O futebol e o vinho têm se encontrado cada vez mais fora dos gramados. Ídolos que construíram carreiras em clubes e seleções passaram a investir em vinícolas, importadoras e marcas próprias, levando para as taças a mesma assinatura que os tornou conhecidos nos campos. Entre os nomes que se aventuram no setor estão Hernanes, Taffarel, Ronaldo Fenômeno, Andrés Iniesta, Lionel Messi, Andrea Pirlo e, mais recentemente, Zico.
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O caso do meia Hernanes é um dos mais simbólicos. Quando chegou à Itália, em 2010, o pernambucano não bebia álcool. Acostumado a tomar sucos naturais, acabou provando vinho para fugir dos refrigerantes e se interessou tanto pelo tema que passou a ler sobre a bebida e visitar vinícolas. Em 2015, comprou terras em Montaldo Scarampi, no Piemonte, com a intenção de um dia viver no local com a família. A propriedade tinha vinhedos de barbera, dolcetto, brachetto e grignolino. Foi o ponto de partida para a Ca’del’Profeta, vinícola que leva no nome o apelido consagrado pelo ídolo são-paulino.
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Taffarel, campeão mundial com a seleção brasileira em 1994 e hoje preparador de goleiros, também levou da Itália a ligação com o vinho. Nos anos 1990, quando jogava pelo Parma, ele e a mulher, Andrea, passaram a viajar para conhecer produtores e degustar rótulos. A experiência virou negócio em 2018, quando o filho Claudio propôs criar a Italy Import, importadora voltada a vinhos italianos, muitos deles produzidos por amigos da família.
— Depois de viver na Itália por tantos anos e conhecer de perto a cultura, os vinhos e os produtores, nos pareceu que trabalhar no Brasil com produtos italianos de qualidade, seria uma atividade que realizaríamos com prazer e naturalidade — diz Taffarel em um comunicado da empresa.
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Ronaldo Fenômeno, outro apreciador da bebida, entrou em 2020 na sociedade da Bodega Cepa 21, vinícola espanhola conhecida pela produção de tempranillos. O ex-atacante também é embaixador do Museu do Vinho Peñafiel, instituição situada em um castelo histórico da região.
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Já Andrés Iniesta tem uma relação ainda mais familiar com o setor: o craque espanhol é filho de um produtor de uvas de Fuentealbilla, em Castilla-La Mancha. Depois da Copa de 2010, vencida pela Espanha com gol do próprio Iniesta na final, a Bodega Iniesta lançou seus primeiros rótulos.
Lionel Messi também associou sua imagem ao vinho. A Bianchi, vinícola da região, produz desde 2018 a linha L10 by Bianchi para a Fundação Leo Messi. Segundo a empresa, ele participou desde a concepção até a escolha do blend, ao lado de um enólogo, do pai e do irmão.
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Andrea Pirlo, campeão mundial com a Itália em 2006, comprou uma propriedade de cerca de seis hectares na Lombardia depois daquela Copa para que a família produzisse vinhos. A vinícola Pratum Coller é tocada no dia a dia pelo pai do ex-meio-campista, conhecido nos gramados como “o Arquiteto”. A ligação de Pirlo com o vinho inspirou até a Nike, que lançou, em 2016, uma chuteira em homenagem ao italiano, em cor ‘Merlot’ e com palmilha de cortiça.
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Caçula entre os atletas e ex-atletas citados no mercado do vinho, Zico lançou em abril de 2026 a marca “Zico Wines”. Produzida em Mendoza, na Argentina, a linha reúne cinco rótulos com diferentes propostas de aroma e estrutura. O projeto, que apresenta rótulos que vão de R$ 89 a R$ 569, contou com envolvimento de um dos filhos do ‘galinho’, Thiago Coimbra. Para o lançamento da marca, foi divulgado um vídeo do ídolo rubro-negro brindando com o ex-meia argentino Verón.

