Nesta segunda (8), a Apple vai realizar o seu principal evento do ano para desenvolvedores, o WWDC, e deve apresentar o iOS 27, nova versão do sistema operacional do iPhone — o GLOBO estará no Apple Park para acompanhar ao vivo. A grande expectativa é a nova versão da Siri, assistente virtual da companhia, que finalmente deve ser melhorada para a era da inteligência artificial (IA).
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A versão mais esperta da Siri vem após a Apple patinar na modernização nos últimos dois anos. Apresentada em 2024, a Apple Intelligence se mostrou inferior a outros serviços e a transformação da Siri foi decepcionante. Para este terceiro ciclo de modernização da assistente, a companhia trocou o comando da sua divisão de IA e trouxe Amar Subramanya, com longas passagens por Microsoft e Google, para liderar os esforços.
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Já em janeiro, a Apple fechou um contrato de US$ 1 bilhão por ano com o Google para integrar o Gemini ao seu ecossistema de IA. Nenhum produto foi lançado desde então, assim a expectativa é que o iOS abra o caminho para os primeiros passos do Google dentro do plano de IA da companhia.
Até este ano, a Apple Intelligence exibia uma integração tímida com o ChatGPT, em uma ação que apenas parecia espelhar a popularidade da ferramenta da OpenAI. Agora, é possível que a Apple abra seu sistema também para integrações com diferentes IAs.
Siri de casa própria
Entre as expectativas para Siri estão a possibilidade de que ela ganhe um app próprio (não sendo mais acionada apenas por voz, ou pela base da tela), além de passar a “enxergar” a tela dos usuários para realizar ações e fazer sugestões. É o tipo de avanço já visto nos aparelhos Android, especialmente a linha Galaxy S, da Samsung.
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Simulações da agência Bloomberg
Existe também um rumor de que a Siri passará a aproveitar mais a Ilha Dinâmica, o recurso apresentado no iPhone 14 que reserva um espaço esperto no topo da tela, mas que foi pouco explorado nos últimos anos.
A versão mais esperta da Siri, alimentada pelo Gemini, pode ganhar também recursos de fazer buscas no Google a partir de uma foto, como, por exemplo, buscar informações nutricionais a partir da foto de alimentos. Recursos como esse já são encontrados no Android, então não é uma possibilidade que apareça também no iOS.
Isso também reforçaria um conceito chamado visual intelligence, que recebeu muita atenção de Tim Cook na sua reta final na empresa — em setembro, o CEO vai para o Conselho de Administração e deixa o cargo para o atual vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware, John Ternus. A ideia por trás do conceito é que a Apple tenha modelos para interagir com o ambiente, algo que especialistas apontam como fundamental para a próxima fase da IA.
John Ternus vai suceder Tim Cook na liderança da Apple
Bloomberg
Entre as coisas esperadas que a nova Siri faça estão: pesquisar informações na web, gerar imagens, gerar conteúdo, resumir informações, analisar arquivos enviados, usar dados pessoais para concluir tarefas, importar informações de e-mails, mensagens, arquivos e outros conteúdos, analisar janelas abertas e o conteúdo exibido na tela para executar ações, controlar recursos e configurações do dispositivo e pesquisar conteúdo armazenado no dispositivo, substituindo o Spotlight.
Outros recursos de IA
O Image PlayGround e o Genmoji, que geram imagens com IA, devem receber reforço para ir além das figuras simples e inocentes que já realizam. Há também rumores de que todos os vídeos que rodam no aparelho vão receber legendas feitas por IA e de que ferramentas de escrita e o app de Notas vão evoluir em suas capacidades. Também pode surgir uma ferramenta para criar widgets a partir da câmera.
No app de câmera, é possível que dois novos recursos de IA sejam incluídos, o “Expandir”, que gera conteúdo adicional além dos limites originais da imagem, preenchendo a cena, e “Reenquadrar”, que permite alterar a perspectiva de uma imagem após ela ter sido capturada no modo fotos espaciais.
Preparação do terreno para um iPhone dobrável
Um dos rumores que cerca a Apple nos últimos anos é o lançamento de um iPhone dobrável — parte da imprensa especializada acredita que ele chegará neste ano, no evento de setembro. Se isso acontecer, é possível que o iOS 27 comece a preparar o terreno do ponto de vista do software, pois aparelhos dobráveis exigem adaptações para a extensão e redução instantânea de tela.
Assim, o iOS 27 poderá incluir uma opção de adaptação para tela dividida no modo paisagem. Os rumores apontam que, quando estiver aberto, o aparelho terá uma interface semelhante à de um iPad, permitindo multitarefa com dois aplicativos lado a lado. No entanto, se não quiser dar um grande spoiler para setembro, a Apple terá que mostrar avanços do tipo de maneira tímida — a mensagem estará nas entrelinhas.
iOS 27: quais aparelhos terão suporte?
A Apple vai confirmar quais modelos serão compatíveis com o iOS 27, mas seguindo o padrão dos últimos anos, é possível que ele funcione bem a partir do iPhone 12, deixando para trás a família iPhone 11 (2019), uma das linhas mais populares da companhia no Brasil. É possível que o iPhone SE de segunda geração (2020) também perca compatibilidade.
No entanto, vale lembrar que a Apple Intelligence, a plataforma de IA da empresa, só funciona a partir do iPhone 15 Pro, então modelos abaixo poderão ter limitações apesar de serem compatíveis com o iOS 27.

