Representantes dos clubes brasileiros presentes na audiência desta terça-feira no Superior Tribunal Federal encerraram a participação na sessão com a sensação que o fim das bets será mantido pelo Governo Federal.
Membros das equipes notaram um movimento forte contra a pauta, inclusive nas redes sociais, que inibem os argumentos apresentados por dirigentes e demais representantes ao ministro Luiz Fux.
O próprio ministro teve seu comportamento na sessão avaliado de maneira pessimista. Segundo relatos, Fux em alguns momentos falou olhando para a primeira-dama Janja, que entregou ao STF relatório sobre o impacto das bets para mulheres.
A avaliação dos clubes é que o governo se fortaleceu ainda mais com a eleição do presidente Lula. Por isso a estratégia foi defender a segurança jurídica do negócio, não as bets em si.
Flamengo, Fluminense, Grêmio, Vitória, Guarani, São Paulo, Ponte Preta e Portuguesa tiveram dirigentes enumerando argumentos para a volta das bets ou para o fim em transição.
“Se dessem um período de transição para os clubes, todos aceitariam”, admite uma fonte.
A CBF também enviou um advogado para se manifestar sobre os impactos do fim das casas de apostas no futebol brasileiro.
A sensação dos clubes brasileiros após audiência sobre fim das bets no STF
