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setembro 30, 2026
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Chefe do Pentágono diz ter reduzido em 20% número de generais e almirantes dos EUA para promover 'responsabilização'

Por · setembro 30, 2026
Chefe do Pentágono diz ter reduzido em 20% número de generais e almirantes dos EUA para promover 'responsabilização'


O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, anunciou nesta quarta-feira que os Estados Unidos reduziram em 20% o número de generais e almirantes nas Forças Armadas americanas, em uma medida que, segundo ele, tem como objetivo promover a “responsabilização”. O corte ocorreu por meio da demissão de oficiais e da redução do número de postos disponíveis para oficiais-generais, de acordo com Hegseth.
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— Os especialistas em números dizem que demitimos 10% dos generais e almirantes de toda a força, e esse número parece estar correto. E também sei, porque fui eu que determinei, que reduzimos em mais de 10% o número total de postos para oficiais-generais. Então, sim, uma redução de 20% em toda a estrutura — afirmou Hegseth a militares na Base do Corpo de Fuzileiros Navais em Quantico, na Virgínia. — Agora, a imprensa chama isso de expurgo. Eu chamo de responsabilização, e já estava muito atrasada.
Hegseth fez as declarações durante o chamado “Discurso sobre o Estado da Força”, uma rara manifestação dirigida a oficiais e militares alistados. Segundo a CBS News, o discurso faz parte dos esforços do secretário para reformular a estrutura do Pentágono, especialmente nos postos mais altos das Forças Armadas.
Cortes
Em maio de 2025, Hegseth havia determinado um corte de pelo menos 10% dos oficiais-generais e almirantes das Forças Armadas, além de uma redução de 20% entre os oficiais-generais da Guarda Nacional. Na época, em um memorando publicado pelo Departamento de Defesa, ele afirmou que a medida buscava “impulsionar a inovação e a excelência operacional”.
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O secretário argumentou que as Forças Armadas precisavam reduzir “camadas burocráticas desnecessárias” e estruturas redundantes para tornar a liderança mais eficiente.
Os números, porém, mostram que a quantidade total de oficiais-generais e almirantes na ativa não caiu na mesma proporção. Em julho, havia 851 desses oficiais no Exército, na Marinha, no Corpo de Fuzileiros Navais, na Força Aérea e na Força Espacial, segundo dados do Departamento de Defesa citados pela emissora americana CBS News. Um ano antes, eram 848. A legislação federal estabelece um limite de 857.
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A diferença está na distinção entre o número de oficiais e o de postos disponíveis. Parte da redução anunciada por Hegseth diz respeito justamente aos cargos que podem ser ocupados por oficiais-generais e almirantes.
‘Apenas guerreiros’
O discurso desta quarta-feira ocorreu exatamente um ano após Hegseth ter convocado centenas de generais e almirantes para Quantico e criticado o que chamou de padrões “woke” e “líderes tóxicos” no Departamento de Defesa. Na ocasião, ele também defendeu padrões físicos mais rígidos e criticou militares considerados acima do peso e o uso de barba.
Nesta quarta-feira, Hegseth retomou o discurso:
— Não somos mais o departamento woke nem o departamento fraco. A tradução simples disso? Nada de gordos, nada de “trannies”, nada de barbudos, nada de esquisitos, nada de frouxos, nada de radicais. Apenas guerreiros.
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Em seguida, afirmou:
— Os palhaços ideológicos estão fora. Os caubóis patrióticos estão dentro, com testes de testosterona por cima.
Hegseth também anunciou a criação do Comando de Guerra Autônoma, que descreveu como “um novo comando combatente de quatro estrelas”, destinado a ampliar o uso de tecnologias autônomas e robóticas pelas Forças Armadas americanas.
Mudanças
Segundo a CBS News, pelo menos 20 generais, almirantes e líderes militares civis foram demitidos ou deixaram seus cargos desde que Hegseth assumiu o Departamento de Defesa. Entre eles estão o presidente do Estado-Maior Conjunto e os principais oficiais uniformizados do Exército, da Marinha e da Força Aérea. Os secretários do Exército e da Marinha, que ocupam cargos civis, também foram substituídos.
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Ex-oficial de infantaria da Guarda Nacional e ex-apresentador da Fox News, Hegseth já criticava altos comandantes militares antes de assumir o cargo. Ele os acusava de não apoiar suficientemente os militares na linha de frente e de dar atenção excessiva a iniciativas de diversidade.
O secretário anunciou ainda uma parceria do Pentágono com cinco instituições de ensino superior — Louisiana State University, Liberty University, Tuskegee University, Mississippi State University e Hillsdale College — para criar novos corpos de cadetes. Segundo Hegseth, as instituições serão classificadas como faculdades militares de destaque, e seus estudantes terão prioridade na nomeação para cargos de oficiais.
Debate
A redução do número de oficiais-generais e almirantes ocorre em meio a um debate sobre o tamanho da cúpula militar americana. Um relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso publicado em maio registra argumentos dos dois lados.
Críticos da estrutura atual afirmam que o excesso de oficiais nos níveis superiores pode tornar a tomada de decisões mais lenta e aumentar a burocracia. Outros defendem que os altos comandantes são necessários para coordenar operações com forças militares de outros países, acompanhar mudanças tecnológicas e administrar a estrutura cada vez mais complexa do Departamento de Defesa.
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O senador democrata Mark Kelly, do Arizona, criticou as mudanças promovidas por Hegseth e afirmou que o secretário está “no processo de promover um expurgo dos melhores líderes do alto escalão das Forças Armadas”.
— Precisamos de líderes fortes. Essas pessoas têm décadas de experiência, algumas das melhores lideranças que nossas Forças Armadas já tiveram. Ele está se livrando delas — disse Kelly.
(Com AFP)

Chefe do Pentágono diz ter reduzido em 20% número de generais e almirantes dos EUA para promover 'responsabilização'