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Lipedema: conheça os diferentes tipos e fases da condição

BRCOM by BRCOM
maio 5, 2026
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Lipedema: conheça os diferentes tipos e fases da condição


À primeira vista, pode parecer apenas um acúmulo de gordura difícil de eliminar com dieta e exercícios. Mas, para muitas mulheres diagnosticadas com lipedema, o que se revela ao longo do tempo é uma condição médica pouco conhecida, frequentemente confundida com ganho de peso comum, e que impacta não só o corpo, mas também a autoestima e a qualidade de vida.
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Segundo o cirurgião plástico Rafael Erthal, trata-se de uma doença crônica com características bem específicas.
“O lipedema é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura, principalmente nas pernas, quadris e, em alguns casos, nos braços. Diferente da obesidade comum, essa gordura não responde bem ao emagrecimento e tem comportamento próprio: é simétrica, costuma poupar pés e mãos e pode vir acompanhada de dor, sensibilidade ao toque e sensação de peso. A paciente frequentemente relata que engorda desproporcionalmente da cintura para baixo, mesmo mantendo hábitos saudáveis. Isso não é falta de disciplina, mas uma doença com características próprias”, explica. “É uma doença que tem tipos e estágios diferentes e é necessário olhar atento para diagnosticá-la”, acrescenta o médico.
Embora ainda não haja uma causa única definida, o especialista aponta que há forte associação com fatores genéticos e hormonais. Por isso, a condição atinge quase exclusivamente mulheres e tende a se manifestar ou piorar em fases de grande oscilação hormonal, como puberdade, gestação e menopausa.
Para facilitar o entendimento clínico, o lipedema é classificado em diferentes tipos, de acordo com a região do corpo afetada.
“O lipedema pode se manifestar em diferentes regiões do corpo. Entender o tipo ajuda no diagnóstico e na escolha do tratamento. O tipo 1 é conhecido como padrão “culote”, com acúmulo de gordura presente na região do quadril e nádegas; no 2, a gordura se estende do quadril aos joelhos; o tipo 3 vai do quadril aos tornozelos e há uma transição abrupta entre a perna e o pé (sinal do manguito); no tipo 4 os braços são afetados; e no 5 há acometimento apenas da parte inferior das pernas, com aumento de volume nas panturrilhas”, detalha o Dr. Rafael.
Além da classificação por áreas do corpo, a doença também evolui em estágios, o que contribui para que muitos casos sejam subestimados nos primeiros sinais.
“O estágio 1 tem início silencioso, quando a pele ainda parece normal, lisa ao toque, mas já há um espessamento do tecido adiposo por baixo. No estágio 2, há irregularidades visíveis, a pele passa a apresentar ondulações e pequenas depressões, com nódulos palpáveis. Nesse estágio, há o famoso aspecto de ‘casca de laranja’, que muitas mulheres acreditam ser celulite. No estágio 3, com deformidades mais evidentes, o acúmulo de gordura aumenta e forma pregas e irregularidades maiores, alterando o contorno corporal de forma mais significativa. E no último estágio, o 4, há complicação com linfedema, inchaço causado por acúmulo de líquido, o que agrava ainda mais o quadro”, destaca.
Um dos principais desafios, segundo o médico, ainda é o desconhecimento sobre a condição, tanto por parte das pacientes quanto de profissionais de saúde.
“Muitas pacientes passam anos sendo orientadas apenas a emagrecer, sem sucesso, o que gera frustração e atraso no diagnóstico. A falta de informação faz com que muitas mulheres descubram o lipedema sozinhas, pela internet. Isso mostra o quanto ainda precisamos avançar na formação dos profissionais de saúde”, diz.
O tratamento, esclerece o cirurgião plástico, não é único nem imediato, mas envolve uma estratégia combinada que pode incluir mudanças no estilo de vida e abordagens médicas. Entre elas estão alimentação com padrão anti-inflamatório, prática regular de atividade física, terapias compressivas e drenagem linfática. Em casos selecionados, a cirurgia pode ser indicada.
“Entre as opções cirúrgicas, técnicas modernas como a Lipedefinition têm ganhado destaque por tratar não apenas o volume, mas também o contorno corporal, respeitando as características da doença. É uma cirurgia funcional, porque ajuda na diminuição do volume e da dor por retirar o máximo de gordura doente, mas ao mesmo tempo devolve uma forma harmônica para a paciente”, finaliza.

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