A distância entre Minas Gerais e Oslo, capital da Noruega, é de aproximadamente onze mil quilômetros. Mesmo sendo um trecho longo, os amigos do Bar do Macete, na cidade de Passos, encontraram um jeito de levar um pouco da cultura norueguesa ao sul do estado mineiro — e de uma forma divertida. Eles postaram um vídeo imitando a “remada”, comemoração que está em alta entre os atletas da seleção europeia e a torcida, e que virou febre no mundo todo. A filmagem viralizou e, de forma bem-humorada, a “galera” do bar contou os bastidores da gravação ao GLOBO.
Renato César da Silva, de 62 anos, o “Macete”, apelido que dá nome ao bar, diz que a ideia inicial surgiu de um frequentador do boteco, que apresentou a comemoração tradicional norueguesa aos amigos, que ainda não a conheciam.
— O Marquinhos chegou e deu a ideia. Perguntou: “Gente, vamos fazer os vikings aqui?”. Sinceramente, a gente ainda não conhecia a comemoração, mas gostamos da ideia e fizemos. Só não esperávamos a repercussão — conta.
Veja o vídeo da “remada norueguesa” no Bar do Macete
Brasileiros em bar de Minas Gerais imitam remada da torcida norueguesa
A gravação do vídeo foi feita antes do jogo entre Noruega e Senegal, em que a “remada” ficou ainda mais popular após os jogadores repetirem o gesto com a torcida. Renato também afirma que, ao ver a sinergia entre atletas, comissão técnica e torcedores, chegou a se emocionar.
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Para Daniel Alexandre, também conhecido como Daniel Babu, a explicação para terem imitado a celebração norueguesa é simples: no bar, é lugar de gente feliz. Segundo ele, há ainda outro fator: “depois de tomar uns goles, tudo fica mais fácil e divertido”.
— Todo mundo chegou para gravar. Arrumamos as cadeiras, cada um pegou as garrafas e fizemos. Foi algo muito natural e engraçado. Postamos o vídeo e, no outro dia, bombou. Agora tem gente, nem sei de onde, escrevendo para nós.
Todos os integrantes do vídeo são amigos de longa data e frequentam o mesmo bar há pelo menos cinco anos. Macete, o dono, conta que o clima no estabelecimento é sempre leve, com muitas brincadeiras, música e, claro, cerveja. Ele destaca que a comemoração feita pelos noruegueses passa um sentimento de união e se assemelha à relação entre os frequentadores do boteco.
Se o ambiente já é sempre leve, durante a Copa do Mundo fica ainda melhor. Os amigos se reúnem diariamente para assistir aos jogos no bar e, claro, dar palpites sobre as partidas. Para o duelo entre Brasil e Escócia, marcado para as 19h, a “galera” chegou cedo: às 13h já estava reunida no Bar.
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Depois de ver os noruegueses comemorando e de o vídeo da “remada” viralizar, Macete diz que virou um “grande fã” do país e que está na torcida pelos “vikings” na Copa — menos, claro, quando enfrentarem o Brasil.
— Estou brincando com o pessoal, dizendo que virei norueguês. Estou torcendo por eles, mas contra a nossa seleção não dá. Mesmo assim, um pedaço do coração fica dividido. Só que aqui é muito Brasil — brinca.
Com Mundial ou não, o futebol sempre está em pauta no bar. William dos Santos Ezequiel, de 44 anos, também participou da “remada” e garante que, na Copa, é mais fácil torcer junto, já que no Campeonato Brasileiro há muita divisão de clubes.
— Aqui com os times é um negócio complicado: tem atleticano, cruzeirense, flamenguista… o próprio Macete é corintiano. É rivalidade — afirma.

