Os líderes de Israel e do Líbano devem conversar nesta quinta-feira, afirmou na noite de quarta-feira o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um dia após as primeiras conversas diretas entre representantes dos dois países.
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“Estamos tentando criar um pouco de espaço para respirar entre Israel e o Líbano. Faz muito tempo que os dois líderes não se falam, cerca de 34 anos. Será amanhã. Excelente!”, anunciou Trump em sua rede Truth Social.
O anúncio ocorre em meio à intensificação do conflito no Oriente Médio, que se agravou após o Líbano ser arrastado para a guerra em 2 de março, quando o movimento pró-iraniano Hezbollah atacou Israel.
Desde então, os ataques israelenses mataram mais de 2.000 pessoas e deslocaram mais de um milhão no Líbano, apesar dos apelos internacionais por um cessar-fogo.
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Trump não detalhou quais líderes participariam do diálogo anunciado para quinta-feira.
Contradições
Apesar da declaração do presidente americano, o governo libanês afirmou não ter conhecimento de qualquer contato iminente com Israel.
“Não estamos cientes de um contato previsto com a parte israelense e não fomos informados disso pelos canais oficiais”, declarou uma fonte oficial à AFP.
A fala mostra o desencontro de informações sobre a possível abertura de negociações entre os dois países, que permanecem formalmente em estado de guerra.
Pressões diplomáticas e objetivos em disputa
Um alto funcionário dos Estados Unidos afirmou anteriormente que o país “quer ver uma paz duradoura, mas não exige um cessar-fogo”, acrescentando que “as negociações entre Estados Unidos e Irã não estão condicionadas ao diálogo de paz entre Israel e Líbano”.
Por sua vez, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, indicou na quarta-feira dois objetivos centrais nas tratativas com o Líbano: “Primeiro, o desmantelamento do Hezbollah; segundo, uma paz sustentável (…) alcançada pela força”.

