A direção do Colégio Cruzeiro emitiu um comunicado a pais e responsáveis, nesta sexta-feira, sobre o episódio envolvendo uma lista elaborada por estudantes da unidade de Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio, que classificava alunas e colegas da escola com base em categorias de conotação sexual em uma plataforma on-line. A instituição de ensino afirmou ter aberto uma diligência interna, paralelamente às investigações da Polícia Civil.
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No texto, a direção lamenta o episódio e diz que ele “extrapolou os muros escolares e se tornou crime digital”. “A proteção de crianças e adolescentes na internet ganhou novos contornos com a regulamentação do ECA Digital, que reforça direitos, deveres e cuidados nas redes. Em consonância com a legislação brasileira, o Colégio Cruzeiro atuou no âmbito penal. Denunciamos a ação às autoridades competentes, exigimos e obtivemos a imediata remoção do conteúdo da plataforma. No âmbito escolar, acolhemos as alunas que foram vítimas e comunicamos as famílias”, afirma o comunicado.
O texto diz ainda que o colégio disponibilizou assistência jurídica para os responsáveis pelas vítimas e que as famílias interessadas devem fazer contato diretamente com a direção. “Diante dos questionamentos sobre a punição dos responsáveis, esclarecemos que, por se tratar de uma lista anônima, a autoria ainda é desconhecida”, destaca. A direção afirma ainda que colabora com as investigações, que são acompanhadas pela escola.
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A direção diz que promove campanhas de conscientização sobre temas críticos da sociedade contemporânea — como misoginia, racismo, cyberbullying e homofobia, entre outros —, por meio de palestras, debates e rodas de conversa para responsáveis, alunos e colaboradores. E ainda que disponibilizou a cartilha do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Digital.
“Apesar de todos os nossos esforços pedagógicos, entendemos que o mundo digital é um desafio para todos nós. Precisamos enfatizar, porém, que a internet possui leis, regras e está submetida ao Código Penal. Não se trata de um território sem punição. Acreditamos que a atuação conjunta entre escola e família é fundamental para garantir que nossas crianças e adolescentes utilizem a tecnologia de forma consciente e segura”, afirma o comunicado.
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Entenda
A lista em imagens elaborada pelos estudantes, à qual o site g1 teve acesso, cita pelo menos 65 meninas e tinha expressões como “Goat” — sigla em inglês para Greatest of All Time (melhor de todos os tempos), “comeria no lucro”, “Bêbado vai”, “Me arrependi depois” e “Nem olharia”. Imagens dela circularam entre alunos antes de serem retiradas da plataforma.
O caso levou ao registro de ocorrências em delegacias da região de Jacarepaguá e resultou na abertura de um inquérito pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav). A unidade já ouviu testemunhas e pessoas ligadas ao episódio.
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De acordo com a polícia, os envolvidos, todos menores de idade, poderão responder por atos infracionais análogos aos crimes de injúria, difamação e submissão de adolescentes a vexame e constrangimento. No entanto, outras infrações poderão ser incluídas ao longo da apuração da Dcav.
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