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David Attenborough, referência global em conscientização climática e preservação ambiental, completa 100 anos; saiba quem é

BRCOM by BRCOM
maio 8, 2026
in News
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David Attenborough — Foto: AFP

David Attenborough, um dos mais célebres divulgadores científicos do mundo e referência global na conscientização sobre mudanças climáticas e preservação ambiental, completa 100 anos nesta sexta-feira. Ao longo de mais de sete décadas de carreira, o apresentador britânico transformou a forma como o público enxerga a natureza, levando imagens inéditas da vida selvagem para milhões de pessoas e ajudando a popularizar a ciência em escala global.

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Segundo pesquisas, Attenborough é a personalidade favorita dos britânicos, à frente de nomes como Paul McCartney, Elton John e David Beckham — um reflexo da admiração conquistada por sua trajetória na televisão e por sua voz marcante, que se tornou sinônimo de documentários sobre o planeta.

A reverência ao britânico ultrapassou a cultura popular e chegou à ciência: espécies animais e vegetais receberam seu nome, como a pequena aranha australiana Prethopalpus attenboroughi e a planta carnívora gigante Nepenthes attenboroughii, encontrada em Palawan, nas Filipinas.

— Ele transformou a história natural em um tema de grande público, algo que pode ser tão popular quanto o esporte ou o futebol — explica Jean-Baptiste Gouyon, professor de Comunicação Científica da University College London (UCL).

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  • O homem que levou a natureza para dentro de casa
  • Da celebração da vida ao alerta sobre destruição
      • David Attenborough, referência global em conscientização climática e preservação ambiental, completa 100 anos; saiba quem é

O homem que levou a natureza para dentro de casa

A carreira de Attenborough começou na BBC no início dos anos 1950. Seu talento para contar histórias, aliado a uma voz calorosa e uma curiosidade contagiante, rapidamente conquistou os telespectadores.

Desde então, nunca deixou de trabalhar — nem perdeu o entusiasmo que marcou sua trajetória, como no célebre momento em que apareceu brincando com gorilas-das-montanhas em Ruanda, em 1978.

Ao longo das décadas, percorreu o planeta registrando selvas, desertos, oceanos e espécies raramente vistas pelo grande público. Estima-se que 500 milhões de pessoas tenham assistido, em 1979, à série Life on Earth (“A Vida na Terra”), um marco na história dos documentários sobre natureza.

“Tomara que o mundo fosse duas vezes maior e que metade dele ainda permanecesse por explorar”, dizia então.

— Ele levou a natureza para dentro de nossas salas de estar. Levou-nos a lugares aonde nunca teríamos ido de outra forma. É um presente imenso — afirma Sandra Knapp, botânica e diretora de pesquisa do Museu de História Natural de Londres.

Sandra Knapp acrescenta que Attenborough representa “uma verdadeira inspiração”.

— Ele consegue tornar muito simples conceitos científicos bastante complexos — afirma.

David Attenborough — Foto: AFP

Seu impacto foi além da televisão: também ajudou a formar gerações de cientistas.

— Muitos biólogos estão onde estão porque assistiram a seus programas quando eram crianças — assegura Jean-Baptiste Gouyon.

Embora tenha formação em ciências naturais pela Universidade de Cambridge, Attenborough sempre preferiu se definir como um homem de televisão — e não como cientista.

Da celebração da vida ao alerta sobre destruição

Nomeado cavaleiro em 1985 pela rainha Elizabeth II, com quem mantinha relação de amizade, Attenborough passou, nas últimas décadas, a usar sua visibilidade para alertar sobre os danos provocados pela ação humana sobre o planeta.

Em 2025, no documentário Ocean (“Oceano”), criticou os métodos de pesca industrial adotados por países ricos e classificou a prática como “colonialismo moderno do mar”.

A contundência do alerta carrega um peso simbólico: muitos dos lugares exuberantes que ele filmou ao longo da carreira foram posteriormente degradados ou destruídos.

Apesar da fama global, Attenborough sempre rejeitou a ideia de celebridade.

— É alguém que se coloca de lado, que sempre direciona o olhar dos espectadores para aquilo que quer mostrar — destaca Jean-Baptiste Gouyon.

Mesmo aos 100 anos, ele segue ativo. Em Wild London (“A Vida Selvagem de Londres”), documentário exibido no início de 2026 pela BBC, voltou seu olhar para a surpreendente fauna da capital britânica, sua cidade natal.

Depois de uma vida dedicada a explorar o planeta, Attenborough revelou que seu lugar favorito continua sendo Richmond, subúrbio arborizado no sudoeste de Londres, onde viveu a maior parte da vida com sua esposa Jane, mãe de seus dois filhos, morta em 1997.

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