Braço direito do técnico francês Didier Deschamps, o auxiliar Guy Stéphan falou nesta segunda-feira sobre a relação do meia Ayyoub Bouaddi, um dos destaques de Marrocos na Copa do Mundo, com o país europeu, às vésperas do duelo entre as seleções pelas quartas de final, nesta quinta-feira, 8. O auxiliar técnico dos Bleus colocou panos quentes sobre a decisão do jogador de 18 anos de mudar de federação e passar a representar os Leões do Atlas em vez de disputar uma vaga na seleção francesa.
— Claro que conhecemos o Bouaddi. Ele é um produto puro do sistema de base francês. Jogou em todas as categorias de base: sub-16, sub-17, sub-18, sub-20, sub-21… Ele nasceu na região de Paris, ou melhor, no departamento de Oise. Cresceu lá. Passou toda a adolescência em Creil e depois foi para o Lille — disse Guy Stéphan, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira.
O auxiliar exaltou a qualidade técnica do atleta nas categorias de base francesas e se ateve a a dizer que não o culparia pela mudança de federação.
— Obviamente, é alguém que conhecemos bem, alguém que os técnicos da seleção que trabalharam com ele nas categorias de base conhecem bem. Ele era um jogador muito bom no sub-21. Depois, em determinado momento da carreira, fez uma escolha, e não vamos culpá-lo por isso. Muito pelo contrário — disse. E continuou: — Como muitos outros jogadores, ele escolheu representar outro país. Não é a primeira vez, e não será a última.
Comandante do meio de campo marroquinho, o jogador não teve participação direta em gols no torneio, mas mostrou sua qualidade ao ditar o ritmo em todos os duelos da seleção africana, inclusive, no empate em 1 a 1 com o Brasil, na estreia da Copa. Com isso, o astro do Lille-FRA se tornou até mesmo alvo de grandes como Real Madrid-ESP, Chelsea-ING e Liverpool-ING.
Ainda assim, Stéphan, que comandou a seleção francesa no duelo contra a Noruega, pela última rodada da fase de grupos — após Deschamps se ausentar da posição para estar presente no funeral de sua mãe — tem a segurança de destacar que o plantel não teve impacto na perda de uma das promessas do torneio, devido a quantidade de reposições.
— Acontece que temos um bom elenco nessa posição. Quando você tem Tchouaméni , Rabiot, Koné, Kanté e Zaïre-Emery , se eu perguntasse quem tirar do time, não teríamos a mesma resposta no vestiário. É uma questão de qualidade e quantidade. Mas ele continua sendo um bom jogador, até mesmo um jogador muito bom.
O duelo entre a França e Marrocos, pelas quartas de final, ocorre nesta quinta-feira, 8, às 17h, em Massachusetts, nos Estados Unidos.

