Ao menos três delações premiadas de ex-executivos da Americanas embasam a segunda fase da Operação Disclosute da Polícia Federal, deflagrada nesta manhã.
Uma delas foi feira por Fábio da Silva Abrate, que entrou na Americanas em 2003. Ele passou pelo posto de diretor financeiro e esteve à frente da contabilidade da empresa. Foi afastado da companhia em 3 de fevereiro de 2023.
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Após o escândalo, Abrate abriu um bar na Rocinha chamado Brasa Boteco, segundo o jornal Folha de S. Paulo.
Flavia Carneiro, que foi diretora de controladoria da varejista, também está entre as executivas que fizeram delação, assim como Marcelo da Silva Nunes, que era diretor financeiro da Americanas.
Os documentos já haviam sido o principal instrumento para a primeira fase da operação Disclosure da PF, em junho de 2024, e voltam a estar na base da segunda fase da operação policial.
Nos documentos enviados à PF na época da delação, Flavia Carneiro e Marcelo Nunes revelaram que, a cada três meses, os resultados da Americanas eram falsificados.
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Flávia relatou, de acordo com o G1, que havia um arquivo denominado “verdes e vermelhos”, que guardava as expectativas de crescimento por parte dos analistas de mercado. Quando as expectativas não eram atingidas, a diretoria “alterava os resultados para não frustrar as expectativas do mercado”, disse ela na ocasião.
A primeira fase da Operação Disclosure mirou ex-diretores da Americanas. Nesta nova fase, os alvos são acionistas, ex-integrantes do Conselho de Administração da empresa, e executivos de bancos que tinham relações com a companhia.

