Jay Silva, ex-lutador do UFC e veterano das artes marciais mistas, morreu neste domingo (31), poucos dias após completar 45 anos. A informação foi confirmada pela organização polonesa FAME MMA, onde o atleta fez suas últimas aparições profissionais. A causa da morte não foi divulgada.
Em comunicado, a entidade lamentou a perda do lutador. “É com profunda tristeza que anunciamos o falecimento do lutador da FAME, Jay Silva. Com suas apresentações, Jay transmitia um grande sorriso, energia positiva e o profissionalismo de um verdadeiro atleta. Ele permanecerá para sempre na história da nossa federação”, afirmou a organização, que também prestou condolências à família e aos amigos.
Carreira marcada por passagens no UFC e Bellator
Nascido em Luanda, em Angola, Silva construiu a maior parte de sua trajetória esportiva na Califórnia, nos Estados Unidos. Ao longo de 17 anos de carreira no MMA, passou por algumas das principais organizações do esporte. No UFC, disputou duas lutas entre 2009 e 2010, sendo derrotado por decisão dos juízes por CB Dollaway e Chris Leben.
Antes de chegar à principal liga de MMA do mundo, acumulava cinco vitórias e apenas uma derrota no cartel profissional. Em 2012, ganhou o apelido de “Da Spyder Killer” após vencer Kendall Grove, conhecido como “Da Spyder”, em um evento da Superior Cage Combat. Silva também enfrentou nomes de destaque, como Hector Lombard, no Bellator, e o polonês Mariusz Pudzianowski, pentacampeão do concurso Homem Mais Forte do Mundo.
Segundo o site especializado Sherdog, suas últimas lutas ocorreram em 2019 e 2025, ambas com derrotas para Michael Quintero e Denis Labryga, respectivamente.
A trajetória de Silva no esporte começou de forma improvável. Em 2007, enquanto trabalhava como segurança de uma boate em Nova York, conheceu o ex-campeão do UFC Quinton “Rampage” Jackson. O encontro o motivou a se mudar para a Califórnia para treinar e investir na carreira de lutador. O interesse pelo MMA havia surgido após assistir à primeira temporada do reality show “The Ultimate Fighter”, quando acreditou que poderia competir profissionalmente.
Ao longo da carreira, também treinou com o renomado técnico de boxe Freddie Roach, conhecido por comandar a preparação do ex-campeão mundial Manny Pacquiao. Em uma entrevista concedida em 2009, ao ser questionado sobre como gostaria de ser lembrado, Silva respondeu: — Quero ser lembrado como o maior lutador que o mundo já viu. Quero que as pessoas se lembrem de mim como uma besta.

