O caminho do Brasil até a final da Copa do Mundo ganhou seu primeiro nome definitivo. A Noruega venceu a Costa do Marfim por 2 a 1, com gol de Erling Haaland aos 41 minutos do segundo tempo, e enfrentará a Seleção nas oitavas. A partida será disputada no domingo, às 17h, no New York New Jersey Stadium.
Melhores momentos de Costa do Marfim x Noruega
Nas oitavas, Brasil e Noruega são comparados diretamente em cinco categorias: desempenho nesta Copa, força ao longo do ciclo, peso da camisa em Mundiais, quantidade de craques e encaixe no confronto. Cada critério vale um ponto.
Nas fases seguintes, como ainda há quatro possíveis adversários nas quartas, oito na semifinal e várias seleções do outro lado da chave, o GLOBO criou um sistema para avaliar os maiores perigos e os melhores atalhos. O melhor de cada categoria recebe um ponto, o pior perde um e os demais ficam com zero. O maior saldo indica quem o Brasil deve evitar; o menor aponta o possível atalho.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/2/c/fQbWPqQFSQBT2fKmvBmA/115496908-norways-forward-09-erling-braut-haaland-celebrates-after-scoring-his-teams-second.jpg)
- Data: domingo, 5 de julho
- Horário: 17h, de Brasília
- Local: New York New Jersey Stadium, East Rutherford
A Noruega chega com três vitórias em quatro jogos, cinco gols de Haaland e uma equipe perigosa nas transições. O Brasil permanece invicto, sofreu apenas dois gols e mostrou contra o Japão capacidade para reagir mesmo em uma atuação abaixo do esperado.
Os noruegueses fecharam o ciclo com oito vitórias nas Eliminatórias e 37 gols, enquanto o Brasil atravessou instabilidade, mudanças de treinador e uma campanha irregular na América do Sul.
Camisa mais pesada em Copas: Brasil
Pentacampeão e presente em todas as edições, o Brasil enfrenta uma seleção que disputa apenas seu quarto Mundial e não participava desde 1998.
Haaland e Ødegaard são estrelas mundiais, mas o Brasil distribui jogadores de elite pelo gol, defesa, meio-campo e ataque.
Melhor encaixe no confronto: Noruega
Os passes de Ødegaard, a velocidade de Nusa e a profundidade de Haaland podem explorar os espaços que o Brasil ainda oferece quando perde a bola.
Placar dos critérios: Brasil 3 x 2 Noruega
O Brasil leva desempenho na Copa, tradição e quantidade de craques; a Noruega vence no ciclo e no encaixe tático, justamente os dois critérios que tornam a eliminatória mais perigosa do que a diferença entre as camisas sugere.
Craques em campo: Vini Jr., Alisson, Marquinhos, Bruno Guimarães, Casemiro, Haaland, Ødegaard, Nusa e Sørloth.
Quartas de final: quatro possíveis adversários
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/J/8/UxU8AiR9yq8YRXBeccDQ/115337431-dallas-texas-june-17-harry-kane-9-of-england-leads-his-team-out-during-the-fifa-wor.jpg)
- Data: sábado, 11 de julho
- Horário: 18h, de Brasília
- Local: Miami Stadium, Miami Gardens
Caso elimine a Noruega, o Brasil enfrentará o vencedor de uma chave formada por México, Equador, Inglaterra e República Democrática do Congo. Mexicanos e equatorianos se enfrentam na fase de 32; o classificado terá pela frente Inglaterra ou Congo nas oitavas.
Melhor nesta Copa: México
Pior nesta Copa: República Democrática do Congo
O México apresentou a campanha mais consistente do quarteto na fase de grupos, com bom controle territorial, intensidade e capacidade para administrar momentos diferentes das partidas.
O Congo avançou em uma campanha de sobrevivência, garantida por uma virada sobre o Uzbequistão, mas teve o rendimento menos regular entre os possíveis rivais.
Melhor no ciclo: Inglaterra
Pior no ciclo: República Democrática do Congo
A Inglaterra chegou a mais uma Copa sustentada por campanhas profundas nos grandes torneios e por uma geração acostumada às fases decisivas.
O Congo evoluiu, alcançou a semifinal da Copa Africana de 2024 e superou Camarões e Nigéria na repescagem, mas ainda teve uma trajetória mais irregular.
Camisa mais pesada em Copas: Inglaterra
Camisa mais leve em Copas: República Democrática do Congo
A Inglaterra foi campeã em 1966 e voltou a frequentar as fases mais avançadas nas últimas competições.
O Congo disputa apenas sua segunda Copa, e a classificação ao mata-mata já representa seu melhor resultado.
Menos craques: República Democrática do Congo
Harry Kane, Jude Bellingham, Bukayo Saka, Cole Palmer e Declan Rice colocam a Inglaterra em outro patamar individual.
O Congo possui bons jogadores, como Yoane Wissa e Chancel Mbemba, mas menor concentração de talentos reconhecidos internacionalmente.
Melhor encaixe para enfrentar o Brasil: Equador
Pior encaixe para enfrentar o Brasil: México
O Equador reúne força física, meio-campo intenso e zagueiros rápidos para pressionar a construção e atacar os espaços brasileiros.
O México tem qualidade com a bola, mas tende a oferecer mais espaços e menor imposição física, permitindo ao Brasil controlar melhor o ritmo.
- Inglaterra: +3
- Equador: +1
- México: 0
- República Democrática do Congo: -4
Possível atalho: República Democrática do Congo
A Inglaterra é o adversário mais completo, enquanto o Congo representa o caminho teoricamente mais acessível. O Equador aparece como a ameaça escondida: não tem a mesma camisa ou quantidade de estrelas, mas pode produzir o jogo mais desconfortável.
Craques à vista: Kane, Bellingham, Saka, Palmer e Rice; Caicedo, Pacho e Hincapié; Santiago Giménez, Raúl Jiménez e Gilberto Mora; Wissa e Mbemba.
Semifinal: oito possíveis adversários
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/F/K/i6v9QITvGM7mALOg7ktw/afp-20260628-b8k33f6-v1-midres-fblwc2026match70jorarg.jpg)
- Data: quarta-feira, 15 de julho
- Horário: 16h, de Brasília
- Local: Atlanta Stadium, Atlanta
O outro quadrante do lado brasileiro reúne Argentina, Cabo Verde, Austrália, Egito, Suíça, Argélia, Colômbia e Gana. Os confrontos da fase de 32 são Argentina x Cabo Verde, Austrália x Egito, Suíça x Argélia e Colômbia x Gana.
Melhor nesta Copa: Argentina
Pior nesta Copa: Cabo Verde
A Argentina voltou a demonstrar controle, capacidade de decisão e segurança para administrar partidas.
Cabo Verde fez história ao avançar em sua primeira participação, mas chegou ao mata-mata sem vencer e produzindo pouco ofensivamente.
Melhor no ciclo: Argentina
A Argentina começou o período como campeã mundial, voltou a conquistar a Copa América e preservou sua estrutura ao redor de Lionel Messi.
Gana atravessou dificuldades nas competições africanas e passou por mudanças de comando e de formação.
Camisa mais pesada em Copas: Argentina
Camisa mais leve em Copas: Cabo Verde
Tricampeã mundial, a Argentina domina o critério com larga vantagem.
Cabo Verde disputa sua primeira Copa e já superou as expectativas ao alcançar a fase eliminatória.
Menos craques: Cabo Verde
Messi, Lautaro Martínez, Julián Álvarez, Mac Allister e Enzo Fernández garantem à Argentina a maior concentração de jogadores decisivos.
Cabo Verde depende muito mais do conjunto do que de nomes reconhecidos no futebol internacional.
Melhor encaixe para enfrentar o Brasil: Colômbia
Pior encaixe para enfrentar o Brasil: Austrália
A Colômbia combina pressão, intensidade e velocidade pelos lados, além de conhecer profundamente o futebol brasileiro.
A Austrália oferece força física e bola aérea, mas tem menos recursos para tirar a posse da Seleção ou explorar tecnicamente os intervalos da defesa.
- Argentina: +4
- Colômbia: +1
- Egito: 0
- Suíça: 0
- Argélia: 0
- Austrália: -1
- Gana: -1
- Cabo Verde: -3
Possível atalho: Cabo Verde
A Argentina é o maior perigo por quase todos os ângulos. A Colômbia aparece como adversária de encaixe especialmente ruim, enquanto Cabo Verde seria o caminho mais acessível, seguido por Austrália e Gana.
Craques à vista: Messi, Lautaro e Julián Álvarez; Luis Díaz, James e Jhon Arias; Salah e Marmoush; Mahrez e Aït-Nouri; Xhaka e Akanji; Kudus e Semenyo.
Final: as quedas de Alemanha e Holanda abrem o outro lado
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/1/E/u91J8wQYi8GkKLxOtHIQ/arte-1-.png)
- Data: domingo, 19 de julho
- Horário: 16h, de Brasília
- Local: New York New Jersey Stadium, East Rutherford
A principal novidade no outro lado da chave foram as eliminações de Alemanha e Holanda nos pênaltis. Paraguai e Marrocos ocuparam seus lugares e enfrentam, respectivamente, o vencedor de França x Suécia e o Canadá.
O quadrante ainda reúne Espanha, Áustria, Portugal, Croácia, Bélgica, Senegal, Estados Unidos e Bósnia. O recorte considera as quatro candidatas mais fortes: França, Espanha, Portugal e Bélgica.
O Brasil é favorito contra a Noruega, mas o placar de 3 a 2 nos critérios mostra que as oitavas estão longe de ser tranquilas. Haaland e Ødegaard comandam um adversário com menos tradição e equilíbrio, porém preparado para atacar as fragilidades brasileiras em transição.
A partir das quartas, a dificuldade pode crescer rapidamente. Inglaterra e Argentina são os três adversários a evitar em cada estágio. República Democrática do Congo e Cabo Verde representam os possíveis atalhos dentro de cada grupo de candidatos.
A chave tornou-se mais aberta com as quedas de Alemanha e Holanda, mas o lado brasileiro ainda concentra o confronto mais perigoso antes da decisão: uma possível semifinal contra a Argentina. Para chegar à final, a Seleção provavelmente precisará superar ao menos um rival com maior estabilidade coletiva — e, já nas oitavas, o atacante mais letal de todo o caminho.

