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Criador de 'Demolidor: Renascido' fala como equilibra entretenimento e temas sérios na série da Disney+

BRCOM by BRCOM
abril 2, 2026
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Criador de 'Demolidor: Renascido' fala como equilibra entretenimento e temas sérios na série da Disney+


Dario Scardapane sabe que é o Inimigo Público Número 1 de parte dos fãs da Marvel. Ele é o showrunner que matou o melhor amigo do Demolidor, Foggy Nelson, nos minutos iniciais de “Demolidor: Renascido”, série da Disney+ aguardada pelos fãs desde que a Netflix cancelou a original, em 2018.
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“Moro em um endereço não divulgado”, disse ele, rindo, algumas semanas antes da estreia da segunda temporada, que aconteceu em 24 de março. Em seguida, ficou mais reflexivo. “Os fãs são realmente muito apaixonados e eu admiro e respeito essa paixão.”
As expectativas eram altas antes da estreia da série: quando Scardapane se juntou à produção no final de 2023, o Demolidor estava longe das telas há cinco anos. Nesse tempo, os fãs haviam realizado uma fervorosa campanha para trazer de volta a série da Netflix, que por três temporadas teve Charlie Cox como o super-herói cego que combate o crime à noite e, durante o dia, é um advogado frustrado chamado Matt Murdock.
O Disney+ acabou assumindo a responsabilidade, contratando Matt Corman e Chris Ord como roteiristas principais e trazendo de volta alguns dos atores principais, incluindo Cox e Vincent D’Onofrio como o vilão Wilson Fisk, também conhecido como Rei do Crime. Mas algo não estava funcionando. Cerca de seis episódios após o início das filmagens, o estúdio reformulou a equipe criativa, contratando Scardapane, que havia sido roteirista e produtor de outra série da Marvel na Netflix, “O Justiceiro”, para substituir Corman e Ord.
Scardapane e sua equipe se apressaram para reescrever muitos dos enredos. Eles filmaram três episódios, incluindo um novo piloto, e depois gravaram por mais 10 dias para obter as imagens necessárias para conectar tudo. Um dos objetivos era deixar “Renascido” mais alinhado com a série da Netflix, algo que a abordagem anterior havia praticamente abandonado. Isso incluiu trazer de volta vários personagens importantes que Corman e Ord haviam deixado de lado, entre eles Karen Page e Frank Castle, interpretados por Deborah Ann Woll e Jon Bernthal. Também incluiu trazer de volta Elden Henson como Foggy — ainda que por menos de 14 minutos.
“Isso gerou uma reação muito forte, e não tomamos essas decisões de forma leviana”, disse Scardapane. Essas escolhas fizeram parte de um processo que ele descreveu como “superdesafiador”, embora também “de certa forma divertido”. Ainda assim, “foi muito mais gratificante começar do zero na segunda temporada”, reconheceu ele, “e simplesmente contar essa história”.
Dario Scardapane
Tommy Rizzoli/The New York Times
A segunda temporada começa seis meses após o final da primeira, com o Demolidor e seu alter ego escondidos. Enquanto Nova York sofre sob o jugo do recém-eleito prefeito Fisk e sua Força-Tarefa Anti-Vigilantes, Matt está ocupado liderando uma resistência clandestina. Para piorar a situação, sua ex, Heather Glenn (Margarita Levieva), agora trabalha na administração de Fisk.
Em uma entrevista em vídeo, Scardapane falou sobre a estreia da segunda temporada, o impacto dos fãs nas histórias e algumas das estranhas coincidências entre os episódios.
Você já mudou a forma como conduz uma história por causa da reação dos fãs?
Eu me sinto parte do fandom. O engraçado é que, para agradar aos fãs, você precisa dar a eles uma boa história. E se você der a eles apenas o que já viram ou o que pediram, você se limita.
Quando você lida com propriedades intelectuais enormes, como as da Marvel, há muitas coisas diferentes envolvidas. Então, sim, a opinião dos fãs é definitivamente levada em consideração. Mas não é o guia de todas as decisões. Nem o que o estúdio diz, nem o que eu digo. Para mim, a história sempre vem em primeiro lugar.
Charlie Cox em ‘Demolidor: Renascido’ (2025)
Reprodução
A segunda temporada foi desenvolvida num momento particularmente tenso, com as operações federais antiimigração em Los Angeles no ano passado. Os eventos atuais te levaram a abordar temas mais relevantes nesta temporada?
O mais arrepiante, na falta de uma palavra melhor, é o seguinte: as batidas policiais em Los Angeles aconteceram depois de termos filmado as cenas [da segunda temporada]. Já sabíamos que faríamos uma história sobre resistência. Se você olhar para Nero, Pinochet, Franco, o mais louco é que todos seguem um padrão semelhante: você forma uma milícia, identifica um inimigo, intimida e suborna a elite para conseguir financiamento, manipula e silencia a mídia. Existe esse manual de autocratas, e nós mergulhamos fundo nele na sala dos roteiristas e pensamos: “Nossa, aqui está, acontecendo bem na nossa frente.”
Para resumir, roteiristas de quadrinhos são estudiosos de história — então, talvez da próxima vez que você for votar, leia uma história em quadrinhos! O passado é prólogo, e a intenção não era torná-lo tão atual quanto acabou sendo. Para ser sincero, não me alegro com isso.
Eu sei que a intenção é entreter, mas vocês também esperam gerar discussões?
A intenção é fazer as duas coisas. Os quadrinhos são desenhados com linhas nítidas e cores vibrantes, mas também podem ter muitas nuances. Nosso personagem é um advogado que se depara com um sistema judiciário que não faz justiça. E há alguns momentos na segunda temporada em que vemos Matt em meio a discussões, frustrado, vendo o estado de direito de cabeça para baixo. E acho que essas conversas fazem parte do entretenimento, e o entretenimento faz parte dessa conversa.
Matt Murdock passou por muita coisa.
Muita, muita coisa.
Onde vocês buscam novos territórios psicológicos para ele?
Quando voltamos ao Demolidor depois de quase 10 anos, queríamos reconhecer e explorar esses anos. Ele está mais velho, mais sábio, mais maduro. A raiva que alimenta um jovem que perdeu o pai não é a mesma que o motiva agora: encontrar paz, redenção, um legado. Nesta temporada, ele construiu um relacionamento muito real com Karen. Infelizmente, é um amor em meio a um tiroteio. Será que vai durar? Então, muitos dos dilemas de Matt, eu acho, amadureceram um pouco.
Uma das coisas que estamos explorando nessa rivalidade entre Fisk e Matt é: esses caras estão brigando há tanto tempo e isso causou tanto estrago. Será que eles estão prestes a perceber que essa briga é um veneno, e que não só vai envenenar todos que eles amam, como também pode envenenar a cidade ao redor deles?
Charlie Cox e Vincent D’Onofrio são produtores executivos nesta temporada — como isso mudou seus papéis no processo criativo?
Eles eram produtores executivos na primeira temporada? Isso eu não sei, é engraçado, mas meio que responde à sua pergunta. Para mim, eles sempre foram produtores executivos. Eles sempre foram colaboradores.
A versão de Vincent para Fisk tem ritmos de fala muito, muito específicos: Wilson Fisk nunca xinga, e há certas dinâmicas em cenas com outros personagens que, se você não o consultar, perde a oportunidade de torná-las realmente boas. Da mesma forma, certos movimentos, certos arcos, certos dilemas, se eu não tiver discutido com Charlie, eles não estão finalizados. E incluo Deb [que interpreta Karen] nisso também.
O que está reservado para a 3ª temporada? Você já disse em outro lugar que a 2ª temporada encerra a história do prefeito Fisk.
Toda vez que eu digo algo, há repercussões. Então, as Partes 1 e 2 desta história atual, onde Fisk se torna prefeito e Matt lidera a resistência — essa dinâmica chega a um ponto inevitável. E não, não é o fim da história de Fisk de forma alguma.
Existem algumas histórias em quadrinhos que fazem parte da mitologia, e pegamos trechos delas, misturamos e usamos como inspiração. Fizemos isso nesta temporada e na passada, e faremos na terceira. Tudo isso faz parte da história maior da luta de Matt Murdock por ser alguém que tem tanto respeito pela lei e a infringe regularmente. Sabe, a história desses dois nunca termina.
Charlie Cox e Jon Bernthal em ‘Demolidor: Renascido’ (2025)
Divulgação

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