Além dos torcedores, os colunistas do GLOBO também votaram no Jogou Bem ou Jogou Mal, ferramenta que permite avaliar a atuação dos jogadores da seleção brasileira após as partidas na Copa do Mundo. E Matheus Cunha foi o jogador com mais votos como destaque positivo da vitória do Brasil sobre o Haiti, por 3 a 0, na Filadélfia, pelo Grupo C do Mundial. Titular depois de começar no banco contra o Marrocos, o atacante marcou duas vezes, deu mais mobilidade à equipe e se aproximou de Vinicius Junior. Do outro lado da avaliação, Casemiro recebeu a maioria dos votos de quem jogou mal, seguido por Rayan, que entrou durante o segundo tempo.
Carlos Eduardo Mansur destacou que a importância de Matheus Cunha foi além dos gols. Com capacidade para circular entre o meio-campo e o ataque, o jogador ajudou a dar forma ao sistema usado por Carlo Ancelotti no primeiro tempo
“Mostrou que é a melhor opção do elenco para a função híbrida entre atacante e meio-campista.”
Ana Thaís Matos também escolheu Cunha e ressaltou a maneira como o atacante se apresentou para o jogo, participou das combinações e conseguiu se impor fisicamente e tecnicamente diante dos haitianos.
“Matheus Cunha: imposição em todas as ações com bola.”
Marcelo Barreto reconheceu que Vini Jr. foi o melhor jogador em campo, mas preferiu valorizar o trabalho de quem ajudou a criar espaços para o camisa 10 e para os demais companheiros de ataque.
“Vini Jr. foi o melhor em campo e participou dos quatro gols do Brasil na Copa. Mas o jogador que se sacrifica por ele e pelos outros merece o voto.”
Kallás completou a maioria formada em torno de Matheus Cunha. Para o correspondente, o atacante apresentou as qualidades mostradas durante a temporada pelo Manchester United e fez o suficiente para não deixar mais dúvidas sobre sua presença na equipe.
“Entrou no time e fez tudo o que se esperava dele depois de uma grande temporada pelo United. Ajudou a dar fluidez e movimentação ao ataque, deu liga com o Vini e mostrou oportunismo. Tem que ser titular absoluto desse time.”
Vini Jr. recebeu o voto de Gustavo Poli. Depois de marcar duas vezes na estreia, o atacante voltou a ser o principal condutor do jogo ofensivo brasileiro e esteve diretamente envolvido na construção do placar.
“Vini Junior jogou bem e participou dos três gols.
Diogo Dantas escolheu Lucas Paquetá, que apresentou uma atuação mais participativa depois das dificuldades contra o Marrocos. Com mais liberdade para se aproximar do ataque, o meia ajudou na criação das principais oportunidades brasileiras.
“Paquetá se recuperou da estreia e criou as melhores jogadas do Brasil ao lado de Vini.”
Bruno Guimarães completou a lista dos escolhidos. Thales Machado preferiu destacar o desempenho do meio-campista em um setor que vinha apresentando dificuldades, especialmente durante o primeiro tempo.
“Os atacantes são o óbvio, mas o primeiro tempo teve boa participação dele num setor que não vem tão bem.”
Casemiro concentra os votos negativos
Entre os jogadores escolhidos como quem jogou mal, Casemiro foi o mais citado. O volante recebeu quatro votos negativos e voltou a despertar preocupação depois de também apresentar dificuldades na estreia. Para Diogo Dantas, nem a fragilidade do adversário foi suficiente para que o camisa 5 recuperasse a segurança.
“Nem contra o Haiti conseguiu marcar bem e organizar a saída de bola.”
Ana Thaís ressaltou principalmente o comportamento do volante nos momentos em que o Haiti conseguiu aumentar a pressão. Embora o adversário não tenha qualidade para explorar as falhas com frequência, a atuação deixou um alerta para jogos mais exigentes.
“A sorte é que era o Haiti. Quando foi pressionado, não sustentou.”
Marcelo Barreto também viu um jogador distante do nível que já apresentou pela seleção e pelos clubes em que atuou.
“Ainda não se encontrou na competição. Parece perdido, abaixo de seu nível habitual.”
Para Thales Machado, o problema não está apenas no desempenho técnico, mas também na insegurança demonstrada por um dos jogadores mais experientes da seleção. A confiança de Ancelotti ainda sustenta Casemiro entre os titulares, mas a posição pode começar a ser discutida.
“Impressionante como de onde se esperava experiência está vindo nervosismo. Preocupantes as duas atuações até aqui. Pode perder a vaga, que só se mantém pela confiança de Ancelotti.”
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Rayan recebeu dois votos negativos. O jovem substituiu Raphinha, que deixou o campo com dores, mas entrou quando o Brasil já havia perdido parte de sua organização. Poli considerou que o atacante “ficou abaixo do esperado”, enquanto Mansur ponderou que a queda coletiva também prejudicou sua participação.
“Não é possível responsabilizá-lo, mas entrou num momento em que o time perdeu estrutura no segundo tempo.”
Kallás foi o único a votar em Raphinha. O atacante não conseguiu acompanhar o desempenho de Vini Jr. e Matheus Cunha antes de sair lesionado e pode ter sua condição física transformada em mais uma dúvida para o jogo contra a Escócia.
“Antes da lesão, errou passes, errou posicionamento, errou tempo de bola e errou finalização. Ele não fez boa temporada com o Barcelona e continua aquém do que se espera dele na seleção. A lesão na coxa preocupa e pode abrir a porta para Luiz Henrique, Rayan ou Endrick chegarem chegando.”
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