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Nova novela das 18h, ‘A nobreza do amor’ quer mostrar ‘o que de bom e de rico a herança de África nos traz’, diz autor

BRCOM by BRCOM
março 15, 2026
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Júlio Fischer, Elísio Lopes Júnior e Duca Rachid — Foto: Fabio Rocha/TVGlobo

A África vai estar na novela, a partir de amanhã, de um jeito diferente: as usuais narrativas de exploração e dor da escravidão vão dar lugar a uma exuberante história de um império rico, governado por uma realeza negra e livre. É o Reino de Batanga, um dos pontos geográficos da fábula afro-brasileira “A nobreza do amor”, no ar na faixa das 18h da TV Globo e criada e escrita pelos autores Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Júnior. A direção artística é de Gustavo Fernandez.

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— Esta novela propõe uma identificação de africanidade e, principalmente, da nossa nobreza — diz Elísio ao GLOBO. —A História não pode ser pautada na dor, que faz parte, mas é importante entendermos o que de bom e de rico essa herança de África nos traz — diferencia.

Além de Batanga, “A nobreza do amor” vai se passar em Barro Preto, cidade também fictícia no Rio Grande do Norte. É para lá que fogem a rainha Niara (Erika Januza) e sua filha, a princesa Alika (Duda Santos), depois da derrubada do rei Cayman II (Welket Bungué, ator de Guiné-Bissau) por seu primeiro-ministro, o ardiloso Jendal (Lázaro Ramos, no primeiro vilão de sua carreira). Enquanto as duas se adaptam a uma nova vida em terras estrangeiras, escondendo a identidade nobre, forças de resistência se organizam na África para lutar contra a tirania do novo governante.

— É uma novela extremamente difícil de escrever porque ela tem uma prosódia distinta — conta Elísio. — Temos Batanga e o Rio Grande do Norte e contamos a história a partir das duas arenas todo o tempo. Em quase todos os capítulos, vamos aos dois lugares. As histórias de lá e cá estão conectadas. Não tem África só numa primeira fase.

Elísio, concorrente do Prêmio Shell de Teatro pela direção do musical “Torto arado”, adaptação do livro homônimo de Itamar Vieira Junior, tem trabalhado nesta história ao lado de Júlio e de Duca desde que o trio terminou a novela das 18h “Amor perfeito”, no fim de 2023. A principal referência para a criação de Batanga foi Angola, mas a viagem pela História foi extensa.

Júlio Fischer, Elísio Lopes Júnior e Duca Rachid — Foto: Fabio Rocha/TVGlobo

—Fizemos uma longa pesquisa de princesas, reis, militares africanos, que indicaram: “Essa história de vocês faz sentido, tem uma lógica” — conta ele.

Para Erika Januza, atriz mineira da cidade de Contagem com mais de 15 anos de carreira, a produção é um divisor de águas na teledramaturgia, com possibilidade de impacto profundo na sociedade. Ela cita o ideograma ganês sankofa (um pássaro com a cabeça virada para trás com o ovo no bico) — que simboliza o retorno ao passado para pensar o presente e construir o futuro — para refletir a sua experiência neste trabalho.

— Nossa autoestima foi muito afetada. Vivemos numa sociedade que só mostrou nosso passado de forma negativa, não era dito que havia reis e rainhas — diz. — Quando começamos a contar isso, a geração futura vê a origem do povo preto, e isso não é (positivo) só para crianças negras, mas também paras as brancas e as indígenas. É uma nova construção de futuro.

Alika (Duda Santos) e Niara (Erika Januza) em'A nobreza do amor' — Foto: Estevam Avellar/Globo
Alika (Duda Santos) e Niara (Erika Januza) em ‘A nobreza do amor’ — Foto: Estevam Avellar/Globo

Baiano de Salvador, Elísio acha graça das brincadeiras nas redes de que Batanga é a Wakanda brasileira, em referência ao filme da Marvel de 2018 “Pantera negra”. É claro, ele diz, que o filme dirigido por Ryan Coogler faz parte das referências pop de opulência cultural africana. Mas não foram esses heróis da Marvel que nos apresentaram elementos da África, ressalta.

— Eles estão aqui, ao nosso lado, basta entender suas origens. É óbvio que botei minha camisa, peguei meu boneco e fui ao cinema assistir “Pantera negra”— diz. — Mas é também muito importante dizer que sou da terra do (bloco afro) Ilê Aiyê. Estou acostumado a ir ao carnaval e estar de mão dada com alguém vestindo roupa de amarração, turbante, colares e pulseiras douradas. Essas referências fazem parte da cultura popular do Brasil. Os figurinos de quadrilhas juninas, do Boi Garantido, das Festas de Rei, todos misturam esses elementos. Só que ninguém parou para perguntar (por exemplo) de onde vem esse turbante. Vem de África! Essa apropriação da africanidade que a novela traz como grande colaboração.

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