A ideia é ajudar o centenário Lamas a se recuperar do incêndio que comprometeu suas instalações. O episódio causou comoção no país e uma vaquinha virtual foi organizada para ajudar as obras de recuperação do imóvel e custear o salário dos funcionários. E é aí que entra o Pirajá, o bar mais carioca de São Paulo. “Queríamos usar um pouco da força do Pirajá e nossas redes sociais (só o Bar Pirajá tem 116 mil seguidores) para potencializar a rede de apoio, um “crowd funding” ou doações através da venda de algum prato ou petisco em todas as 15 unidades do Pirajá. Queremos tentar ajudar” diz Ricardo Garrido, um dos sócios do grupo. A “ponte”` solidária Rio-São Paulo teve os dedos mágicos do sambista e boêmio carioca Moacyr Luz. No Rio, o grupo tem filias da pizzaria Bràz, em funcionamento há 19 anos em solo carioca, que conta com o sócio daqui, o chef Eduardo Cunha.
A centenária casa do Flamengo servem com seu cardápio histórico e cozinha honestissima: ternos brancos, gravatas, bandejas
Luciana Froes
Para Guilherme Studart, profundo estudioso de botecos e bares cariocas, autor de vários livros e guias sobre o tema ” uma proposta bem intencionada me parece uma boa idéia. E o fato do Moacyr Luz estar fazendo essa ponte ajuda bastante, porque ele tem enorme credibilidade na meio da boemia carioca”. O Lamas não é apenas patrimônio carioca: ele é do país.

