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Invasões, sequestros e golpes: por que crescem os crimes que têm como alvo donos de criptomoedas

BRCOM by BRCOM
maio 20, 2026
in News
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Após um ano marcado por sequestros, agressões e invasões armadas a residências de detentores de criptomoeda, o setor corre para reforçar suas defesas. Conferências estão ampliando a segurança. Empresas privadas que atendem detentores de criptoativos dizem que a demanda disparou. Exchanges estão protegendo seus executivos.
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A postura defensiva ficou evidente na conferência de Bitcoin 2026, em Las Vegas, no mês passado, quando muitos dos palestrantes mais conhecidos circularam pelo evento acompanhados por seguranças pessoais. Um workshop lotado ensinou participantes a proteger seus criptoativos durante uma invasão domiciliar.
O Departamento de Polícia Metropolitana de Las Vegas, a equipe de segurança do The Venetian Resort, prestadores externos e empresas privadas de segurança trabalharam em conjunto para oferecer proteção, segundo Justin Doochin, chefe de eventos da BTC Inc., organizadora do congresso.
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Algumas semanas antes, na Paris Blockchain Week, convidados foram escoltados por uma comitiva policial até um jantar VIP, e os organizadores dobraram a segurança em torno do evento de dois dias.
Placa da Kalshi durante a conferência Bitcoin 2026 em Las Vegas, Nevada, EUA
Ian Maule/Bloomberg
A transparência que define a tecnologia, há muito celebrada por seus defensores como um avanço estrutural em relação à infraestrutura opaca das finanças tradicionais, é a mesma característica que permite a um criminoso identificar um alvo.
Ataques físicos contra detentores de criptomoedas aumentaram 75% em 2025, chegando a 72 incidentes confirmados e US$ 41 milhões em perdas conhecidas, segundo dados compilados pela empresa de segurança de blockchain CertiK.
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O número é amplamente considerado subestimado, já que sequestros e pedidos de resgate muitas vezes são resolvidos de forma privada. Jameson Lopp, cofundador da empresa de custódia de bitcoin Casa, mantém uma base pública separada que registrou um aumento de cerca de três vezes nos chamados “wrench attacks” conhecidos entre 2023 e 2025.
A Coinbase Global, maior exchange de cripto dos EUA, gastou cerca de US$ 7,6 milhões com segurança pessoal para o CEO Brian Armstrong em 2025. Isso representa uma alta de mais de 20% em relação ao ano anterior, segundo documentos de procuração da empresa, e supera o que grandes bancos de Wall Street normalmente divulgam para segurança de CEOs.
— As pessoas estão pensando com mais cuidado em como manter ativos críticos física e operacionalmente mais distantes de seus dispositivos e de sua rotina do dia a dia — disse Phil Ariss, diretor de Relações com o Setor Público do Reino Unido na TRM Labs.
Paul Atkins, presidente da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), discursa durante a conferência Bitcoin 2026 em Las Vegas, Nevada, EUA
Ian Maule/Bloomberg
Na conferência em Las Vegas, que atraiu milhares de participantes, muitos palestrantes de destaque estavam acompanhados por segurança pessoal. Entre eles estava Adam Back, recentemente apontado pelo The New York Times como um possível Satoshi Nakamoto, tese que Back nega.
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A segurança foi um tema central. Um dos workshops mais concorridos abordou a proteção de criptoativos sob coerção física. A sessão foi conduzida por Ben Perrin, que tem um canal no YouTube sobre segurança em Bitcoin com cerca de 400.000 inscritos.
As soluções iam de salvaguardas técnicas a medidas práticas, incluindo a criação de carteiras falsas, a ativação de recursos de coação em carteiras de hardware e o uso de bloqueios temporais para impedir transferências imediatas sob coerção.
— Infelizmente, não há como se manter fora de uma lista — disse Perrin, referindo-se ao uso de dados vazados de exchanges para identificar alvos. — Então, como se proteger disso? As pessoas querem soberania própria, mas querem fazer isso da forma certa e têm medo de errar.
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O fundador de um grande protocolo de cripto disse que tirou seus ativos digitais de carteiras on-chain de autocustódia e os levou para cofres físicos em quatro instituições diferentes, dividindo as criptomoedas entre elas como salvaguarda adicional.
Placa com o símbolo do Bitcoin durante a conferência Bitcoin 2026 em Las Vegas
Ian Maule/Bloomberg
Cada uma exige que ele assine presencialmente e aguarde um período de bloqueio de sete dias antes de qualquer retirada. Acessar o montante total agora leva um mês. Ele pediu para não ser identificado, citando o risco de ser reconhecido por sequestradores.
Ponto de inflexão
“2025 marca um ponto de inflexão claro: a violência física agora é um vetor central de ameaça no ecossistema cripto”, disse a CertiK em seu relatório.
A França despontou como um foco particular. Uma série de incidentes em 2024 e 2025 teve como alvo familiares de empreendedores cripto, incluindo uma tentativa frustrada de sequestro em plena luz do dia da filha do CEO da exchange Paymium, com sede em Paris.
Autoridades policiais em Paris e Nova York intensificaram esforços para combater o aumento de sequestros e casos de extorsão ligados a cripto, enquanto empresas privadas de segurança em Dubai relatam preocupação crescente com a ameaça, segundo especialistas do setor.
Na maioria dos casos documentados, os agressores identificaram os alvos com antecedência. Registros públicos de blockchains, dados vazados de exchanges e ferramentas de análise de blockchain — disponíveis tanto para investigadores quanto para criminosos —, juntos, produzem um mapa legível de quem detém o quê.
‘Baixo risco, alto ROI’
— A lógica, do ponto de vista adversarial do que os agentes mal-intencionados estão vendo, é: isso é baixo risco e alto Retorno Sobre Investimento (ROI) — disse Adam Healy, CEO da Station70, empresa de segurança dos EUA focada em proteção de ativos digitais. —E, se lavarem corretamente, conseguem escapar levando uma parte substancial disso.
Participantes assistem enquanto Michael Saylor, cofundador e presidente executivo da MicroStrategy (que não aparece na foto), discursa na conferência Bitcoin 2026 em Las Vegas
Ian Maule/Bloomberg
A demanda por proteção cresceu de forma acentuada. Há dois anos, a Executive Risk Services, empresa de proteção executiva e gestão de riscos que atende o setor de ativos digitais, recebia contatos de potenciais clientes cerca de uma vez por trimestre. Agora, as consultas chegam aproximadamente uma vez por semana.
A resposta corporativa começou a se parecer com os orçamentos de proteção executiva das grandes petroleiras no fim dos anos 1990 ou dos CEOs de farmacêuticas sob ameaça de ativistas dos direitos dos animais.
A exchange de cripto Gemini gastou cerca de US$ 2,5 milhões em 2025 com serviços de segurança pessoal para cada um de seus cofundadores bilionários, Cameron e Tyler Winklevoss, mostraram documentos.
Em janeiro, a Gemini tinha um novo acordo para proteger os irmãos Winklevoss e seus familiares — além de outras pessoas, conforme necessário — a uma taxa de US$ 400.000 por mês mais despesas, embora esse valor seja limitado a US$ 1 milhão no primeiro ano, segundo documentos regulatórios recentes.
— Grandes exchanges e custodiantes regulados convergem cada vez mais para algo que parece muito próximo das práticas de grandes bancos para um pequeno grupo de pessoal-chave. Pense em proteção executiva para algumas pessoas, protocolos de viagem segura, escritórios reforçados e políticas internas para impedir que endereços residenciais e escolas dos filhos fiquem publicamente visíveis— disse Ariss, da TRM.
O elemento presencial não se limita à extração. Ele também chegou à etapa inicial de alguns dos maiores ataques a protocolos do setor. Em 1º de abril, hackers drenaram cerca de US$ 285 milhões da Drift, uma exchange de derivativos na blockchain Solana. A empresa mais tarde descreveu o ataque como algo “planejado por seis meses”.
Segundo a Drift, os ladrões se passaram por uma firma de trading legítima, encontraram funcionários em conferências do setor, depositaram mais de US$ 1 milhão para estabelecer credibilidade e passaram meses inseridos no projeto antes de comprometer dispositivos de funcionários por meio de software malicioso disfarçado de aplicação de carteira.
A Drift atribuiu o ataque a um grupo afiliado ao Estado norte-coreano, avaliação endossada pelas empresas de análise de blockchain Elliptic e TRM Labs.
A proposta fundadora das criptomoedas era que a soberania financeira poderia ser devolvida aos indivíduos por meio da remoção de intermediários e da ancoragem da riqueza em chaves criptográficas, e não em relações institucionais. Essa proposta se sustentou. A consequência é que as chaves — e as pessoas que as detêm — agora são o ponto único de falha. Não há agência bancária para telefonar nem regulador a quem recorrer. Uma chave roubada é uma transação definitiva.
— Os criminosos vão aonde acreditam que está o dinheiro— disse Healy. — E muitos indivíduos ligados a cripto combinam riqueza significativa com um cenário de ameaças singularmente difícil.

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