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outubro 28, 2026
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'Brazil', 'verdadeiro presidente', 'líder': as mudanças nas três cartas golpistas de Flávio em menos de uma hora

Por · outubro 28, 2026
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Em um período de menos de uma hora, o entorno do candidato ao Planalto derrotado Flávio Bolsonaro (PL) divulgou três versões de uma carta com teor golpista. Enquanto nas duas primeiras o senador se apresenta como “verdadeiro presidente do Brasil”, o documento mais recente se refere ao bolsonarista como “líder do Brasil”.
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A carta foi divulgada inicialmente por Paulo Figueiredo, aliado de Flávio que também mora nos Estados Unidos, para onde o senador fugiu após a derrota nas urnas para o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A versão inicial enviada a jornalistas continha um brasão antigo que se refere ao país como “Estados Unidos do Brazil”. O símbolo foi utilizado no período da Proclamação da República, em 1889, até 1968, quando foi substituído durante a ditadura militar.
Treze minutos depois, foi compartilhada a segunda versão do texto, já com o brasão correto da “República Federativa do Brasil”. Essa foi a publicada por Flávio nas redes sociais e trazia a autoproclamação como presidente brasileiro.
A terceira carta, na qual se apresenta como “líder do Brasil”, foi compartilhada por Flávio às 17h41. Até às 18h05, a segunda versão ainda estava disponível no X do candidato derrotado ao Planalto. Em seguida, a primeira postagem do senador foi apagada.
A segunda e terceira versões da carta continuavam disponíveis no X de Flávio às 18h05 de quarta-feira
Reprodução
Carta à comunidade internacional
Logo na abertura do documento, que o próprio Flávio divulgou nas redes em seguida, ele se apresenta como vencedor da disputa presidencial, embora tenha sido superado por cerca de 4,4 milhões de votos. “Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil”, alegou.
Na carta, Flávio anunciou que pretende comandar a oposição ao governo petista a partir dos EUA, para onde seguiu com a família, e prometeu apresentar uma estratégia de mobilização de seus apoiadores nos próximos dias.
Ele também agradeceu aos presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina, pelo acolhimento após sua saída do Brasil, e sustentou, sem apresentar provas, que houve fraude na eleição presidencial.
No documento, Flávio questiona a decisão de prorrogar o horário de votação até as 19h, tomada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). O próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já divulgou, no entanto, que pouco mais de 30 mil votos foram computados entre 17h e 19h, sem qualquer impacto no resultado geral. O texto não apresenta nenhuma prova de irregularidades capazes de alterar o resultado, acusa o governo Lula de abuso de poder político e econômico durante a campanha e defende a cassação da chapa adversária.
“Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos”, afirma.
Ao final, Flápromete manter uma comunicação frequente com seus eleitores e anunciar uma estratégia de atuação política a partir dos Estados Unidos.
“Nos próximos dias, vou me dirigir regularmente ao povo brasileiro, e apresentaremos uma estratégia para mobilizar a oposição e o imenso apoio popular que temos, por todos os meios pacíficos e legítimos”, diz.
Fuga do Brasil
Flávio está nos Estados Unidos desde a manhã desta quinta-feira. O governo argentino informou na madrugada que Flávio entrou no país às 22h50 de terça-feira pela Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu, no Paraná, a Puerto Iguázu, na província argentina de Missiones. O senador entrou na Argentina usando o passaporte italiano.
De lá, embarcou em um jatinho rumo a Guayaquill. Já no Equador, decolou às 6h22, no horário de Brasília, com destino ao aeroporto Opa Locka, um terminal executivo no condado de Miami-Dade. O bolsonarista chegou aos Estados Unidos nesta manhã, às 10h24.
Flávio teve os passaportes cancelados por decisão de Moraes, a pedido da Polícia Federal (PF), que alegava risco de fuga no curso das investigações a que o bolsonarista responde. Ele descumpriu a decisão e não entregou os documentos no prazo determinado.

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