Uma brasileira relata ter enfrentado dificuldades para alugar um imóvel na Inglaterra por causa da profissão. Cris Galera, influenciadora e criadora de conteúdo adulto, contou que teve a candidatura recusada por uma imobiliária em Colchester após a empresa mencionar, em um e-mail, preocupação com a origem de sua renda. Segundo ela, o episódio aconteceu mesmo depois da apresentação de documentos e comprovantes financeiros exigidos durante o processo.
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De acordo com Cris, a negociação já estava em andamento e ela havia desembolsado 2.500 libras (cerca de R$ 18 mil) como caução quando recebeu a resposta da imobiliária. Na mensagem, o representante da empresa justificou a decisão ao citar sua atividade profissional. “Tenho preocupação quanto à sua fonte de renda, particularmente a criação de conteúdo adulto”, escreveu.
A influenciadora diz que ficou surpresa com a recusa, já que, segundo ela, atendia a todos os requisitos para a locação.
“Foi muito frustrante. Eu tinha renda comprovada, referências e cumpria todas as exigências. Mesmo assim, meu trabalho foi colocado como um problema, e o aluguel acabou sendo recusado”, desabafa.
Nas redes sociais, onde divulga o próprio trabalho e compartilha registros do dia a dia, Cris acredita que sua presença online pode ter influenciado a análise da imobiliária.
“Tenho a sensação de que, quando pesquisavam meu nome e encontravam minhas redes sociais, deixava de importar que eu tinha condições de pagar o aluguel. Era como se a minha imagem falasse mais alto do que toda a documentação que eu apresentei”, comenta.
Imobiliária cita trabalho com conteúdo adulto ao negar aluguel para brasileira em Londres
Divulgação
Além de tentar reaver o valor pago como depósito, a brasileira diz que continua procurando outro imóvel na região. Para ela, o caso evidencia o preconceito que ainda cerca profissionais do segmento de conteúdo adulto, mesmo quando a atividade é exercida de forma regular.
“Meu trabalho é legalizado, pago impostos e consigo comprovar minha renda como qualquer outro profissional. O que aconteceu comigo mostra que ainda existe um estigma muito grande contra quem trabalha com conteúdo adulto”, destaca.
Enquanto busca uma nova residência, Cris afirma esperar que sua profissão não seja um fator determinante nas próximas negociações.
“Não quero tratamento especial. Só gostaria de ser avaliada pelos mesmos critérios que qualquer outra pessoa. Se tenho renda, referências e consigo cumprir o contrato, isso deveria ser o suficiente”, conclui.

