Um caminhão que trafegava em alta velocidade matou 13 pessoas, neste domingo (18), ao atropelar uma multidão no centro da Índia, durante um festival hindu, informaram as autoridades. O caminhão, que estava fortemente carregado, teria perdido o controle na madrugada de domingo e atingido os fiéis reunidos em um templo em Gwalior, no estado de Madhya Pradesh, na região central do país.
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A agência de notícias Press Trust of India (PTI) citou fontes de um hospital local informando que 13 pessoas morreram no acidente.
“Expresso minhas profundas condolências às famílias enlutadas e rezo pela rápida recuperação dos feridos”, publicou a presidente da Índia, Droupadi Murmu, nas redes sociais.
A Índia, país mais populoso do mundo, com 1,4 bilhão de habitantes, registrou mais de 183 mil mortes em acidentes de trânsito em 2025, segundo o Ministério de Rodovias. Muitos desses acidentes ocorrem devido à infraestrutura viária precária, veículos com manutenção inadequada e motoristas cansados, segundo dados oficiais.
Tumulto também provoca mortes
No sábado, outras 17 pessoas morreram durante um tumulto que ocorreu em um evento religioso hindu na cidade de Calcutá, no leste da Índia. Segundo autoridades, o episódio é o mais recente de um problema persistente de segurança pública no país.
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Pelo menos 25 pessoas também ficaram feridas na ocasião, que fazia parte de uma celebração anual em homenagem à deusa hindu Durga, informou Samik Bhattacharya, presidente do partido governista no estado de Bengala Ocidental.
Na Índia, tumultos fatais durante eventos religiosos são relativamente comuns, muitas vezes devido à fiscalização precária das normas de segurança pública. Em um dos episódios mais letais dos últimos anos, mais de 100 pessoas morreram em 2013, no estado de Madhya Pradesh (centro-norte do país), durante uma procissão.
Ainda não está claro o que causou o tumulto de sábado em Calcutá. Autoridades locais relataram a veículos de imprensa indianos que uma multidão de fiéis, reunida do lado de fora de um pavilhão cerimonial dedicado à deusa, avançou de forma repentina quando começou a chover.
Suvendu Adhikari, um dos principais representantes políticos do estado, declarou à mídia local que um aviso feito por meio de alto-falantes pelos organizadores do evento pode ter contribuído para a correria.
Em uma coletiva de imprensa realizada na noite de sábado, Bhattacharya informou que a polícia deteve o organizador do evento, integrantes de uma empresa de segurança privada contratada para o controle do público e os policiais que estavam de serviço no local, enquanto as autoridades investigam o que deu errado. Bhattacharya lidera, no estado, o partido governista Bharatiya Janata Party — a mesma legenda que comanda o governo nacional.
As mortes ocorreram durante o Durga Puja, um festival que dura cinco dias. O evento atrai uma multidão a Calcutá, com centenas de milhares de fiéis afluindo a centenas de pavilhões, como aquele onde ocorreu o tumulto fatal.
O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, expressou suas condolências às vítimas do tumulto por meio de um comunicado. O governo estadual de Bengala Ocidental anunciou que oferecerá compensação financeira e cargos no serviço público às famílias das vítimas.
Amit Shah, influente ministro do Interior da Índia, classificou o episódio como “extremamente doloroso” e afirmou que rezará à deusa Durga pela rápida recuperação dos feridos.
Caminhão perde controle e mata 13 pessoas durante festival hindu na Índia
