‘O guardião — Sob a proteção de São José’
O drama religioso polonês acompanha um radialista (Rafal Zawierucha) que, em meio a uma crise no casamento e dificuldades financeiras, assume a produção de um programa dedicado a registrar testemunhos reais no santuário de São José. Dirigido por Dariusz Regucki.
Cercados por clichês e estereótipos, alunos de escolas de periferias próximas a comunidades cariocas oferecem uma chance rara ao espectador: expor suas ideias, vivências, dores e expectativas com naturalidade espantosa em “Hora do recreio”. A façanha (indireta) cabe à realizadora Lucia Murat, que, com seu amplo currículo de documentarista, enfatiza um aspecto essencial no contato com o outro: saber ouvir. E é com estonteante liberdade que alunos adolescentes falam de suas vivências que teimam em repetir a ausência paterna, a violência de gênero (sobre a mulher) e o racismo do dia a dia. Uma vibrante trilha de rap dispara a energia. Bonequinho aplaude: leia a crítica.
Dirigido e estrelado pelo youtuber e comediante americano Mark Fischbach, conhecido como Markiplier, o filme é baseado no jogo homônimo de terror ambientado em um futuro pós-apocalíptico, em que um prisioneiro é enviado para explorar um oceano de sangue descoberto em uma lua desolada.
Jason Statham estrela este thriller de ação como um ex-assassino de aluguel que se refugia em uma ilha remota para tentar mudar de vida. Tudo muda quando ele salva uma menina durante uma tempestade, colocando os dois na mira de inimigos. Direção de Ric Roman Waugh, com Naomi Ackie e Bill Nighy no elenco.
Na animação indicada ao Oscar, uma garotinha belga no Japão explora a vida e natureza ao lado do parceiro, Nishio-san. Adaptado do romance autobiográfico de Amélie Nothomb.
‘POV: presença oculta’
Neste terror sobrenatural canadense, dois policiais que investigam uma ocorrência acabam envolvidos em um tiroteio fatal. Eles tentam encobrir o caso, mas, conforme a madrugada avança, fica claro que as câmeras corporais dos agentes não são as únicas testemunhas da noite. Dirigido por Brandon Christensen, com Jaime M. Callica e Sean Rogerson.
‘O testamento de Ann Lee’
Filme baseado em fatos que rendeu a Amanda Seyfried indicações ao Golden Globe Awards e ao Critics Choice Awards na categoria Melhor Atriz. Ela interpreta Ann Lee (1736-1784), fundadora do movimento Shaker e proclamada por seus seguidores, que adoram por meio de música e dança, como o Cristo feminino. Direção de Mona Fastvold.
‘2001: Uma odisseia no espaço’. Considerado um dos filmes mais importantes da história do cinema, este épico de ficção científica dirigido por Stanley Kubrick em 1968 vai da pré-história ao século XXI e fala sobre evolução, tecnologia e existencialismo.
‘Como era gostoso o meu francês’. Livremente inspirado no relato do alemão Hans Staden, com pesquisas do diretor Nelson Pereira dos Santos e diálogos em tupi elaborados por Humberto Mauro, o filme de 1972 se passa no Brasil de 1594 e usa a ideia da antropofagia como alegoria, simbolizando a assimilação da cultura estrangeira. Sessão dom no Estação Claro Botafogo.
‘Kill Bill: The whole bloody affair’. Versão estendida com 4h25 de duração, que junta os dois filmes da saga dirigida por Quentin Tarantino e estrelado por Uma Thurman. Sessões com intervalo.
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‘O rei leão’. Clássico de animação da Disney de 1994, sobre o jovem leão Simba, herdeiro de seu pai, Mufasa. Sessões sáb e dom no Estação Claro Botafogo.
‘Super Xuxa contra Baixo Astral’. No sucesso infantil nos anos 1980, Xuxa preciosa enfrentar o vilão Baixo Astral (Guilherme Karan), um ser demoníaco que vive nos esgotos. Sessão sáb no Estação Claro Botafogo.
‘The end of Evangelion’. Animação japonesa de 1997 de ficção científica apocalíptica. Sessões sáb e dom no Estação Claro Botafogo.
‘O cinema anticolonial de Sarah Maldoror’. Pioneira na história dos cinemas africano e de mulheres, a francesa Sarah Maldoror é homenageada na mostra do CCBB. Nesta semana, uma sessão comentada de “A batalha de Argel” (dom, às 15h), e exibição de “Cais” (sáb, às 14h) e um bate-papo com a diretora, Safira Moreira, e de “Prefácio a fuzis para Banta” (seg, às 17h30), considerado um filme perdido de Maldoror. A programação completa está disponível no site do CCBB. Gratuito. Até 16 de março.
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‘O Encantamento no Cinema de Alice Rohrwacher’. A partir de terça (3), a Caixa Cultural recebe a mostra com a obra completa da cineasta italiana. Na programação, são seis longas, dois episódios de uma série, um média-metragem e oito curtas, além de clássicos do cinema italiano que inspiraram a diretora, como “A lenda do Santo Beberrão” (sáb, 17h15), de Ermano Olmi. Ainda esta semana, tem o último longa de Alice, “A quimera” (sex, 17h15) e um documentário que ela dirigiu em 2021, “Futura” (dom, 11h30). Até 15 de março.
‘Réquiem para dois sex symbols’. A partir deste sábado, a Cinemateca do MAM vai revisitar clássicos estrelados pelos astros franceses Brigitte Bardot e Alain Delon. A abertura será com “E Deus criou a mulher” (16h), de Roger Vadim e “O sol por testemunha” 17h50, de René Clément. A programação completa está disponível no site do MAM. Até 22 de março.
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Filmes que seguem em cartaz
Novo filme do diretor Kleber Mendonça Filho, protagonizado por Wagner Moura — ambos premiados em Cannes —, e forte candidato a indicações ao Oscar. O thriller sobre um professor que foge de São Paulo para Pernambuco trata de preservação da memória, busca pela verdade e a vida sob paranoia e opressão, temas que se conectam a obras anteriores do diretor. Bonequinho aplaude de pé: leia a crítica.
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Daniel Day-Lewis interrompeu a aposentadoria que anunciou em 2017 para ser o protagonista do filme de estreia de seu filho, Ronan Day-Lewis, como diretor. É muito bom para o cinema ter o ator de volta, e, como sempre, Daniel, além de ter escrito o roteiro com o filho, entrega uma interpretação visceral que vai encantar o espectador. Mas o projeto em si sofre nos quesitos ritmo e concisão dramatúrgica, com um resultado irregular. A trama acompanha Ray (Daniel Day-Lewis), ex-soldado problemático que vive isolado nas florestas do norte da Inglaterra e se reconecta com seu irmão, Jem (Sean Bean), para confrontar traumas familiares e um luto antigo — e com isso explorar os laços complexos e profundos que existem entre irmãos, pais e filhos. Bonequinho olha: leia a crítica completa.
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Nesta animação francesa indicada ao Oscar, um menino de 10 anos, de um futuro distante, viaja no tempo e volta para o ano de 2075. Ao encontrar um mundo em perigo, ele se junta a à pequena Iris, que tenta ajudá-lo a voltar para casa. Dirigido por Ugo Bienvenu e coproduzido por Natalie Portman.
O terceiro capítulo da franquia de James Cameron que revolucionou o universo dos efeitos especiais no cinema acompanha a família de Jake (Sam Worthington) e Neytiri (Zoe Saldaña) após a perda do filho mais velho, enquanto enfrentam o Povo das Cinzas, que controla o fogo e é conhecido pela violência e sede de poder.
Assinado pelo cineasta grego Yorgos Lanthimos, “Bugonia” é um remake de “Salve o planeta verde!” (2003), do sul-coreano Jang Joon-hwan. Além do enredo, os filmes têm elementos em comum, como o destaque destinado ao corpo, alvo de feridas e mutilações, e a transição da história, do humor pastelão para a atmosfera macabra. Estrelado por Emma Stone e Jesse Plemons, exibido no Festival de Veneza e na Mostra de São Paulo. Classificação: 18 anos. Bonequinho olha: leia a crítica.
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Chris Hemsworth interpreta um ladrão de joias que planeja seu último e mais ousado golpe, até cruzar o caminho de uma corretora de seguros desiludida (Halle Berry). Ao trabalharem juntos, os dois passam a ser perseguidos por um detetive implacável (Mark Ruffalo). Dirigido por Bart Layton.
‘Cara de um, focinho de outro’
Na nova animação da Disney, uma jovem amante dos animais transfere sua consciência para um castor robótico. Infiltrada no mundo animal, ela se une aos bichos para uma aventura inesperada. Na versão brasileira, conta com dublagem de Renata Sorrah. Dirigido por Daniel Chong.
Animação musical americana mostra como um jovem pastor de ovelhas se tornou o rei de uma nação. Dirigido por Phil Cunninghan e Brent Dawes.
Nesta comédia romântica nacional, dois surfistas treinados pelo mesmo mentor vivem um romance e enfrentam conflitos familiares enquanto se preparam para um campeonato em Salvador. Com Lucca Picon, Felipe Roque e Bárbara França, e direção de Joana Di Carso e Eliezer Lipnik.
Carolina Dieckmann interpreta Kátia Klein, uma escritora bem-sucedida que vê a vida sair do eixo diante das pressões da carreira, do casamento, dos filhos e dos pais. Sóbria há 15 anos e em busca de alívio, passa de uma simples taça de vinho ao descontrole total. Dirigido por Rosane Svartman e Carol Minêm, com Caco Ciocler, Júlia Rabello, Irene Ravache e Daniel Filho no elenco.
‘Destruição final 2’
Gerard Butler e Morena Baccarin estrelam a sequência da franquia, que acompanha uma família sobrevivente ao impacto de um cometa que dizimou parte da Terra. Fora do refúgio, eles embarcam em uma travessia perigosa por uma Europa congelada. Direção de Ric Roman Waugh.
‘O diário da Pilar na Amazônia’
Baseado na série de livros infantis de Flávia Lins e Silva, o filme acompanha Pilar (Lina Flor), uma menina que viaja para a Amazônia com uma rede mágica herdada pelo avô e se junta à ribeirinha Maiara e a seres folclóricos para ajudar a comunidade e impedir o desmatamento. Com direção de Eduardo Vaisman e Rodrigo Van Der Put.
O ucraniano Sergei Loznitsa é conhecido por um olhar bastante crítico a regimes totalitários como o soviético e à ofensiva russa sobre a Ucrânia, construindo uma sólida carreira como documentarista (“Maidan”, “State Funeral”) e diretor de ficção. A ação se passa em 1937, durante o auge da chamada era do “Grande Terror” do regime stalinista na União Soviética, e acompanha Kornev, um promotor jovem e idealista, disposto a investigar uma denúncia de tortura cometida pela NKVD (a polícia secreta de Stalin) contra um prisioneiro político. Na cela, o velho bolchevique o alerta sobre a suposta presença de contrarrevolucionários dentro da NKVD, e Kornev vai a Moscou levar a denúncia até o poderoso procurador geral. O que acontece a partir de então é reflexo do alto custo que a busca pela verdade cobra nas entranhas do regime. Bonequinho aplaude: leia a crítica.
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A história apresenta Millie (Sidney Sweeney), que, tentando fugir do passado misterioso, aceita ser empregada na casa dos ricos Nina (Amanda Seyfried) e Andrew (Brandon Sklenar). O que começa como o emprego dos sonhos logo se transforma num jogo sexy e sedutor de segredos envolvendo o trio. Bonequinho olha: leia a crítica completa.
‘EPiC: Elvis Presley in Concert’
Com gravações inéditas de dois shows de Elvis, resgatadas pelo diretor Baz Luhrmann durante a pesquisa para a cinebiografia de 2022 — estrelada por Austin Butler —, o documentário revisita a trajetória do artista a partir de sua própria voz, com performances e relatos exclusivos.
A valorização de artistas veteranos é o grande mérito no filme de Anahí Borges, centrado na jornada de Pasqualina (Rosamaria Murtinho), que, aos 91 anos, foge do lar de idosos onde mora para rever um amor de juventude, Mauro (Antonio Pitanga), e acaba firmando um surpreendente e sólido vínculo com uma menina, Pety (Analu Reis). Na pele dessa protagonista que conserva olhar luminoso diante da vida, Rosamaria se mostra bastante expressiva nas transições emocionais e imprime oportuna intensidade. Além disso, estabelece ótima contracena com Bárbara Bruno, que vive Tereza, amiga de Pasqualina. Bonequinho olha: leia a crítica.
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‘Feliz aniversário em Belgrado’
Filme de estreia da diretora sérvia Milica Tomovic, acompanha a festa de aniversário de 8 anos de uma menina, em 1993, em uma Belgrado ainda em guerra após a dissolução da Iugoslávia socialista.
‘Foi apenas um acidente’
Palma de Ouro no Festival de Cannes, “Foi apenas um acidente” não é um filme sobre vingança como tem sido descrito por aí. A vingança é o pano de fundo, mas o que importa na história é a construção de uma paranoia comum em regimes totalitários, sobretudo um que seu diretor, o cineasta Jafar Panahi, conhece muito bem e por qual já foi condenado à prisão mais de uma vez (a última, aliás, nesta semana): a teocracia iraniana. Apesar de toda a dramaticidade do enredo, “Foi apenas um acidente” guia sua história com uma certa leveza e até humor negro. Bonequinho aplaude de pé: leia a crítica.
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Emma Thompson interpreta uma pescadora viúva que fica presa em uma nevasca perto de um lago em Minnesota. Ao procurar abrigo, acaba encontrando uma jovem mantida em cativeiro em uma cabana isolada. Dirigido por Brian Kirk.
‘Hamnet: A vida antes de Hamlet’
O filme de Chloé Zhao é, em suma, sobre a gênese e o poder da criação artística. A trama se passa no fim do século XVI, mostrando o início da vida familiar dos Shakespeare: William (interpretado por Paul Mescal), Agnes (Jessie Buckley) e os gêmeos Hamnet (Jacobi Jupe) e Judith (Olivia Lynes). Agnes tem um papel maior na história porque fica longos períodos em casa com as crianças, enquanto o marido vai frequentemente a Londres para se tornar o dramaturgo mais famoso de todos os tempos. Até que Hamnet adoece e morre, deixando uma profunda dor na mãe. É nesse período de luto que a excepcional interpretação de Jessie Buckley mais se destaca, passando de uma mulher alegre para alguém desesperada por um pesar aparentemente insolúvel. Bonequinho aplaude de pé: leia a crítica.
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O filme se passa no fim da década de 10 do século passado, quando Lionel (Paul Mescal) e David (Josh O’Connor) se conhecem num conservatório de música em Boston e viajam por zonas rurais dos Estados Unidos gravando em cilindros de cera canções compostas e cantadas por locais. Apesar do título, a etnomusicologia fica em segundo plano, já que o foco está na relação amorosa entre os dois. Não há ênfase nas eventuais dificuldades que um romance homoafetivo poderia enfrentar na época, mas as eventuais escolhas de vida de cada um definem seus destinos. Bonequinho olha: leia a crítica.
‘A incrível Eleanor’
Dirigido por Scarlett Johansson e estrelado por June Squibb, atriz indicada ao Oscar por “Nebraska”. Aos 90 anos, Eleanor se muda para Nova York para recomeçar e inicia uma amizade improvável com uma jovem de 19.
‘Isso ainda está de pé?’
Bradley Cooper mostra, em “Isso ainda está de pé?”, o momento de separação do casal formado por Alex (Will Arnett) e Tess (Laura Dern) e como a relação entre eles se desenvolve depois dessa decisão. Não confere, porém, destaque semelhante a ambos. Mesmo abordando a insatisfação de Tess, uma atleta no passado, Cooper prioriza a desestabilização de Alex. O personagem descobre algum talento para o stand-up comedy no imediato instante em que sobe ao palco para relatar, com humor, a difícil fase que atravessa. Um feito surpreendente, mas não restrito ao plano da ficção. A inspiração veio de uma vida real: a do comediante John Bishop. Bonequinho olha: leia a crítica.
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‘Kokuho — O preço da perfeição’
Neste drama japonês ambientado no pós-guerra, um jovem (Ryô Yoshizawa) nascido em uma família yakuza é acolhido por um ator de kabuki após a morte do pai, líder de uma gangue, e descobre ter talento na arte milenar do teatro. Dirigido por Sang-il Lee, o longa é indicado ao Oscar de Melhor Maquiagem e está entre os dez mais assistidos da História no Japão.
‘Manual prático da vingança lucrativa’
Estrelado por Glen Powell, este misto de suspense e comédia acompanha um homem que, privado da herança de uma família bilionária, arquiteta um plano de assassinato para tomar a fortuna que acredita ser sua. Dirigido por John Patton Ford, com Margaret Qualley e Ed Harris no elenco.
Dirigido por Josh Safdie e levemente baseado na vida do americano Marty Reisman (1930-2012), o filme se passa na década de 1950. O protagonista é um jovem que ganha algum dinheiro em apostas e exibições de seu talento no tênis de mesa, ao mesmo tempo em que tenta se firmar em competições internacionais como atleta. O esporte, no entanto, é um aspecto menos relevante. A proposta é mostrar como um indivíduo é consumido por sua própria vaidade. No papel de Marty, Timothée Chalamet faz jus à fama que ostenta como um dos principais rostos de uma nova geração de atores americanos. Bonequinho aplaude: leia a crítica.
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‘Minha querida família’
No drama francês dirigido por Isild Le Besco, uma mulher foge da violência doméstica e se refugia na casa da mãe, em Roma. Durante o fim de semana, a família se reencontra, enquanto trocam memórias e taças de vinhos. Estrelado por Marisa Berenson, Élodie Bouchez e Jeanne Balibar.
Ex-miss na juventude, Iêda (Helga Nemetik) sonha ver a filha vencer um concurso de beleza. Mas quem leva jeito (e vontade) é o filho. Com a ajuda do tio Athena (Alexandre Lino), os irmãos armam um plano para realizar o sonho da mãe em segredo. Comédia dramática com direção de Daniel Porto.
Uma maestrina de sucesso (Marie Leuenberger) de 40 anos enfrenta desafios da maternidade ao mesmo tempo que encara seus medos mais íntimos e profundos. Co-produção entre Áustria, Alemanha e Suíça, dirigido por Johanna Moder.
‘O morro dos ventos uivantes’
A diretora e roteirista Emerald Fennell (do insosso “Bela vingança”, 2020) deve ter se inspirado mais na canção de Kate Bush “Wuthering Heights” (1978), do que no clássico “O morro dos ventos uivantes”, escrito por Emily Brontë em 1847. Com a pretensão de entregar algo novo, Fennell acabou sucumbindo a suas próprias aspirações, resultando num filme tedioso e equivocado. Nas mãos da cineasta, a trama narra a intensa e trágica paixão entre Heathcliff (Jacob Elordi), um órfão adotado, e Catherine Earnshaw (Margot Robbie), sua irmã de criação. A relação é marcada por um amor obsessivo que ultrapassa os limites da moralidade. Fennel explora vingança, ciúme e ódio alterando várias passagens da obra. Já foram feitas mais de 35 adaptações para cinema e TV do livro, e essa consegue ser uma das piores. Bonequinho dorme: leia a crítica completa.
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A boa atriz Maggie Gyllenhaal mostrou ter talento na função de diretora em sua estreia no cinema com o belo drama psicológico “A filha perdida” (2021), que recebeu três indicações ao Oscar, inclusive a de seu roteiro. Agora ela retorna com o ótimo “A noiva!”, livremente inspirado no cult “A noiva de Frankenstein” (1935), que por sua vez foi influenciado pelo clássico livro “Frankenstein” (1818), de Mary Shelley. Gyllenhaal, também responsável pelo roteiro, entrega um longa eletrizante que combina comédia ácida, romance, drama, horror e até musical, saindo-se muito bem nessa mistura pouco convencional. Bonequinho aplaude: leia a crítica.
Filmada no estilo “falso documentário”, essa comédia estrelada e coescrita pela cantora Charli XCX é uma sátira sobre uma estrela pop que se prepara para sua turnê de estreia. Direção de Aidan Zamiri, com participações de Alexander Skarsgård e Kylie Jenner.
O título do documentário é perfeito por passar a mensagem central da obra do escritor britânico George Orwell e que seguiu ecoando mesmo depois de sua morte, em 1950. Para o mundo que Orwell sempre criticou em livros como “1984” e “Revolução dos bichos”, a verdade é o que querem que você acredite ser verdade. Dirigido pelo haitiano Raoul Peck (o mesmo do ótimo “Eu não sou seu negro”, de 2016). Bonequinho aplaude: leia a crítica.
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O icônico vilão Ghostface ressurge para assombrar a vida de Sidney Prescott (Neve Campbell) novamente, quando sua filha se torna alvo do assassino. No elenco, outros atores do filme original, como Courteney Cox e David Arquette. Dirigido por Kevin Williamson.
Neste terror, Malcolm (Rossif Sutherland) e Liz (Tatiana Maslany) viajam para uma cabana isolada para uma celebração romântica. Quando ele precisa voltar para a cidade, forças sombrias se revelam. Direção de Osgood Perkins (“Longlegs”).
‘Push — No limite do medo’
Uma corretora grávida (Alicia Sanz) se prepara para o open house de uma propriedade com um passado sombrio. Ela precisa passar por uma noite de terror quando um espírito maligno chega disfarçado de possível cliente. Direção de David Charbonier e Justin Douglas Powell.
O cinema do incômodo, que instala pedras no sapato do espectador, tem o austríaco Michael Haneke (“Amor”) e o dinamarquês Lars von Trier (“Dançando no escuro”) como dois de seus principais representantes. A linhagem mantém-se viva com o franco-espanhol Olivier Laxe e seu “Sirât”, que recebeu o Prêmio do Júri no Festival de Cannes e duas indicações ao Oscar (filme internacional, na disputa com “O agente secreto”, e som). Prepare-se para uma sessão tensa e violenta que pode deixar um gosto amargo de desilusão na saída. Bonequinho aplaude: leia a crítica completa.
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‘Se eu tivesse pernas, eu te chutaria’
Há várias coisas que merecem destaque no longa, misto de drama e comédia com pitadas de terror que se debruça sobre o fardo chamado maternidade. O desempenho visceral de Rose Byrne como Linda, a mãe, esposa e profissional assoberbada de tarefas, problemas e limitações pessoais, talvez seja sua qualidade mais óbvia — não por acaso, em atuação premiada em Berlim. Bonequinho olha: leia a crítica completa.
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Na animação, uma cabra sonhadora recebe a chance única de se juntar a um time profissional de roarball — esporte dominado pelos animais mais rápidos e ferozes do mundo. Direção de Tyree Dillihay.
Na trama, Man-su (Lee Byung-hun) é um funcionário da indústria de papel que perde o emprego e o posto de provedor da família, confortavelmente instalada em uma “casa de revista”. Apequenado pela nova condição, ele tenta se reinserir no setor em crise e se depara com candidatos tão ou mais qualificados que ele pleiteando a mesma vaga. A solução? Eliminar a concorrência… eliminando os concorrentes. O diretor sul-coreano Park Chan-wook (“Oldboy”, “Sede de sangue”) está à vontade em seu terreno, a violência estetizada com humor perturbado. Bonequinho aplaude: leia a crítica.
A premissa do longa-metragem do diretor norueguês Joachim Trier, um dos filmes mais celebrados do ano, é usar o cinema como metáfora para uma relação familiar. Os protagonistas são Nora (vivida pela sempre talentosa Renate Reinsve), atriz que convive com frustrações pessoais e profissionais; e Gustav (o também brilhante Stellan Skarsgård), um cineasta de sucesso internacional que se prepara para fazer um novo filme. Nesse caso, não é exatamente um filme qualquer: fica muito evidente logo para os espectadores que Gustav quer usar o cinema para enfrentar seus fantasmas do passado e se entender com Nora. Bonequinho olha: leia a crítica.
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Qualquer reflexão sobre “A voz de Hind Rajab” começa, se desenvolve e termina no uso do áudio real de uma criança palestina de 5 anos, moradora de Gaza, extraído de uma conversa por telefone com socorristas do Crescente Vermelho — organização humanitária equivalente à Cruz Vermelha, só que para países majoritariamente muçulmanos. É nesse áudio que está a força do filme da diretora tunisiana Kaouther Ben Hania. É ele que tem feito o público sair profundamente impactado das salas de cinema. O cinema recente de Ben Hania, portanto, se constrói justamente nesse vaivém sobre uma linha — imaginária, tênue ou talvez inexistente — entre realidade e ficção. Bonequinho aplaude: leia a crítica completa.
A sequência da animação da Disney acompanha a coelha Judy e a raposa Nick em uma nova investigação para prender Gary, uma serpente misteriosa. Dirigido por Jared Bush (“Encanto”) e Byron Howard (“Bolt – o supercão”).

