Apesar da conquista do Campeonato Carioca, o Flamengo ainda vive um momento conturbado fora de campo. Após a demissão do técnico Filipe Luís, substituído por Leonardo Jardim, o diretor de futebol José Boto é outro que tem permanência incerta no clube. E, em caso de queda do dirigente, um dos nomes sugeridos por torcedores foi o do ex-goleiro Júlio César, pela identificação com o clube e pela experiência no futebol internacional. Nesta quarta-feira, durante o evento “Desafio do Profissa”, da Bet365, no Rio de Janeiro, o ídolo rubro-negro fez questão de dizer que este desafio ele não toparia.
— Não aceitaria (o convite para trabalhar no Flamengo), porque não tenho experiência nenhuma e nem me preparei para isso. As pessoas acham que, porque você, de repente, tem uma história bacana com o clube, poderia desempenhar um bom trabalho fora das quatro linhas, mas acho que vai muito além disso. O Júlio César goleiro, dentro de campo, na minha opinião, foi fantástico, fez um trabalho maravilhoso, mas são coisas diferentes — disse Júlio César.
O ex-goleiro também avaliou o começo de temporada do Flamengo. Para ele, há exagero em dizer que o time teve uma grande queda em relação ao ano passado.
— Não é porque deixou de ganhar dois títulos, a Supercopa e a Recopa, que tudo ruiu. O Flamengo vai ser sempre cobrado, é um clube referência. Depois do começo difícil, já ganhou um Carioca e voltou a levantar uma taça — ponderou.
Sobre a demissão de Filipe Luís, Júlio afirmou ser difícil opinar sobre uma decisão interna. Porém, garantiu que o jovem treinador “é um cara brilhante, com um futuro brilhante pela frente”.
Com a Copa do Mundo cada vez mais próxima, o ex-atleta, que disputou os Mundiais de 2006, 2010 e 2014, foi perguntado sobre a escolha dos três goleiros da Seleção. Para ele, dois já estão garantidos: Alisson, do Liverpool, e Ederson, do Fenerbahçe. Para a terceiro arqueiro, não faltam boas possibilidades para ele:
— São muitas opções: Hugo Souza, Gabriel Brazão, John e até mesmo o Fábio. Temos muitos goleiros de alto nível — enumerou Júlio César, que fez questão de destacar a longevidade de Fábio, que, mesmo com apenas um ano a menos que ele (45 x 46), continua em alto nível.
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Apesar do dilema para a escolha da terceira vaga entre os goleiros, uma coisa é certa para o ex-arqueiro: o critério de desempenho em pênaltis não deve ser decisivo.
— Eu até entendo. Mas o Brasil nunca foi por esse lado. Não há necessidade de ser agora. O que posso dizer é que todos têm condições de representar bem o país — finalizou.
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