Os dados revelados pelo Mapa do Crime de São Paulo — plataforma interativa do GLOBO com registros dos principais crimes da capital paulista — mostram que o roubo de iPhones sofreu uma queda no ano passado, em comparação a 2024. Apesar da pequena redução — apenas 1,76% — os números totais de aparelhos da Apple subtraídos em São Paulo chegam a mais de 21 mil, com concentrações em bairros como Pinheiros e Pari.
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A região conhecida como Baixo Augusta — localizado no trecho final da Rua Augusta e próximo à Consolação — se destaca como um dos principais redutos boêmios da cidade, com bares e casas de festa com funcionamento noturno. Na Rua da Consolação e na Rua Augusta, por exemplo, os casos de roubos de iPhones são altos, com um total de 273 notificações de assalto.
A 14ª DP, que atende à região de Pinheiros, registrou só no ano passado 1.413 casos de iPhones roubados na localidade. O bairro é considerado um dos epicentros dos roubos de celulares da marca americana, especificamente na Rua Álvaro Anes, onde 24 ocorrências foram registradas. O local é conhecido pela vida noturna ativa, frequentada por pessoas que buscam opções de bares e botecos.
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Outro espaço de São Paulo que vive com a rotina de roubos aos aparelhos celulares da marca é o bairro do Pari, próximo ao estádio da Portuguesa. Na Rua Comendador Nestor Pereira, 39 casos de roubo de iPhone foram registrados em 2025. Assim como Pinheiros, a região possui atividade noturna frequente, principalmente pela realização de festas universitárias em um espaço de eventos no endereço.
Confira o ranking de ruas com mais ocorrências de roubo de iPhones
1º Avenida do Estado — 162 casos
2º Rua Augusta — 148 casos
3º Rua da Consolação — 125 casos
4º Avenida Presidente Castelo Branco — 111 casos
5º Rua Mourato Coelho — 88 casos
O que é o Mapa do Crime de São Paulo?
O Mapa do Crime de São Paulo foi produzido a partir de microdados de 330 mil boletins de ocorrência disponibilizados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) do estado. Ao contrário do Rio, São Paulo torna públicas as coordenadas e os nomes das ruas das ocorrências. O levantamento cobre roubos ocorridos entre 2023 e 2025. Diferentemente do governo paulista, O GLOBO usou a data do fato — e não a do registro na polícia. Assim, um roubo ocorrido em 31 de dezembro e registrado no dia seguinte é contabilizado no ano correto. Erros de grafia e inconsistências nos dados foram corrigidos com auxílio de inteligência artificial.
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Disponível no site do jornal, com acesso pelo computador, celular ou tablet, a ferramenta permite navegar por uma compilação inédita de dados de roubos na capital, com filtros sobre tipos, marcas e cores dos bens subtraídos.
Para usá-la, busque o endereço da sua casa, do trabalho ou de qualquer outro ponto da cidade e escolha um dos quatro tipos de crime disponíveis: roubo de celular, de carro, de moto e de rua — esse último inclui carteiras, colares, alianças e relógios levados de pedestres. Cada ponto no mapa corresponde a uma ocorrência e, ao ser clicado, mostra detalhes do crime e dados sobre a rua: total de casos em 2025, série histórica dos últimos três anos, bens mais roubados ali e um mapa de calor com horários e dias de maior incidência. Também é possível refinar as buscas por tipo, marca e cor do bem roubado — para descobrir, por exemplo, quantos HB20 brancos foram roubados em determinada via — ou navegar por um ranking de ruas.
*Estagiário sob supervisão de Rafael Soares

