Em obras para uma grande renovação, o Aeroporto de Congonhas vai passar por alterações temporárias nos acessos de veículos para embarque e desembarque no terminal. A principal modificação, que começa a valer a partir deste sábado (13), é no acesso ao terminal para quem trafega no sentido bairro-centro da Avenida Washington Luís.
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Segundo a Aena, concessionária que administra o aeroporto, a via utilizada atualmente será fechada para viabilizar o avanço das obras de modernização. Com isso, os motoristas deverão utilizar uma nova entrada, localizada cerca de 50 metros à frente. Após ingressar na via interna, o motorista deverá seguir à direita na bifurcação logo à frente para chegar às áreas de embarque e desembarque do terminal de passageiros.
As mudanças estão sendo implementadas em parceria com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), responsável pela adequação da sinalização viária para orientar os condutores. O trajeto para quem chega ao aeroporto pelo sentido centro-bairro da Avenida Washington Luís permanece inalterado.
Saguão do Aeroporto de Congonhas, em SP
Edilson Dantas
Canteiro de obras no coração de SP
A Aena destinou R$ 2,4 bilhões para uma reestruturação completa do aeroporto paulistano, cujas obras devem ser finalizadas até junho de 2028. O objetivo é sanar o histórico descompasso entre a estrutura física e a altíssima demanda. Com o pátio ampliado de 30 para 37 posições de parada, a meta é elevar a capacidade para 30 milhões de passageiros anuais.
O plano de expansão é ambicioso: a área do terminal saltará de 40 mil m² para mais de 100 mil m². O número de pontes de embarque subirá de 12 para 19, assegurando que pelo menos 70% dos passageiros acessem as aeronaves sem depender de ônibus. A logística de bagagens também deve melhorar, com a instalação de um novo sistema que ampliará de três para dez os carrosséis de processamento.
Novas pistas poderão receber aeronaves maiores
Divulgação/Aena
A reestruturação de Congonhas segue um cronograma de cinco etapas:
Fase Inicial: Entrega de hangares provisórios e novos terminais de carga.
Construção do Píer: Início do novo terminal de passageiros e revitalização do hangar tombado.
Montagem Tecnológica: Instalação das pontes de embarque e sistemas inteligentes de bagagem.
Finalização do Pátio: Conclusão da área remota e ampliação do desembarque.
Entrega Final: Inauguração do complexo modernizado e novas pistas de taxiamento.
Enquanto o novo terminal de 2028 não chega, a Aena inaugurou a ampliação da área de embarque remoto (piso inferior), um local que já foi apelidado pejorativamente pelos passageiros de “batcaverna” ou “rodoviária”. O espaço saltou de 1,4 mil m² para 3,3 mil m², ganhando lojas, cafés e mais assentos.
Projeto da Aena é fazer um “shopping” em Congonhas
Divulgação/Aena
Mas a mudança estrutural mais aguardada pela Aena é a volta da vocação internacional de Congonhas. Com a expansão das pistas e do pátio para 215 mil m², o aeroporto passará a comportar aviões maiores, como o Airbus A321neo e o Boeing 737 Max 10. Isso permitirá voos diretos para destinos sul-americanos como Buenos Aires, Santiago e Montevidéu — rotas extintas em 1985 com a abertura de Cumbica.
Para potencializar esse novo momento, a acessibilidade de Congonhas ganhará ainda um reforço de peso com a chegada do monotrilho. A obra do governo estadual, prestes a ser entregue, garantiu uma estação integrada diretamente ao aeroporto, conectando passageiros à rede de metrô de São Paulo.
Essa infraestrutura externa resolve um dos maiores gargalos históricos do terminal, o trânsito caótico da Avenida Washington Luís, e potencializa o plano da Aena de atrair os passageiros com mais antecedência.
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