Imagens exclusivas de câmeras corporais obtidas pelo Fantástico mostram que policiais militares do Rio monitoraram por mais de uma hora o empresário Daniel Patrício Santos Oliveira, de 29 anos, antes de ele ser morto a tiros na Pavuna, na Zona Norte do Rio, sem ordem de parada, blitz ou bloqueio, na última quarta-feira, dia 22. Os vídeos registram o momento em que um PM avança a pé em direção à caminhonete e dispara dezenas de tiros de fuzil.
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As gravações contradizem a versão apresentada pelos agentes, que alegaram legítima defesa, e indicam que a ação foi previamente montada com base em informações repassadas em tempo real por um olheiro. Daniel foi atingido na cabeça e morreu no local. Outros três ocupantes do veículo sobreviveram. Os dois policiais militares, um sargento e um cabo do 41º BPM, (Irajá) foram presos por homicídio doloso. Apesar das imagens, a investigação ainda precisa esclarecer pontos centrais:
Qual a motivação do crime, ainda sob investigação do Ministério Público e da Delegacia de Homicídios?
Quem determinou ou tinha conhecimento da ação dentro do 41º BPM?
Por que Daniel passou a ser monitorado?
Quem é o olheiro que repassava a localização em tempo real e qual sua ligação com os policiais?
Por que não houve ordem de parada, blitz ou tentativa de abordagem?
Houve participação de outros policiais na ação ou na construção da versão posterior?
As câmeras corporais estiveram ligadas o tempo todo?
O sargento e o cabo que estão presos, acusados de homicídio doloso, já eram investigados pela própria corporação por outros crimes ou desvios de conduta?
Quantos policiais de fato participaram da preparação da emboscada? Há mais investigados?
Na foto, Carro em que Daniel Patrício Oliveira, de 29 anos, foi morto a tiros na Pavuna
Fabiano Rocha / Agência O Globo
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