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outubro 5, 2026
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Avanço do PL no Senado reduz bancada governista e atinge nomes próximos a Lula, como Renan Calheiros e Randolfe Rodrigues

Por · outubro 5, 2026
Avanço do PL no Senado reduz bancada governista e atinge nomes próximos a Lula, como Renan Calheiros e Randolfe Rodrigues


O avanço do PL no Senado reduziu o número de parlamentares da base governista e atingiu nomes próximos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O cenário reflete a onda da direita no país e está alinhado com o resultado do primeiro turno da eleição presidencial, que terminou com o senador Flávio Bolsonaro (PL) na frente de Lula.
Os partidos PT, MDB, PSD, PSB e PDT somavam 40 senadores, e agora são 28, contando com um parlamentar eleito pela Rede, partido da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Ela disputou uma vaga no Senado pelo Acre, mas não obteve sucesso. Entre esses partidos, o PSD tem uma divisão, com senadores alinhados e outros de oposição ao governo, como Carlos Viana, de Minas Gerais, que também não se reelegeu.
Já as siglas de oposição ao governo, PL, PP, Republicanos, União Brasil, Novo, Podemos, PSDB e Avante, saíram de 40 senadores para 52.
A mudança aparece também na composição individual da Casa. Entre os senadores que não conseguiram renovar o mandato estão nomes que ocupavam posições de destaque no Congresso e que acumulavam anos de atuação política. São os casos de Renan Calheiros (MDB-AL) e Randolfe Rodrigues (PT-AP).
Calheiros já foi presidente do Senado em três ocasiões, mas foi derrotado em Alagoas pelo deputado Arthur Lira (PP) e por Marina JHC (PSDB), esposa de João Henrique Caldas, eleito governador.
No Amapá, Randolfe Rodrigues, atual líder do governo Lula no Congresso, perdeu a disputa para Lucas Barreto (PSD), que conseguiu renovar seu mandato de senador, e Rayssa Furlan (Podemos), esposa do ex-prefeito de Macapá e governador eleito Dr. Furlan (PSD).
Outros nomes do campo governista também ficaram de fora. Carlos Fávaro (PSD-MT), ex-ministro da Agricultura do governo Lula, não conseguiu renovar seu mandato. No Maranhão, Eliziane Gama (PT) e Weverton Rocha (PDT) perderam as duas vagas. Eliziane está na política desde 2006 e havia vencido as eleições que disputou para o Congresso desde então, além de ter concorrido à Prefeitura de São Luís.
No Espírito Santo, Fabiano Contarato (PT) também não conseguiu a reeleição. No Distrito Federal, Leila do Vôlei (PDT) ficou de fora, enquanto as duas vagas foram conquistadas por Michelle Bolsonaro (PL) e a deputada federal Bia Kicis (PL). No Mato Grosso do Sul, Soraya Thronicke (PSB-MS), que se alinhou ao governo Lula após romper com o bolsonarismo, não conseguiu se eleger.
No Paraná, a deputada Gleisi Hoffmann, ex-presidente do PT e ex-ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, também não conseguiu uma das duas vagas. Ela foi derrotada por Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo).
O avanço do PL atingiu também a oposição. O senador Ciro Nogueira (PP-PI), que estava no Congresso Nacional desde 2007, perdeu sua cadeira.

Avanço do PL no Senado reduz bancada governista e atinge nomes próximos a Lula, como Renan Calheiros e Randolfe Rodrigues