Os suíços rejeitaram, no domingo, uma proposta de taxação dos super-ricos para financiar o combate às mudanças climáticas. Como mostraram os resultados oficiais do plebiscito, a “iniciativa para o futuro”, que propunha um novo imposto climático sobre grandes heranças, foi rejeitada por mais de 78% dos eleitores, segundo mostraram os resultados oficiais.
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O texto, apresentado pela ala jovem do Partido Socialista da Suíça, propunha um imposto de 50% sobre heranças de fortunas acima de 50 milhões de francos suíços (US$ 63 milhões) — o que, estima-se, afetaria cerca de 2.500 lares.
Sob o slogan “taxar os ricos, salvar o clima”, o grupo calculava que a taxa arrecadaria 6 bilhões de francos suíços por ano, que poderiam ser destinados a financiar uma transformação ecológica da economia suíça, por meio de medidas como renovação de edifícios, desenvolvimento de energia renovável e expansão do transporte público.
No entanto, uma ampla campanha de oposição alertou que pessoas muito ricas poderiam deixar o país para evitar o imposto, enfraquecendo a economia. Após a divulgação dos resultados, a presidente suíça e ministra das Finanças, Karin Keller-Sutter, disse que “isso teria sido um sinal ruim para pessoas ricas que desejam vir para a Suíça e se estabelecer no país”.
Críticos também advertiram que pessoas que herdarem empresas familiares poderiam ser prejudicadas.
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No sistema de democracia direta da Suíça, são necessárias 100 mil assinaturas para levar praticamente qualquer tema a voto popular, dando aos suíços a possibilidade de se pronunciar sobre uma ampla variedade de assuntos a cada poucos meses, nos níveis nacional, regional e local.
Também no domingo, os eleitores suíços rejeitaram uma proposta para substituir o atual serviço militar obrigatório — restrito a homens — por um dever cívico obrigatório para todos.
A chamada proposta de Dever Cívico, que exigia que todo cidadão suíço, independentemente de gênero, prestasse serviço nacional no exército ou em uma função civil, foi rejeitada por impressionantes 84% dos eleitores no país.
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Os resultados finais dos 26 cantões mostraram que os eleitores rejeitaram as iniciativas, que haviam gerado discussões significativas na rica nação alpina.
O governo e o parlamento suíços haviam se posicionado contra ambas as propostas, argumentando que elas acarretariam custos enormes e poderiam ameaçar a economia.

