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setembro 23, 2026
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Clubes da Série A têm cerca de 7% das receitas oriundas de patrocínio de bets; veja ranking

Por · setembro 23, 2026
Clubes da Série A têm cerca de 7% das receitas oriundas de patrocínio de bets; veja ranking


Vários clubes fizeram um manifesto conjunto na última quinta-feira alertando para um possível “fim do futebol brasileiro”, por conta da intenção do Governo Federal em adotar uma Medida Provisória para proibir os cassinos online. O posicionamento foi tomado por conta da possibilidade das casas de apostas, hoje as principais patrocinadoras do esporte no país, terem que revisar contratos por conta da eventual queda de faturamento. Mas qual o real tamanho da dependência dos valores pagos por essas empresas?
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Atualmente, 13 dos 20 clubes da Série A do Brasileirão estampam bets como patrocinadoras máster em suas camisas. O valor total injetado por elas em 2026 é de cerca de R$ 1,1 bilhão, mesmo valor que se apresentou na última temporada.
Ao mesmo tempo, levantamento do GLOBO mostra que nenhum contrato envolvendo casa de aposta representa mais do que 13% de algum orçamento de clube envolvido no campeonato. E os participantes da primeira divisão tem apenas cerca de 7% das receitas oriundas de patrocínio de bets.
Para chegar aos dados a seguir, foram levados em conta as receitas brutas apresentadas pelos clubes em seus orçamentos de 2025, e os valores fixos pagos acertados pelas bets com os mesmo, sem levar em considerações bônus contratuais.
O clube que mais “depende” da sua patrocinadora máster é o Flamengo, mas que também é o dono do maior contrato da História do futebol brasileiro — a Betano paga R$ 268,5 milhões por temporada — e do maior faturamento já registrado no país — foram R$ 2,08 bilhões de receita bruta em 2025. Assim, a fatia representa 12,85% do último orçamento.
Flamengo é patrocinado pela Betano
Divulgação Betano/ Daniel Ramalho
Corinthians (10,6%) e São Paulo (10,5%) são os únicos outros dois clubes que veem esta faixa de representatividade acima dos 10% de seus orçamentos brutos. Os paulistas também está no clube quase exclusivo daqueles que ganham acima de nove dígitos: a Superbet paga R$ 113 milhões fixos por ano ao tricolor, e a Esportes da Sorte paga R$ 103 milhões ao alvinegro.
Porém, no caso do Palmeiras, que fatura R$ 100 milhões fixos por ano com a Sportingbet, a dependência do contrato despenca para apenas 5,6% do orçamento. Afinal, o alviverde teve a segunda maior receita bruta do futebol brasileiro em 2025: R$ 1,78 bilhão.
Orçamento bruto x Valor fixo do contrato com bet (2025)
* Trocaram de patrocínio em 2026: Santos (Novibet), Vasco (Sportingbet), Cruzeiro (Betnacional), Remo (VaideBet)
** Cancelaram o patrocínio em 2026
Com exceção de Flamengo, Corinthians e São Paulo, nenhum clube do futebol brasileiro teve o contrato de bet representando mais que 8% de sua receita bruta em 2025. Entre aqueles que tem acordos com casas de apostas, Botafogo (3,8%) e Remo (3,6%) são os que menos dependem atualmente.
Neste ano, clubes como Bahia, Grêmio e Internacional ainda perderam estas receitas por terem rompido com as antigas patrocinadoras máster. No universo da Série A, Athletico-PR e Coritiba também deixaram de ser patrocinados pelas casas de apostas que o acompanharam na segunda divisão em 2025. Por fim, Bragantino e Mirassol são exemplos de equipes que estampas empresas de bebidas em suas camisas

Clubes da Série A têm cerca de 7% das receitas oriundas de patrocínio de bets; veja ranking