto

Parentes dos mortos se reuniram na Praça São Lucas para fazer o reconhecimento. Muitos eram filhos e maridos — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo
Parentes dos mortos se reuniram na Praça São Lucas para fazer o reconhecimento. Muitos eram filhos e maridos — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

Vídeo mostra local em que corpos foram enfileirados na Penha

Vídeo mostra local em que corpos foram enfileirados na Penha

A Mata da Vacaria, na verdade, é uma extensa pedreira abandonada e cercada por Mata Atlântica. Ela liga os complexos da Penha e do Alemão — Foto: Márcia Foletto
A Mata da Vacaria, na verdade, é uma extensa pedreira abandonada e cercada por Mata Atlântica. Ela liga os complexos da Penha e do Alemão — Foto: Márcia Foletto

O drama dos familiares no IML

Para acelerar o reconhecimento no IML, uma força-tarefa foi organizada por peritos, que trabalharam até fora do sistema de plantão. Por ao menos quatro dias, o instituto ficou lotado de parentes, que aguardaram até a noite para poder fazer a liberação dos corpos. Dois deles, no entanto, apesar de terem sido liberados, não foram reconhecidos formalmente no IML, pois, em vida, não tinham registrado digital em nenhum órgão público.

Todos os corpos foram levados para o IML no dia 29. Inicialmente, alguns chegaram a ficar na parte externa do prédio, até que houvesse lugar para armazená-los — Foto: Cesar Sales
Todos os corpos foram levados para o IML no dia 29. Inicialmente, alguns chegaram a ficar na parte externa do prédio, até que houvesse lugar para armazená-los — Foto: Cesar Sales

Karen Beatriz esteve no IML para fazer o reconhecimento do companheiro. Ela estava grávida de um mês do rapaz — Foto: Marcia Foletto/ Agência O GLOBO
Karen Beatriz esteve no IML para fazer o reconhecimento do companheiro. Ela estava grávida de um mês do rapaz — Foto: Marcia Foletto/ Agência O GLOBO

Raquel Rodrigues (ao centro) é amparada por outras mães, na porta do IML, ao reconhecer o filho Yago Ravel Rodrigues Rosário, morto durante a megaoperação do Rio — Foto: Leo Martins / Agência O Globo
Raquel Rodrigues (ao centro) é amparada por outras mães, na porta do IML, ao reconhecer o filho Yago Ravel Rodrigues Rosário, morto durante a megaoperação do Rio — Foto: Leo Martins / Agência O Globo

Parentes de mortos em megaoperação no Rio fecham trecho da Avenida Francisco Bicalho em protesto pela ação policial — Foto: Leo Martins / Agência O Globo
Parentes de mortos em megaoperação no Rio fecham trecho da Avenida Francisco Bicalho em protesto pela ação policial — Foto: Leo Martins / Agência O Globo

Protesto de parentes de mortos em megaoperação no Rio fecha via em frente ao IML

Protesto de parentes de mortos em megaoperação no Rio fecha via em frente ao IML

As reações políticas, jurídicas e sociais

No dia 30 de outubro, o Governo do Brasil anunciou a criação de um escritório emergencial de combate ao crime organizado no Rio de Janeiro. Na ocasião, foram debatidas repercussões da megaoperação no Complexo da Penha. O grupo, comandado pelo secretário de Segurança Pública do Rio, Victor Cesar Santos, e pelo secretário nacional de Segurança Pública, Mário Luiz Sarrubbo, articulou a recrutação de peritos criminais da União e aumento do efetivo da Força Nacional e da Polícia Rodoviária Federal, ambas no Rio.

O governador do Rio, Claudio Castro (centro), e o ministro da Justiça Ricardo Lewandowski (esq.) em uma reunião no Palácio Guanabara após a operação policial com o maior número de mortes do estado — Foto: Pablo Porciúncula/AFP
O governador do Rio, Claudio Castro (centro), e o ministro da Justiça Ricardo Lewandowski (esq.) em uma reunião no Palácio Guanabara após a operação policial com o maior número de mortes do estado — Foto: Pablo Porciúncula/AFP

Ministro Alexandre de Moraes, o governador Cláudio Castro e o secretário de Polícia Militar Marcelo Menezes — Foto: Divulgação / Philippe Lima
Ministro Alexandre de Moraes, o governador Cláudio Castro e o secretário de Polícia Militar Marcelo Menezes — Foto: Divulgação / Philippe Lima

Castro se reúne com Moraes no Rio

Castro se reúne com Moraes no Rio

  • Após megaoperação, Comando Vermelho barra posts de criminosos nas redes; veja comentário em vídeo
Manifestantes protestam contra a violência policial de megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão — Foto: Marcelo Theobald/ Agência O Globo
Manifestantes protestam contra a violência policial de megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão — Foto: Marcelo Theobald/ Agência O Globo

Próximos passos. Em entrevista concedida no Palácio Guanabara, Castro falou sobre as prioridades do seu governo daqui para frente na ação contra grupos criminosos no estado — Foto: Gabriel de Paiva
Próximos passos. Em entrevista concedida no Palácio Guanabara, Castro falou sobre as prioridades do seu governo daqui para frente na ação contra grupos criminosos no estado — Foto: Gabriel de Paiva

  • Entrevista: Cláudio Castro fala em ‘janela de oportunidade’ pós-megaoperação e admite: ‘Somos o epicentro do problema no Brasil’
Missa que homenageou policias mortos em megaoperação — Foto: Divulgação/Gov RJ
Missa que homenageou policias mortos em megaoperação — Foto: Divulgação/Gov RJ

  • Marketing do crime: Quadrilhas usam redes sociais para se promover e recrutar jovens
Cidade Alta tem barricadas em chamas e interdições no trânsito na Avenida Brasil — Foto: Divulgação/ Governo do Estado
Cidade Alta tem barricadas em chamas e interdições no trânsito na Avenida Brasil — Foto: Divulgação/ Governo do Estado

Megaoperação na Penha e no Alemão:

relembre em fotos e vídeos a megaoperação na Penha e no Alemão e a repercussão do caso

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