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Noruega é o primeiro obstáculo; veja possíveis rivais, atalhos e craques à vista

BRCOM by BRCOM
junho 30, 2026
in News
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Melhores momentos de Costa do Marfim x Noruega

O caminho do Brasil até a final da Copa do Mundo ganhou seu primeiro nome definitivo. A Noruega venceu a Costa do Marfim por 2 a 1, com gol de Erling Haaland aos 41 minutos do segundo tempo, e enfrentará a Seleção nas oitavas. A partida será disputada no domingo, às 17h, no New York New Jersey Stadium.

Melhores momentos de Costa do Marfim x Noruega

Nas oitavas, Brasil e Noruega são comparados diretamente em cinco categorias: desempenho nesta Copa, força ao longo do ciclo, peso da camisa em Mundiais, quantidade de craques e encaixe no confronto. Cada critério vale um ponto.

Nas fases seguintes, como ainda há quatro possíveis adversários nas quartas, oito na semifinal e várias seleções do outro lado da chave, o GLOBO criou um sistema para avaliar os maiores perigos e os melhores atalhos. O melhor de cada categoria recebe um ponto, o pior perde um e os demais ficam com zero. O maior saldo indica quem o Brasil deve evitar; o menor aponta o possível atalho.

Conteúdo:

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  • Oitavas de final: Brasil x Noruega
  • Quartas de final: quatro possíveis adversários
  • Semifinal: oito possíveis adversários
  • Final: as quedas de Alemanha e Holanda abrem o outro lado
      • Noruega é o primeiro obstáculo; veja possíveis rivais, atalhos e craques à vista

Oitavas de final: Brasil x Noruega

Haaland comemora gol da Noruega contra a Costa do Marfim pela Copa do Mundo — Foto: Paul Ellis / AFP
Haaland comemora gol da Noruega contra a Costa do Marfim pela Copa do Mundo — Foto: Paul Ellis / AFP

  • Data: domingo, 5 de julho
  • Horário: 17h, de Brasília
  • Local: New York New Jersey Stadium, East Rutherford

A Noruega chega com três vitórias em quatro jogos, cinco gols de Haaland e uma equipe perigosa nas transições. O Brasil permanece invicto, sofreu apenas dois gols e mostrou contra o Japão capacidade para reagir mesmo em uma atuação abaixo do esperado.

Os noruegueses fecharam o ciclo com oito vitórias nas Eliminatórias e 37 gols, enquanto o Brasil atravessou instabilidade, mudanças de treinador e uma campanha irregular na América do Sul.

Camisa mais pesada em Copas: Brasil

Pentacampeão e presente em todas as edições, o Brasil enfrenta uma seleção que disputa apenas seu quarto Mundial e não participava desde 1998.

Haaland e Ødegaard são estrelas mundiais, mas o Brasil distribui jogadores de elite pelo gol, defesa, meio-campo e ataque.

Melhor encaixe no confronto: Noruega

Os passes de Ødegaard, a velocidade de Nusa e a profundidade de Haaland podem explorar os espaços que o Brasil ainda oferece quando perde a bola.

Placar dos critérios: Brasil 3 x 2 Noruega

O Brasil leva desempenho na Copa, tradição e quantidade de craques; a Noruega vence no ciclo e no encaixe tático, justamente os dois critérios que tornam a eliminatória mais perigosa do que a diferença entre as camisas sugere.

Craques em campo: Vini Jr., Alisson, Marquinhos, Bruno Guimarães, Casemiro, Haaland, Ødegaard, Nusa e Sørloth.

Quartas de final: quatro possíveis adversários

Inglaterra pode ser adversária do Brasil nas quartas de final da Copa — Foto: Charlotte Wilson/AFP
Inglaterra pode ser adversária do Brasil nas quartas de final da Copa — Foto: Charlotte Wilson/AFP

  • Data: sábado, 11 de julho
  • Horário: 18h, de Brasília
  • Local: Miami Stadium, Miami Gardens

Caso elimine a Noruega, o Brasil enfrentará o vencedor de uma chave formada por México, Equador, Inglaterra e República Democrática do Congo. Mexicanos e equatorianos se enfrentam na fase de 32; o classificado terá pela frente Inglaterra ou Congo nas oitavas.

Melhor nesta Copa: México

Pior nesta Copa: República Democrática do Congo

O México apresentou a campanha mais consistente do quarteto na fase de grupos, com bom controle territorial, intensidade e capacidade para administrar momentos diferentes das partidas.

O Congo avançou em uma campanha de sobrevivência, garantida por uma virada sobre o Uzbequistão, mas teve o rendimento menos regular entre os possíveis rivais.

Melhor no ciclo: Inglaterra

Pior no ciclo: República Democrática do Congo

A Inglaterra chegou a mais uma Copa sustentada por campanhas profundas nos grandes torneios e por uma geração acostumada às fases decisivas.

O Congo evoluiu, alcançou a semifinal da Copa Africana de 2024 e superou Camarões e Nigéria na repescagem, mas ainda teve uma trajetória mais irregular.

Camisa mais pesada em Copas: Inglaterra

Camisa mais leve em Copas: República Democrática do Congo

A Inglaterra foi campeã em 1966 e voltou a frequentar as fases mais avançadas nas últimas competições.

O Congo disputa apenas sua segunda Copa, e a classificação ao mata-mata já representa seu melhor resultado.

Menos craques: República Democrática do Congo

Harry Kane, Jude Bellingham, Bukayo Saka, Cole Palmer e Declan Rice colocam a Inglaterra em outro patamar individual.

O Congo possui bons jogadores, como Yoane Wissa e Chancel Mbemba, mas menor concentração de talentos reconhecidos internacionalmente.

Melhor encaixe para enfrentar o Brasil: Equador

Pior encaixe para enfrentar o Brasil: México

O Equador reúne força física, meio-campo intenso e zagueiros rápidos para pressionar a construção e atacar os espaços brasileiros.

O México tem qualidade com a bola, mas tende a oferecer mais espaços e menor imposição física, permitindo ao Brasil controlar melhor o ritmo.

  • Inglaterra: +3
  • Equador: +1
  • México: 0
  • República Democrática do Congo: -4

Possível atalho: República Democrática do Congo

A Inglaterra é o adversário mais completo, enquanto o Congo representa o caminho teoricamente mais acessível. O Equador aparece como a ameaça escondida: não tem a mesma camisa ou quantidade de estrelas, mas pode produzir o jogo mais desconfortável.

Craques à vista: Kane, Bellingham, Saka, Palmer e Rice; Caicedo, Pacho e Hincapié; Santiago Giménez, Raúl Jiménez e Gilberto Mora; Wissa e Mbemba.

Semifinal: oito possíveis adversários

Argentina de Lionel Messi pode ser adversária do Brasil na semifinal da Copa — Foto: Paul ELLIS / AFP
Argentina de Lionel Messi pode ser adversária do Brasil na semifinal da Copa — Foto: Paul ELLIS / AFP

  • Data: quarta-feira, 15 de julho
  • Horário: 16h, de Brasília
  • Local: Atlanta Stadium, Atlanta

O outro quadrante do lado brasileiro reúne Argentina, Cabo Verde, Austrália, Egito, Suíça, Argélia, Colômbia e Gana. Os confrontos da fase de 32 são Argentina x Cabo Verde, Austrália x Egito, Suíça x Argélia e Colômbia x Gana.

Melhor nesta Copa: Argentina

Pior nesta Copa: Cabo Verde

A Argentina voltou a demonstrar controle, capacidade de decisão e segurança para administrar partidas.

Cabo Verde fez história ao avançar em sua primeira participação, mas chegou ao mata-mata sem vencer e produzindo pouco ofensivamente.

Melhor no ciclo: Argentina

A Argentina começou o período como campeã mundial, voltou a conquistar a Copa América e preservou sua estrutura ao redor de Lionel Messi.

Gana atravessou dificuldades nas competições africanas e passou por mudanças de comando e de formação.

Camisa mais pesada em Copas: Argentina

Camisa mais leve em Copas: Cabo Verde

Tricampeã mundial, a Argentina domina o critério com larga vantagem.

Cabo Verde disputa sua primeira Copa e já superou as expectativas ao alcançar a fase eliminatória.

Menos craques: Cabo Verde

Messi, Lautaro Martínez, Julián Álvarez, Mac Allister e Enzo Fernández garantem à Argentina a maior concentração de jogadores decisivos.

Cabo Verde depende muito mais do conjunto do que de nomes reconhecidos no futebol internacional.

Melhor encaixe para enfrentar o Brasil: Colômbia

Pior encaixe para enfrentar o Brasil: Austrália

A Colômbia combina pressão, intensidade e velocidade pelos lados, além de conhecer profundamente o futebol brasileiro.

A Austrália oferece força física e bola aérea, mas tem menos recursos para tirar a posse da Seleção ou explorar tecnicamente os intervalos da defesa.

  • Argentina: +4
  • Colômbia: +1
  • Egito: 0
  • Suíça: 0
  • Argélia: 0
  • Austrália: -1
  • Gana: -1
  • Cabo Verde: -3

Possível atalho: Cabo Verde

A Argentina é o maior perigo por quase todos os ângulos. A Colômbia aparece como adversária de encaixe especialmente ruim, enquanto Cabo Verde seria o caminho mais acessível, seguido por Austrália e Gana.

Craques à vista: Messi, Lautaro e Julián Álvarez; Luis Díaz, James e Jhon Arias; Salah e Marmoush; Mahrez e Aït-Nouri; Xhaka e Akanji; Kudus e Semenyo.

Final: as quedas de Alemanha e Holanda abrem o outro lado

Holanda e Alemanha caíram na segunda fase da Copa do Mundo — Foto: CARL DE SOUZA / AFP e Megan Briggs / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
Holanda e Alemanha caíram na segunda fase da Copa do Mundo — Foto: CARL DE SOUZA / AFP e Megan Briggs / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

  • Data: domingo, 19 de julho
  • Horário: 16h, de Brasília
  • Local: New York New Jersey Stadium, East Rutherford

A principal novidade no outro lado da chave foram as eliminações de Alemanha e Holanda nos pênaltis. Paraguai e Marrocos ocuparam seus lugares e enfrentam, respectivamente, o vencedor de França x Suécia e o Canadá.

O quadrante ainda reúne Espanha, Áustria, Portugal, Croácia, Bélgica, Senegal, Estados Unidos e Bósnia. O recorte considera as quatro candidatas mais fortes: França, Espanha, Portugal e Bélgica.

O Brasil é favorito contra a Noruega, mas o placar de 3 a 2 nos critérios mostra que as oitavas estão longe de ser tranquilas. Haaland e Ødegaard comandam um adversário com menos tradição e equilíbrio, porém preparado para atacar as fragilidades brasileiras em transição.

A partir das quartas, a dificuldade pode crescer rapidamente. Inglaterra e Argentina são os três adversários a evitar em cada estágio. República Democrática do Congo e Cabo Verde representam os possíveis atalhos dentro de cada grupo de candidatos.

A chave tornou-se mais aberta com as quedas de Alemanha e Holanda, mas o lado brasileiro ainda concentra o confronto mais perigoso antes da decisão: uma possível semifinal contra a Argentina. Para chegar à final, a Seleção provavelmente precisará superar ao menos um rival com maior estabilidade coletiva — e, já nas oitavas, o atacante mais letal de todo o caminho.

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