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marcas da Zona Sul criam estratégias para o Rio Fashion Week, que volta à cidade após dez anos

BRCOM by BRCOM
março 28, 2026
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Soho Style. Inspirada no estilo das cariocas, a marca da empresária Magda Vertuam prepara a abertura de sua primeira loja no Rio — Foto: Divulgação/Soho Style

Não é mais Fashion Rio, agora é Rio Fashion Week. Depois de dez anos fora do calendário, o retorno da semana de moda à cidade não apenas a recoloca no circuito internacional, como também joga luz sobre as grifes que nasceram entre as ruas e praias da Zona Sul e ajudaram a construir a identidade carioca de vestir. Entre os dias 15 e 18 de abril, com abertura no dia 14, o evento ocupa o Pier Mauá com desfiles, encontros de negócios, talks internacionais e experiências que conectam moda, cultura e entretenimento.

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— É mais um grande ativo para uma cidade que respira estilo, atitude e criatividade. O Rio sempre foi passarela natural da moda brasileira. Agora, vamos colocar a cidade de volta no circuito dos maiores eventos internacionais de moda — afirma Alan Adler, CEO da IMM, que promove o evento.

Nesse cenário, a BlueMan surge como um dos símbolos dessa trajetória. Fundada por David Azulay no início dos anos 1970, a marca abriu sua primeira loja em 1974, na Rua Santa Clara, em Copacabana, e ajudou a traduzir o espírito das praias em linguagem de moda. Para esta edição, a grife aposta em um gesto carregado de memória ao levar para a passarela Helô Pinheiro, a eterna Garota de Ipanema. Aos 82 anos, ela vai abrir o desfile com um look em jeans, matéria-prima que deu origem ao famoso biquíni de lacinho criado por Azulay nos anos 1970 e que se tornou um marco da moda praia nacional. A presença de Bruna Pinheiro, neta de Helô, amplia esse encontro entre gerações e reforça a conexão da marca com sua própria história, hoje conduzida por Sharon Azulay, filha de David.

— No Rio Fashion Week, terei o prazer de desfilar pela BlueMan, uma marca que me acompanha desde a juventude. Quantas vezes, vestindo BlueMan, fui à praia, no doce balanço a caminho do mar. Como dizia Vinicius, “a vida é a arte do encontro”. E é nesse reencontro com a marca que levo minha história para a passarela — diz Helô.

Soho Style. Inspirada no estilo das cariocas, a marca da empresária Magda Vertuam prepara a abertura de sua primeira loja no Rio — Foto: Divulgação/Soho Style

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Outro desfile que carrega esse mesmo fio de continuidade afetiva e criativa é o de Patricia Vieira, que volta a apresentar sua marca nas passarelas da cidade após mais de uma década.

— Esse fashion show no Rio é significativo porque tenho a Andrea, minha filha, assumindo a dianteira da marca depois de anos no marketing, enquanto venho me concentrando mais na criação. Essa transição familiar já acontece há três estações, e desfilar agora na nossa cidade é poder contar ainda com a presença física da minha mãe, aos 95 anos — afirma Patricia, que tem loja na Dias Ferreira, no Leblon.

Sua filha, Andrea Vieira, reforça o caráter íntimo e plural dessa volta:

— Tenho 40 anos e uma filha de 11. Eu era uma menina no último desfile por aqui; hoje sou mulher. Essa apresentação no Rio representa um encontro multigeracional. Temos minha avó, minha mãe, meu irmão Augusto, que também trabalha na marca, e o Felipe Veloso, stylist de longa data, que traduz tão bem o espírito da Patricia Vieira. Essa pluralidade, inclusive de idades, tem tudo a ver com a vocação diversa do Rio.

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  • Aposta no Salão de Negócios
      • marcas da Zona Sul criam estratégias para o Rio Fashion Week, que volta à cidade após dez anos

Aposta no Salão de Negócios

Nascida em São Paulo, a Misci, criada por Airon Martin em 2018, acaba de fincar os pés na Zona Sul. Em janeiro, a grife inaugurou sua primeira loja no Rio, em Ipanema, na Rua Garcia D’Ávila, movimento que acompanha sua participação no Rio Fashion Week.

— Abrir minha primeira loja no Rio é celebrar minha história e minha relação com a moda brasileira. Estar na rua, em uma cidade tão criativa, reforça essa conexão com as pessoas e com o entorno — diz Martin.

Também entre as estreantes da temporada está a Argalji, que tem à frente da marca a modelista e costureira Monique Argalji, cuja exploração de contrastes entre estrutura e fluidez deve aparecer na passarela.

— Nesta coleção, aprofundo o diálogo entre a estrutura da espuma e a fluidez da lycra, criando tensões que geram drapeados orgânicos. A lycra ganha protagonismo, e começo a trazer também renda, em uma colaboração com a Du Loren — explica Monique, moradora do Jardim Botânico.

Lenny Niemeyer: a estilista abriu em 1991 a sua primeira loja, em Ipanema — Foto: Divulgação
Lenny Niemeyer: a estilista abriu em 1991 a sua primeira loja, em Ipanema — Foto: Divulgação

Já entre as veteranas está a Lenny Niemeyer, que vai comemorar os 35 anos da marca com um desfile no evento.

— Existe um resgate de códigos que atravessaram a minha trajetória e que reaparecem agora sob um novo olhar. É essa ideia de futuro em diálogo com permanência. Fazer isso no Rio, em um momento em que a cidade volta a receber a moda nesse formato, traz uma identidade muito própria que a cidade sempre teve dentro da moda brasileira, de luz, de liberdade e de linguagem — afirma Lenny, que tem lojas em Leblon, Ipanema e Gávea.

Primeira mulher negra a desfilar no São Paulo Fashion Week, a estilista Angela Brito, nascida em Cabo Verde, ajudou a ampliar o espaço e a visibilidade de criadores negros dentro do sistema da moda nacional e agora, pela primeira vez, leva esse percurso para a passarela carioca.

— Minha coleção vai falar justamente do Rio, cidade que me moldou, já que fui adotada pelos cariocas. Sou uma mulher do meu tempo, com uma construção cosmopolita, e falar do Rio nos looks reforça esse pensamento — adianta Angela, que mora há 30 anos no Rio e tem peças na multimarcas Opinião, em Ipanema.

No caso de Helô Rocha, esse retorno tem gosto de origem. Foi no antigo Fashion Rio que a estilista apresentou pela primeira vez o universo da Têca, ainda nos anos 2000, dando início a uma trajetória que amadureceu junto com sua própria linguagem criativa.

— Fomos construindo isso nas texturas, nos tecidos que carregam tempo, como lençóis antigos, e numa cartela mineral, como se tudo tivesse sido lentamente atravessado pelo tempo. Voltar a desfilar no Rio tem um valor muito simbólico para mim — diz Helô, que tem suas peças na multimarcas Dona Coisa, no Jardim Botânico.

Fred d'Orey, CEO da Totem, nascida em 1995 em Ipanema, adianta nova coleção com estampas e cores fortes — Foto: Divulgação
Fred d’Orey, CEO da Totem, nascida em 1995 em Ipanema, adianta nova coleção com estampas e cores fortes — Foto: Divulgação

Além dos desfiles, o evento abre espaço para um movimento mais silencioso, mas igualmente estratégico, da moda carioca. Dentro do Salão de Negócios, marcas tradicionais apresentam suas coleções a compradores e investidores. Longe dos holofotes da passarela, é ali que essas grifes fortalecem sua presença no mercado, ampliam conexões e transformam identidade em oportunidade comercial. Nascida em Ipanema, a Totem é um exemplo.

— Sempre fomos muito bem nas feiras de negócios. Verão é o que a Totem sabe fazer de melhor. Está no nosso DNA, assim como as estampas e cores fortes, um caminho que começou ainda no fim dos anos 1990. A nova coleção traz 34 novos prints exclusivos, em modelos fluidos e sensuais, que são a nossa marca registrada — adianta Fred D’Orey, CEO da marca.

No evento, a Falésia vai reforçar uma proposta que caminha na contramão do imediatismo, apostando em peças que atravessam o tempo e valorizam tendências que não saem de moda. À frente da marca, que tem lojas em Ipanema e Copacabana, Jéssia Kurlbaum vai apresentar um trabalho que prioriza técnicas manuais.

— Nosso foco está no artesanal, no cuidado de cada peça, seja no crochê, no macramê, na ráfia ou nas tranças. É um processo que valoriza quem faz e que carrega história. E é interessante ver como isso, que sempre fez parte da nossa essência, hoje ganha ainda mais força no exterior. É no salão de negócios que a coleção encontra o mercado, o público, o varejo, e deixa de ser só conceito para se tornar algo concreto — diz.

A Pernambucana da Gema reafirma seu papel como ponte entre moda e tradição artesanal brasileira, levando ao evento um trabalho construído a muitas mãos, com parcerias que atravessam diferentes regiões do país.

— A gente desenvolve acessórios exclusivos em parceria com artesãos do Brasil inteiro, mapeados em um trabalho minucioso de artesania. Através das nossas coleções, divulgamos o melhor dos saberes handmade do nosso país. Por isso, é fundamental um canal de vendas dentro de uma semana de moda na cidade que é vitrine do Brasil no mundo — afirma Lindonice de Brito, diretora de estilo da marca.

Pernambucana da gema. Marca de Lindonice de Brito, moradora de Copacabana — Foto: Divulgação
Pernambucana da gema. Marca de Lindonice de Brito, moradora de Copacabana — Foto: Divulgação

A joalheira Cristina Rotondaro apresentará peças exclusivas que reforçam o caráter artístico de sua marca. Italiana radicada no Brasil desde os anos 1980, Cristina criou sua grife em 2015, a partir de seu ateliê no Horto, e desenvolve joias como esculturas para vestir. Entre os destaques que chegam ao Salão de Negócios está o anel Cuore Flessible, feito de titânio com ouro rosa.

— Essa é uma oportunidade de mostrar ao mundo a potência criativa do Brasil. Meu trabalho nasceu do encontro entre Roma e o Rio, e o anel Cuore Flessible traduz exatamente isso. É um coração flexível, que se molda, como o meu, dividido entre esses dois lugares. Ao mesmo tempo, ele carrega o trabalho artesanal que está na essência das minhas peças e dialoga com essa bossa carioca tão única — diz Cristina.

Prestes a inaugurar sua primeira loja no Rio, no shopping RioSul, a Soho Style, que estará no Salão de Negócios, destaca a importância do estilo da Zona Sul carioca no DNA da marca.

— Sempre me inspirei no estilo descontraído, mas refinado, das mulheres cariocas no calçadão — avalia a empresária Magda Vertuam.

Coordenação de moda: Alexandre Schnabl

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