O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que está “disposto a viver com o resultado” das investigações sobre o ataque a uma escola de meninas que deixou pelo menos 175 mortos, a maioria crianças, no Irã. Novos vídeos divulgados do episódio foram divulgados nesta semana e reforçaram as acusações de que um míssil Tomahawk americano teria atingido o local.
“Eu vou dizer que o Tomahawk, que é uma das armas mais poderosas por aí, é usado por, sabe, é vendido e usado por outros países, vocês sabem disso”, disse Trump nesta segunda-feira, 10, em uma conferência com jornalistas, segundo a ABC News. “E se for o Irã, que também tem Tomahawks, eles desejam ter mais, mas, mesmo que seja o Irã ou outra pessoa, o fato de um Tomahawk – um Tomahawk é bem genérico, ele é vendido para outros países. Mas isso está sendo investigado agora.”
Na semana passada, o jornal New York Times já havia divulgado um conjunto de evidências — incluindo imagens de satélite, postagens em redes sociais e outros vídeos verificados — sugerindo que os EUA foram responsáveis pelo bombardeio ao prédio da escola primária Shajarah Tayyebeh, em Minas, no sul do Irã. O local foi severamente danificado por um ataque de precisão ocorrido ao mesmo tempo em que bombardeios dos EUA atingiam uma base naval operada pela Guarda Revolucionária Iraniana, ao lado da escola.
O governo de Israel declarou que não estava operando naquela área durante o bombardeio à escola.
Trump disse ainda que o ataque seria de responsabilidade do Irã, mas, pressionado sobre o assunto, o presidente americano admitiu não ter detalhes do episódio. “Eu apenas não sei o suficiente. Acho que é algo que me disseram estar sob investigação. Mas eu vou certamente, o que quer que o relatório mostre, eu estou disposto a viver com esse relatório.”
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Nesta segunda-feira, um dia após a agência semioficial iraniana Mehr publicar uma gravação que reforça as acusações de que um míssil Tomahawk americano teria atingido o local, congressistas democratas pediram uma investigação “imparcial” do Pentágono sobre o episódio.
“Uma análise independente sugere de maneira plausível que o ataque pode ter sido lançado por forças americanas, o que, se for verdade, o tornaria um dos piores casos de baixas civis em décadas de intervenção militar dos Estados Unidos no Oriente Médio”, escreveram vários senadores democratas em um comunicado publicado nesta segunda-feira. “O assassinato de estudantes é ultrajante e inaceitável em qualquer circunstância”.

