Com mais de sete mil denúncias por assédio eleitoral no trabalho já registradas no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o titular da pasta, Luiz Marinho, fez um apelo a empresários nesta quarta-feira que tenham ameaçado demitir funcionários por razões políticas. O ministro pediu que empresários que tenham pensado em adotar esta prática recuem e se desculpem publicamente.
— Aproveito para me dirigir a todos que ainda pensam em fazer este tipo de bobagem: recuem.
Marinho reiterou que a intenção do governo não é punir preventivamente os empresários, mas garantir que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados. Para aqueles que cogitaram demitir funcionários em razão do resultado eleitoral, recomendou uma retratação:
— Para quem eventualmente pensou em demitir alguém por causa do resultado eleitoral, faça o seu recuo tático e se desculpe nas redes. Está tudo certo. Não precisaremos punir ninguém por isso. Mas a punição será: demitiu por questões políticas, será severamente punido — declarou.
Assédio eleitoral dispara pós-eleições
O número de denúncias por assédio eleitoral quase dobrou em uma semana após o segundo turno das eleições presidenciais.
Até 31 de outubro, haviam 4.305 denúncias formalizadas no MTE. Nesta quarta-feira, o ministro do Trabalho disse que já foram registradas mais de 7 mil, embora nem todas as notificações necessariamente correspondem a casos concretos:
— Evidentemente, tem que separar o que é denúncia e o que é encher linguiça. É quase como chamar o bombeiro quando não se tem incêndio. Das 7 mil, não sei qual é a proporção de denúncias que são reais e concretas — disse.
Assédio eleitoral soma 7 mil denúncias, e ministro faz apelo a empresários: 'Peçam desculpas nas redes'
