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Aos 93 anos, Othon Bastos chega ao Méier com monólogo premiado

Aos 93 anos, Othon Bastos chega ao Méier com um dos trabalhos mais premiados de sua carreira. O monólogo “Não me entrego, não!”, vencedor do Prêmio Shell de Melhor Ator e do 19º Prêmio APTR de Melhor Ator Protagonista, entre outros, tem apresentação nesta sexta (11), às 19h, sábado, às 18h, e domingo, às 17h, […]

'Não me entrego, não': um em cada cinco homens acima de 70 anos ainda está no mercado de trabalho


Aos 93 anos, Othon Bastos chega ao Méier com um dos trabalhos mais premiados de sua carreira. O monólogo “Não me entrego, não!”, vencedor do Prêmio Shell de Melhor Ator e do 19º Prêmio APTR de Melhor Ator Protagonista, entre outros, tem apresentação nesta sexta (11), às 19h, sábado, às 18h, e domingo, às 17h, no Centro Cultural João Nogueira (Imperator). O ingresso custa R$ 20 (inteira).
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Em cena, o ator revisita episódios de seus mais de 75 anos de carreira, em uma montagem que já ultrapassou 250 apresentações e foi vista por mais de cem mil espectadores. O espetáculo tem texto e direção de Flávio Marinho, amigo de longa data de Othon, e transforma as memórias do artista em uma narrativa sobre teatro, cinema, trabalho, amor e diferentes momentos de sua trajetória.
A peça também rendeu reconhecimentos a outros envolvidos na montagem. No Prêmio APTR, além de Othon como Melhor Ator Protagonista, Flávio Marinho foi premiado como Melhor Autor, e a Gávea Filmes venceu na categoria de Melhor Produção de Teatro Não Musical. A montagem recebeu ainda o Prêmio Inspira Rio 2025, na categoria Cultura, e o Prêmio Arcanjo 2025, como Vencedor Especial.
A ideia do espetáculo surgiu a partir de textos e anotações que Othon havia reunido ao longo da vida e confiado a Flávio Marinho. O material serviu de base para a criação do monólogo, que estreou com a proposta de apresentar ao público não apenas o ator consagrado, mas também o homem por trás de personagens e trabalhos que marcaram o teatro e o cinema brasileiros.
Entre as lembranças levadas para a cena estão referências a filmes e peças importantes da carreira de Othon, como “Deus e o diabo na terra do sol”, de Glauber Rocha; e “Um grito parado no ar”, de Gianfrancesco Guarnieri. A narrativa é dividida em blocos temáticos e percorre diferentes fases da vida do artista.
O nonagenário Othon mantém uma rotina de apresentações e encara o monólogo como uma experiência especialmente pessoal. Esta é a primeira vez que ele protagoniza sozinho um espetáculo dedicado à própria história.
— É um momento único, mesmo, meu primeiro monólogo e sobre a minha própria vida. É uma experiência muito forte eu ter que ser o meu próprio centro em cena. Trazemos apenas lembranças alegres e divertidas, para mostrar ao público curiosidades que vivi ao longo desses anos todos — diz Othon.
A atriz Marta Paret também participa da montagem. Em cena, ela funciona como uma espécie de “ponto”, fazendo observações e ajudando a conduzir as lembranças do ator.
A temporada no Méier faz parte do Giro Cultural da Furnarj, que leva a montagem a teatros da rede pública.
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Aos 93 anos, Othon Bastos chega ao Méier com monólogo premiado

Autor

BRCOM