O ano é 2026 e os pais de crianças pequenas ainda não encontraram uma solução ideal para um problema recorrente: viajar de carro levando a cadeirinha infantil. Eu tenho um filho de 2 anos, cheio de energia, e aprendi a me virar na marra. Minha mulher e eu já tentamos todas as opções discutidas no Reddit e nos fóruns de pais – como comprar uma e sair carregando pelos aeroportos, ou alugar junto com o carro na chegada ao destino –, mas todas têm desvantagens, e essa complicação transformou algumas viagens de férias em uma operação exaustiva.
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Apesar disso, e assim como muitos pais que fazem questão de mostrar o mundo a seus rebentos, quero muito continuar viajando com o meu – e, por isso, decidi pedir conselhos a especialistas em segurança infantil.
Todos são unânimes ao apontar como alternativa mais segura – que, de longe, também é a menos prática – a cadeirinha própria. “Conveniência e segurança são conceitos que não batem, mas não dá para brincar. É o único objeto que você leva com a finalidade única de salvar a vida do seu filho”, define a dra. Alisa Baer, pediatra e líder da empresa de consultoria em segurança Car Seat Lady.
Não há recomendações nem soluções alternativas perfeitas, mas aqui estão algumas das melhores opções disponíveis.
1. Alugar? Talvez não
Muitos pais que não gostam da ideia de sair andando pelo aeroporto com uma cadeirinha a tiracolo simplesmente optam pelo aluguel na chegada. É uma escolha até compreensível, mas tem seus riscos.
Por um lado, sendo desconhecida, pode resultar na instalação inadequada, e nem sempre está limpa. “Além disso, não há como saber seu histórico, inclusive se já se envolveu em acidentes”, aponta Emily Thomas, especialista em segurança automotiva que lidera o programa de cadeirinhas da Consumer Reports.
Deixá-la em casa também limita as opções de transporte seguro no trajeto até o aeroporto. “Você tampouco contará com ela no avião, o que não é nunca é uma boa ideia, principalmente porque a preocupação em relação à segurança das viagens aéreas e as dúvidas sobre o transporte no colo só fazem aumentar”, diz Baer.
2. Compre uma versão mais leve
Se decidir comprar em vez de alugar, terá duas opções: adquirir um modelo só para usar tanto em casa e em viagens, ou investir em um segundo assento apenas para os deslocamentos.
Baer ensina: “No caso de optar por uma só para as duas finalidades, concentre-se nas estreitas, que passam fácil no corredor do avião, geralmente com 43 centímetros. A Fit3x da Chicco e a Foonf da Clek, por exemplo, são boas para isso, apesar de pesadas, com cerca de 10 quilos e 15 quilos, respectivamente.”
Thomas completa: “Se optar pela segunda, a escolha mais popular é a Scenera Extend, da Cosco, que pesa cerca de três quilos, mas tem 48 centímetros de largura, então tome cuidado dentro do avião.”
3. Coloque-a sobre rodas
Com o modelo escolhido, o próximo passo é descobrir como transportá-lo com facilidade, e um carrinho com rodinhas como o da Britax pode ajudar. Outra alternativa é acomodá-la dentro de uma bolsa como a da Gorilla Grip, e levá-la nas costas.
Na viagem recente que fizemos para Hong Kong, experimentei a primeira opção, colocando minha Chicco Fit3x em uma mala específica para transporte – mas é pesada, e foi um verdadeiro drama tirá-la da sacola e instalar na poltrona da janela. Apesar de tudo, a missão foi cumprida.
Após o desembarque, me deparei com outra situação estressante: os táxis em Hong Kong não têm os pontos de fixação inferiores que os carros norte-americanos normalmente oferecem. Por causa disso, precisei recorrer a um vídeo do YouTube para aprender a instalar a dita cuja só com o cinto e a correia de fixação superior. (Foi demorado e o motorista, impaciente, não gostou muito.)
Mais tarde, encontrei uma solução alternativa: no aplicativo do Uber, dá para selecionar o “Uber Car Seat”, ou seja, pedir um veículo com cadeirinha instalada pagando uma taxa extra, (A Lyft tem uma opção semelhante chamada “Car Seat Mode”, mas disponível só para a cidade de Nova York.) o que me poupou do incômodo e do constrangimento de ter de arrastar a cadeirinha para dentro de museus e templos.
Acontece que essa facilidade é oferecida hoje em apenas 30 cidades ao redor do mundo, incluindo Frankfurt, Hong Kong, Los Angeles, Nova York, San Francisco, Taipé e Viena. Em nota enviada por e-mail, um porta-voz da empresa afirmou que há planos para expansão do programa.
Os pais só devem evitar a opção mais fácil, e menos segura, em táxis ou carros de aplicativo: levar a criança pequena no colo. “Em caso de impacto, o passageiro pequeno, sem cinto de segurança, provavelmente será arremessado para a frente, contra a divisória, o banco dianteiro ou o para-brisa. Se precisar ir a algum lugar sem a cadeirinha, a melhor opção é o transporte público. Andar de ônibus pode ser demorado, mas também divertido, principalmente se o coletivo tiver música infantil a bordo”, completa a dra. Baer.

