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novembro 5, 2026
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Afastado de Tarcísio, Kassab deve manter influência pontual no governo paulista

Por · novembro 5, 2026
Jogo Político: 'Governo Lula já procurou o PSD, e podemos ter uma relação mais profunda', diz Kassab


A montagem da nova equipe de governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito para mais quatro anos em São Paulo, deve passar por uma redução do número de secretarias comandadas pelo PSD de Gilberto Kassab, um dos mais influentes no primeiro mandato, e por uma distribuição mais equilibrada entre os partidos da coligação. PL, Republicanos, MDB, Podemos e a Federação União Progressista se articulam para indicar nomes neste mandato.
Segundo fontes ouvidas pelo GLOBO com acesso ao governador, a tendência de momento é pela permanência de dois secretários próximos de Kassab: Marcelo Branco, que comanda Desenvolvimento Urbano e Habitação, e Guilherme Afif Domingos, secretário extraordinário de Projetos Estratégicos — este considerado cota pessoal de Tarcísio para dar andamento às obras do novo centro administrativo.
A Secretaria de Governo e Relações Institucionais, antiga pasta de Kassab, deve continuar sob a chefia do presidente estadual do Republicanos, Roberto Carneiro, e o PSD não deve manter o controle da Secretaria de Saúde após a dispensa do ex-deputado federal Eleuses Paiva. Nos dois casos, houve queixas de politização de verbas com as prefeituras que chegaram aos ouvidos de Tarcísio antes mesmo do período de campanha.
O partido de Kassab havia sido o principal aliado do governador, para além do núcleo bolsonarista, na campanha que o elegeu pela primeira vez. Desafeto de Rodrigo Garcia, o dirigente do PSD alinhavou o apoio e a indicação do vice na chapa, Felício Ramuth. Durante o mandato, porém, Kassab acumulou desgastes com Tarcísio e se envolveu numa disputa pela posição de Ramuth, hoje no MDB. Sua participação na campanha foi praticamente inexistente.
Um aliado de Kassab afirma, sob reserva, que a influência nos rumos do governo paulista é mínima. Ao pedir demissão do governo e concorrer a vice-presidente da República junto ao ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), o dirigente virou a chave para o plano nacional, no qual admite até a possibilidade de se tornar ministro do presidente Lula (PT) em seu quarto mandato. Ainda assim, a sigla conta com 9 deputados na Alesp, de um total de 94, e com o maior número de prefeitos no estado.
Na Saúde, uma possibilidade é a ascensão do MDB através de secretários da prefeitura de São Paulo, comandada por Ricardo Nunes. Tarcísio avalia a indicação de Luiz Carlos Zamarco, o titular da pasta, ou do adjunto, Maurício Serpa. Já o PL tenta ampliar a sua participação para além da pasta da Mulher, ainda mais num cenário em que o delegado Osvaldo Nico seja mantido na Segurança Pública, em vez de um nome bolsonarista. A Polícia Civil é reduto do PP em São Paulo.

Afastado de Tarcísio, Kassab deve manter influência pontual no governo paulista