A poupança voltou a registrar mais saques do que depósitos no primeiro semestre de 2026. Nos primeiros seis meses deste ano, as retiradas superaram em mais de R$ 39,3 bilhões os depósitos , aponta o relatório do Banco Central divulgado nesta quarta-feira.
Os meses de janeiro e março foram os que mais contribuíram para o balanço negativo do semestre, com retiradas liquidas de R$ 23,5 bilhões e R$ 11,1 bilhões respectivamente.
Em junho, o total líquido sacado foi de R$ 237,55 milhões, menor volume de retiradas desde janeiro de 2012, quando os saques foram de R$ 2,8 milhões.
Ao longo dos seis primeiros meses, o mês de maio foi o único que apresentou saldo positivo, com entrada líquida de R$ 2,6 bilhões.
O saldo atual da poupança é de R$ 1,020 trilhão, mantendo o patamar de junho de 2025, quando o saldo era de R$ 1,019 trilhão. Em maio, o volume de entradas chegou a elevar o saldo da poupança à R$ 1,028 trilhão, mas as sucessivas retiradas líquidas resultaram em um recuo de mais de R$ 8 bilhões.
A poupança tem registrado perdas anuais consecutivas de recursos desde 2021, com a grande maioria dos meses apresentado resultados negativos para a aplicação.
(*) com informações da Agência Brasil

