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Alice Braga fala sobre a namorada: 'Eu me apaixonei. É um novo amor, uma nova história'

BRCOM by BRCOM
maio 17, 2026
in News
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Alice Braga fala sobre a namorada: 'Eu me apaixonei. É um novo amor, uma nova história'


“Amo entrevista ao vivo”, diz Alice Braga. “Agradeço a você por ter marcado presencialmente.” Essas foram as primeiras palavras da atriz brasileira de maior projeção internacional ao chegar a um café no Leblon com sorriso largo e olhos brilhando. Em vez de querer se esconder no interior do local, ela escolhe uma mesa na varanda e demonstra alegria genuína por estar ao ar livre, do jeito que gosta. “Adoro rua, vida de praia, sair de chinelo, estar perto da natureza. As pessoas acham, até hoje, por causa do filme ‘Cidade de Deus’, que sou carioca. Mas nasci em São Paulo”, conta.
Na verdade, Alice, de 43 anos, é do mundo. A atriz está presente em projetos engajados, como o curta “Vitória régia”, lançado em abril, em plataformas digitais, e volta para o cinema do Brasil no filme “No Jardim do Ogro, do Globoplay. “´Foi muito profundo. É um filme da Carolina Jabor, cineasta que conheço há anos. Ela me chamou para fazer em 2021 e será lançado no ano que vem”, conta. E tem mais: dia 26, às 17h25, participa de um Painel no Rio2C, ao lado de Carol Jabor e Rita Piffer.
Camisa e calça Gucci
Bob Wolfenson
O curta fala de um futuro distópico em que a Amazônia é entregue a interesses estrangeiros. “Estou envolvida com as causas climáticas e indígena há muitos anos”, explica. “Tudo que faço vem do lugar de paixão. Sou ariana e filha de Ogum”, emenda a paulistana, que se apaixonou pelo ofício ainda criança, ao acompanhar a mãe, Ana, irmã de Sonia Braga, em sets de filmagens. Depois de atuar em comerciais de TV, peças de teatro e filmes, estourou aos 18 anos como Angélica em “Cidade de Deus” (2002).
Ela também está na série “Homem em chamas” (thriller baseado no livro homônimo de A.J. Quinnell), da Netflix. A obra de ação, com produção norte-americana e parcialmente rodada no Rio, conquistou 11 milhões de espectadores em apenas quatro dias no ar, ocupando o primeiro lugar do streaming em 56 países neste mês. “Poderia se passar em qualquer cidade do planeta. Por isso, achei muito legal terem optado pelo Rio. Nós, brasileiros, somos um mercado muito importante como consumidores de entretenimento”, avalia a atriz, que interpreta a motorista profissional Valéria Melo. “No roteiro, ela era um homem. Pedi para interpretar e eles toparam. Fiz questão de trazer a força das mães solo do Brasil”, frisa.
Na entrevista de duas horas, entre chá, café e água, Alice discutiu temas como saúde mental, aborto, sexualidade e carreira. Também falou sobre o namoro com a produtora Renata Brandão, CEO da Conspiração, e da admiração pela tia Sonia.
A seguir, os melhores trechos da conversa.
Você está em filmes de ação e projetos independentes. Como concilia os dois mundos?
Os filmes grandes foram acontecendo, as portas se abrindo. Na série “A rainha do Sul” (2016-2021), virei produtora a partir do segundo ano e dei voz à potência da mulher latina. Adoro filmes de ação, têm a ver comigo. Sou ativa e sempre pratiquei esportes, como tênis e futebol. Mas não quero me fechar para só um tipo de projeto. Também quero dirigir. Em “Vitória régia”, quis usar a ficção para falar sobre uma causa que acredito. Os indígenas do Brasil vivem a “distopia” a qual o curta se refere, da invasão e do genocídio, há mais de 500 anos.
Sua carreira foi erguida nos Estados Unidos. De que maneira enxerga o momento atual do país?
É um momento triste no mundo inteiro. Os Estados Unidos têm grande importância na geopolítica global e posições preocupantes sobre clima, futuro, imigração, população negra, mulheres. Quando você está num país e fica preocupado com o próprio sotaque, isso significa que a vida mudou.
Você costuma se posicionar politicamente e esse ano teremos eleições presidenciais no Brasil. Acha fundamental que os artista saiam de cima do muro?
Não. Isso é da vida de cada um. Quando emito minha opinião, emito como cidadã brasileira. Por ser ativista climática, fico muito preocupada quando vejo um candidato como Flávio Bolsonaro subir ao palco nos Estados Unidos e dizer que as terras raras do Brasil são a solução para uma luta contra China.
Como é a sua relação com a Sonia Braga?
Vestido Isabel Marant
Bob Wolfenson
Boa. A gente se vê pouco, não somos tão coladas. Nos encontramos mais no espectro da atuação. Minha tia é uma honra nacional. Tenho profunda admiração por ela. Foi uma das primeiras atrizes latino-americanas a entrar nos Estados Unidos e furar a barreira numa outra época. Ela é um ícone para latinas, como Salma Hayek e Jennifer Lopez. Bem antes de Wagner (Moura) e Nanda (Torres), Sonia estava lá.
Sente vontade de fazer novela? Tem algum personagem cristalizado na memória televisiva que gostaria de interpretar?
Muita. Estou aberta a convites para novelas e séries brasileiras. Amava a Ruth e a Rachel de “Mulheres de areia”. Mas a Gloria (Pires) fez um trabalho tão genial que considero intocável. Já os remakes de “Vale tudo” e “Pantanal” mostraram conexão dessas histórias com o Brasil de hoje.
Falando em Brasil de hoje, qual é a sua opinião sobre a legalização do aborto?
Sou absolutamente a favor. Acho muito importante a gente discutir esse tema por ser relativo à vida e à escolha das mulheres. E como ser contra quando são adotadas políticas que provocam a fome e a morte de crianças? A conversa é muito mais ampla. Esse debate não deveria passar pela religião e, sim, pela saúde feminina.
Segue alguma religião?
Sou do candomblé há vinte anos, filha de Ogum, guerreira. Acredito em energia. Respeito todas as religiões e crenças. Existem pastores maravilhosos. Mas não tem nada a ver com o que a bancada da Bíblia fala.
Você declarou ter tido crises de ansiedade anos atrás. O que aconteceu?
A atriz Alice Braga
Bob Wolfenson
Há cerca de cinco, seis anos, passei por uma fase muito doida, de muita autocobrança, muita ansiedade. Me questionava se era boa atriz e se estava fazendo as escolhas certas, nada nunca era o suficiente. Hoje as pessoas vivem se comparando e todo mundo tem que dar sempre o seu melhor. Não se pode ter mais espaço nem tempo livre. Precisa estar sempre no máximo da produção, performar 100%. Entrei numa baixa autoestima e insegurança. Não tomei remédio. Consegui voltar a respirar por meio da terapia e do candomblé. Foi um período difícil, mas transformador.
Sentiu medo de ser colocada numa “caixa” quando assumiu a sua homossexualidade?
Foi uma questão naquela época. Porque, quando tinha 20 e poucos anos, o mundo era outro. Não sabia como minha orientação sexual impactaria a minha vida profissional. Não vejo mais isso: a personagem da série “A rainha do Sul” não era, a de “Homem em chamas” não é. Houve um avanço na indústria. Acho tão bonito as novas gerações, livres, sem julgamento e preconceitos, por exemplo, com a comunidade trans.
Como está o relacionamento com a produtora Renata Brandão? Namoro tem mais frescor do que casamento?
A atriz Alice Braga
Bob Wolfenson
Está ótimo, olha onde estou? Na Argumento, no Rio de Janeiro, de Havaianas (risos). Mas também tinha muito frescor com a Bianca (Comparato, atriz), uma mulher superimportante na minha vida. O amor não acaba, se transforma. Quando me apaixonei pela Renata, foi um novo amor, uma nova história. Ela é uma pessoa muito legal, está no mesmo meio que eu, temos muitos amigos em comum. Estou num momento maravilhoso.
Ser mãe ou não ser mãe. Tem pensando nisso?
Sou muito apaixonada por crianças, mas não parei para ter filho, foquei na profissão. Ainda tenho dúvidas se quero ou não. Não preciso ser mãe biológica. Por enquanto, não tenho planos. Mas posso mudar no futuro.
Soube que o Jonathan Anderson, diretor criativo da Dior , é apaixonado por você.
Mentira? Me sinto honrada. Acho que ele pode ver uma multiplicidade de mulheres em mim. Moda é expressão artística. Já fiz várias turnês de lançamentos de filmes, com red carpet, première… O glam faz parte do pacote, e eu adoro. No dia a dia, uso jeans e camiseta.
Vestido sobre calça Chloé e colar Ara Vartanian
Bob Wolfenson
Você já se autodenominou hippie. O que quis dizer?
Gosto da simplicidade, e isso é conhecido mundialmente como um olhar meio hippie. Acredito nessa essência. A beleza da vida reside no simples.
Beleza: Jake Falchi. Assistência de beleza: Larissa Antonelli. Assistência de fotografia: Augusto Jordão e Josiane Monteiro. Produção de moda: Anne Carvas. Camareira: Vilma de Alcântara. Produção executiva: Kariny Grativol. Assistência de produção executiva: Arthur Lemos. Tratamento de imagem: Chris Kehl.

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