O tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça durante um atentado em São Caetano do Sul, no ABC Paulista, apresentou melhora clínica, segundo boletim divulgado na noite desta terça-feira pelo 1º Batalhão de Polícia de Choque (Rota). De acordo com a Polícia Militar, o oficial, internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, apresentou “resposta satisfatória às medidas adotadas pela equipe médica”.
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Entre os sinais positivos, a corporação destacou a redução da necessidade de medicamentos para manter a pressão arterial, boa resposta ao tratamento neurológico, melhora dos parâmetros de monitoramento, ausência de febre e funcionamento adequado dos demais órgãos.
Ainda segundo a PM, a equipe médica prevê para esta quarta-feira a realização de uma nova tomografia de crânio e a continuidade da redução da sedação.
Em uma publicação nas redes sociais, a esposa do policial, Cintia Pimentel, agradeceu as mensagens de apoio recebidas desde o atentado e afirmou que a família acompanha com esperança a evolução do quadro.
“Minha prioridade agora é estar ao lado do Ronickson e da minha família. Seguimos esperançosos com as pequenas melhoras do seu quadro, celebrando cada passo da recuperação e confiando que Deus continuará conduzindo esse processo”, escreveu.
Ronickson Pimentel foi baleado no último sábado durante um ataque a tiros em São Caetano do Sul. A investigação apura a participação de integrantes do PCC no atentado, e a Justiça já decretou a prisão temporária de dois suspeitos.
Em decisão que autorizou a prisão temporária, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) foi categórico ao tratar o caso com uma operação criminosa organizada e complexa, com pelo menos quatro pessoas atuando em funções distintas.
A avaliação consta da decisão que decretou a prisão temporária de Marcos Vinicius Dias Machado, 40, e Carlos Roberto Ferreira, 52, assinada pelo juiz Gabriel D’Andrea, da Vara de Santo André. A decisão foi baseada em imagens de câmeras de monitoramento, boletim de ocorrência do DHPP e depoimento de um policial militar.
Segundo o documento obtido pelo GLOBO, dois homens em uma motocicleta efetuaram os disparos contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, que estava parado em um semáforo. O veículo usado na fuga apresentava sinais de adulteração e tinha registro associado a um crime anterior.
Um terceiro homem, ainda não identificado, dirigia um Renault Logan branco que, segundo as imagens analisadas pela polícia, acompanhou a moto antes e depois do ataque, funcionando como apoio operacional aos atiradores.

