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Entenda como estruturas subterrâneas do Irã viraram uma de suas maiores vulnerabilidades

BRCOM by BRCOM
março 7, 2026
in News
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Exército israelense divulga imagens de ataque que destruiu bunker de líder supremo do Irã

Após décadas investindo na construção de bunkers e complexos subterrâneos para proteger seu vasto arsenal de mísseis, o Irã vê essa estratégia ser colocada à prova poucos dias após o início da guerra contra Estados Unidos e Israel. Em menos de uma semana de conflito, aeronaves e drones armados dos dois países passaram a sobrevoar as dezenas de bases cavernosas iranianas, atingindo lançadores de mísseis no momento em que emergem para realizar disparos. Ao mesmo tempo, sucessivas ondas de bombardeiros pesados têm lançado munições sobre essas instalações. Em alguns casos, os ataques parecem ter soterrado armamentos ainda armazenados no subsolo, dificultando o acesso às armas e comprometendo a capacidade iraniana de utilizá-las.

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Imagens de satélite registradas nos últimos dias mostram destroços ainda em chamas de mísseis e lançadores iranianos destruídos por ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel nas proximidades das entradas das chamadas “cidades de mísseis”, como autoridades de Teerã se referem aos complexos subterrâneos utilizados para armazenar armamentos.

Nos primeiros dias da guerra, o Irã conseguiu lançar mais de 500 mísseis contra Israel, bases americanas e outros alvos na região do Golfo Pérsico, embora parte deles tenha sido interceptada, segundo governos da região. A redução no número de grandes salvas é vista como um indicativo de que os bombardeios americanos e israelenses estão enfraquecendo a capacidade de Teerã de responder aos ataques, aponta uma reportagem do jornal americano Wall Street Journal (WSJ).

— Estamos caçando os últimos lançadores de mísseis balísticos remanescentes do Irã para eliminar o que eu caracterizaria como sua capacidade remanescente de mísseis balísticos — disse o almirante Brad Cooper, comandante máximo dos EUA no Oriente Médio, em uma coletiva de imprensa por vídeo na terça-feira. — A capacidade do Irã de nos atingir e atingir nossos parceiros está diminuindo.

Americanos e israelenses destruíram centenas de mísseis, lançadores e drones, segundo Cooper. Mesmo que Teerã pareça ter retirado alguns de seus mísseis e lançadores de caminhões dos abrigos subterrâneos antes do início da guerra, na esperança de protegê-los de ataques, dispersando-os. O Comando Central dos EUA, que está conduzindo a ofensiva, disse na quarta-feira que os lançamentos de mísseis do Irã caíram 86% em quatro dias.

E, para analistas consultados pelo WSJ, é provável que grande parte do estoque restante de Teerã de milhares de mísseis de médio e curto alcance permaneça em bases subterrâneas cujas localizações são em grande parte conhecidas pelos militares dos EUA e de Israel. Isso ressalta uma falha fundamental no conceito de “cidade-míssil”:

“O que antes era móvel e difícil de encontrar não é mais móvel e é mais fácil de atingir”, disse Sam Lair, pesquisador associado do James Martin Center for Nonproliferation Studies, uma organização de pesquisa em Monterey, na Califórnia.

Ao neutralizarem as baterias de defesa aérea do Irã, os EUA e Israel apenas monitoram as bases de mísseis conhecidas com aeronaves de vigilância. Ataques com caças tripulados ou drones armados? Só em sinais de atividades, explicam os especialistas.

O Irã continua atacando com drones armados e lançamentos esporádicos de mísseis. É possível que esteja guardando alguns de seus mísseis mais poderosos e de maior alcance para utilizar como último recurso, caso o regime pareça estar em perigo iminente de cair. A incerteza do resto do mundo sobre o arsenal iraniano é mais um ponto que pesa a favor do regime.

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Na tentativa de evitar que os ataques dos EUA e de Israel contra sua liderança militar e política prejudicassem sua capacidade de resposta, os comandantes das tropas de Teerã ainda descentralizaram a autoridade para disparar mísseis. Eles afirmam que podem substituir rapidamente os mísseis destruídos construindo mais, embora seja mais difícil adicionar lançadores.

Exército israelense divulga imagens de ataque que destruiu bunker de líder supremo do Irã

Embora sejam subterrâneas, as bases possuem edifícios, estradas e entradas acima do solo que permitem identificá-las a partir de fotos de satélite, de acordo com analistas consultados pelo WSJ. O Pentágono e as Forças Armadas de Israel passaram anos identificando essas instalações. A ofensiva americana parece estar centrada em bases ao sul do Irã, enquanto a israelense atua ao norte do país.

Para os especialistas, a escolha por atingir instalações na superfície está ligada tanto à grande quantidade de alvos iranianos quanto à limitação, no arsenal americano, de bombas antibunker capazes de alcançar estruturas profundamente enterradas. A opção tática também indica a pressa do Pentágono em reduzir, já nas fases iniciais do conflito, a capacidade de Teerã de lançar mísseis, numa tentativa de evitar que os sistemas de defesa aérea fiquem sem interceptadores suficientes para conter eventuais ataques do Irã.

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  • Por dentro das ‘cidades de mísseis’
      • Entenda como estruturas subterrâneas do Irã viraram uma de suas maiores vulnerabilidades

Por dentro das ‘cidades de mísseis’

Sempre foi difícil distinguir o que é real e o que é propaganda nas chamadas “cidades de mísseis” do Irã. Em março de 2025, Teerã divulgou um vídeo do que afirmou ser sua mais recente grande instalação subterrânea, mostrando comandantes militares percorrendo longos corredores sem janelas, repletos de caminhões que transportavam mísseis. O governo iraniano, no entanto, não revelou a localização da base.

Em algumas instalações, o país construiu silos subterrâneos rudimentares para lançar mísseis sem precisar expô-los à superfície. Uma base no sul do Irã, perto da cidade de Khormuj, teria nove desses silos, escavados na encosta de uma montanha e voltados para o Golfo Pérsico, ao lado da entrada pavimentada da instalação subterrânea. Segundo analistas, o local provavelmente utiliza um carregador mecânico para levar os mísseis aos silos por trilhos, em vez de lançadores móveis — um sistema que apareceu em um vídeo divulgado por Teerã em 2022, mostrando mísseis na vertical se deslocando sobre trilhos em um grande túnel.

Apesar dessas estruturas, especialistas dizem que o Irã em grande parte abandonou a ideia de disparar mísseis a partir de silos subterrâneos, devido às dificuldades técnicas para reutilizar esse tipo de instalação após os lançamentos.

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